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Dormidas na hotelaria a crescer, mas ainda a 45% do pré-pandemia

Em julho o setor do alojamento turístico registou 4,5 milhões de dormidas. Um crescimento de mais de 70% face ao ano passado, mas ainda a uma diferença de menos 45% relativamente a 2019. Madeira, Açores, Algarve e Alentejo com a maior procura e só Açores receberam mais estrangeiros.

O Algarve será a região mais afetada pela decisão do governo britânico.
Luís Forra/Lusa
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 14 de Setembro de 2021 às 11:26
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O setor do alojamento turístico registou este mês de julho um total de 1,6 milhões de hóspedes e 4,5 milhões de dormidas. Contas feitas, um crescimento de 59,6% e 71,9%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano passado. Os números, divulgados esta terça-feira pelo INE, mostram que o setor está a descolar, depois do baque provocado pela pandemia, mas que está ainda longe dos resultados que registava em 2019: face a julho deste ano verifica-se uma quebra de  42,5% no número de hóspedes e as dormidas diminuíram 45,0%. 


Em contrapartida, verifica-se, face a 2019, um aumento do número de dormidas de residentes. Quanto aos estrangeiros, esses tardam a regressar: o decréscimo, em julho, ascendeu a 67,6%. 


Em consonância, também os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentaram em julho, face ao ano passado: 296,9 milhões de euros no total e 223,4 milhões de euros relativamente a aposento. Olhando para julho de 2019, porém, os proveitos totais diminuíram 44,5% e os relativos a aposento decresceram 46,7%. 


O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR), indica o INE, situou-se em 40,4 euros em julho (31,4 euros em junho). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 99,9 euros em julho (86,8 euros em junho). Já em julho de 2019, o RevPAR e o ADR foram 70,0 euros e 106,8 euros, respetivamente. 

Levando em conta a totalidade dos meios de alojamento - o que inclui também campismo e colónias de férias, bem como as pousadas da juventude, registaram-se 5,8 milhões de hóspedes e 14,8 milhões de dormidas, correspondendo a variações de -1,2% em ambos, face ao mesmo período de 2020.

Açores, Madeira, Alentejo e Algarve entre os mais requisitados

 

As dormidas de residentes aumentaram em todas as regiões, mas o Algarve dominou, concentrando 34,5%. Seguiu-se o Norte, com 15,5%, a área da grande Lisboa, 14,6%, e a Madeira, com 12,1%. 

 

No entanto, indica o INE, em julho, destacaram-se os crescimentos expressivos das dormidas de residentes, face ao mesmo mês de 2019, na Madeira (+60,2%), Açores (+26,3%), Algarve (+19,3%) e Alentejo (+13,1%). Já as restantes regiões registaram decréscimos. 

 

Considerando os primeiros sete meses do ano, de janeiro a julho, as dormidas de residentes registaram aumentos em todas as regiões, com destaque para A Madeira (+136,0%), Açores (+99,9%) e Algarve (+54,6%). 

 

Já no que respeita aos não residentes, nenhuma região observou subidas à exceção dos Açores que contabilizou mais 31,8%. As menores reduções registaram-se no Alentejo (-4,8%), enquanto as restantes regiões apresentaram diminuições superiores a 16%.




(notícia atualizada Às 11:34 com mais informação)

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