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Poupe até 505 euros no seguro automóvel

A concorrência é renhida no seguro automóvel, com mexidas na tabela dos mais interessantes desde o último estudo.Uma coisa não mudou: continua a poupar, e muito, com as nossas dicas

Deco Proteste 12 de Maio de 2014 às 10:34
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Para quê pagar mais, quando pode deixar centenas de euros por ano sossegadas na carteira? O seu seguro até poderia ser o mais interessante quando o contratou. Mas a concorrência é tão feroz que, agora, é possível que já esteja a desperdiçar dinheiro. Esta é a razão por que todos os anos comparamos as condições do seguro automóvel e cruzamos a qualidade com o preço. Desta vez, introduzimos uma novidade. Medimos o grau de satisfação dos clientes com a forma como as seguradoras geriram as situações decorrentes da ativação das coberturas: por exemplo, face a um acidente, como resolveram os conflitos.


Para chegarmos às Escolhas Acertadas, considerámos igualmente o preço. Definimos vários cenários para dois pacotes de coberturas: um mais restrito, a abranger responsabilidade civil obrigatória e assistência em viagem, e outro alargado, também com danos próprios. Fizemos os cálculos para automóveis e motas e, no caso dos cenários que aqui publicamos, descobrimos que é possível poupar até 505 euros por ano, valor que pode atingir os 715 euros no caso dos jovens. O protocolo que assinámos com a OK! teleseguros, de que podem usufruir os nossos associados, é Escolha Acertada na maioria dos perfis.


Se não se revir nos cenários indicados, teste o nosso simulador em www.deco.proteste.pt/seguroauto e descubra uma solução para um perfil próximo do seu. Depois, dirija-se à seguradora eleita com espírito de negociação. Existe abertura para baixar os preços face aos argumentos certos, como subscrever ou transferir outros seguros.


Para ajudá-lo, publicamos o exemplo de dois consumidores. Fernando Anselmo, 74 anos, aposentado bancário, conduz um carro recente e tem um seguro bastante completo. Aumentando um pouco a cobertura, com capitais mais elevados para ocupantes e quebra de vidros, poupa 107 euros, que poderiam ascender a 253 se fosse associado da DECO. Já a Zélia Silva, 43 anos, secretária de direção, recomendamos a manutenção da seguradora. Mas deverá renegociar a apólice, o que não acontece desde a contratação. Ao fazê-lo, terá uma poupança de 88 euros, que poderia chegar aos 100 se fosse associada.


Escolha as coberturas à sua medida
Antes de contratar o seguro, analise que tipo de coberturas lhe fazem falta. A lei só o obriga a contratar um seguro de responsabilidade civil com capital de 5 milhões de euros para danos corporais e de 1 milhão para prejuízos materiais. Se considera estes valores insuficientes, pode subscrever módulos superiores de capital, com o limite de 50 milhões de euros. Ainda que seja facultativa, a assistência em viagem é interessante: tem um custo reduzido e proporciona várias garantias em caso de acidente ou avaria do veículo ou doença no estrangeiro. Por hábito, esta cobertura é vendida com a de responsabilidade civil. As duas correspondem ao pacote mais simples, que recomendamos para veículos mais antigos ou de valor comercial reduzido.


Se tiver a sorte de conduzir um automóvel novo ou antigo de elevado valor, é prudente contratar um pacote de coberturas mais abrangente, que inclua os danos próprios do veículo. Paga os prejuízos decorrentes de colisão, roubo ou incêndio, desde que não exista um terceiro responsável.


Se quiser envolver o seu automóvel em ainda mais cuidados, nada o impede de contratar outras coberturas, das quais destacamos ocupantes e fenómenos naturais. A primeira paga os danos corporais dos passageiros e do condutor, na sequência de um acidente provocado pelo último. Já os fenómenos naturais são úteis para quem reside em locais sujeitos a tempestades ou inundações ou não tem garagem.


O importante é contratar apenas o que for útil. Se só precisar do seguro obrigatório de responsabilidade civil, opte pelo mais barato. A qualidade não é fator de escolha, pois a apólice é definida por lei. A dificuldade reside em separar o trigo do joio no seguro facultativo, já que a abrangência e a utilidade das coberturas variam muito. No quadro, analisamos os critérios mais pertinentes e, nas condições, detalhamos as suas características e as apólices com melhor e pior classificação. Passe ainda pelo nosso portal na Net para conhecer os melhores seguros para o seu perfil.

 

 
O nosso estudo
14 apólices, 96 cenários


Enviámos um questionário a 23 companhias e solicitámos as condições e os prémios para 96 cenários relativos ao seguro automóvel e quatro para o seguro de motas. Recebemos sete respostas.

 

Açoreana, AXA, Direct, Groupama, Logo, Mapfre, N Seguros, Ocidental e Zurich disseram estar a reformular os produtos ou invocaram dificuldades operacionais para não participar. Já a AMA, a Fidelidade a Lusitania, a Macif e a Tranquilidade nada responderam. No caso da AMA, na assembleia geral de dezembro, foi decidido vender a carteira à Tranquilidade. Sempre que possível, recorremos às simulações na Net.

 

Durante o mês de janeiro de 2014, enviámos um questionário online a uma amostra dos nossos associados para conhecer a sua experiência com os seguros. Recebemos 3221 respostas. Trata-se de um estudo observacional e transversal com recolha de dados através de questionário de administração direta e envio único e preenchido pelos inquiridos. Os resultados espelham as opiniões e as experiências dos inquiridos.


Um último aspeto que influencia a qualidade da apólice são as exclusões. Algumas são justas, como danos provocados de propósito pelo segurado ou decorrentes da falta da inspeção ou de o condutor não possuir carta. Outras lesam os interesses dos consumidores. Penalizámos as apólices que excluem, por exemplo, os danos ocorridos na sequência de guerra, golpe militar ou revolução; ou se o condutor sofrer de demência ou conduzir sob o efeito de álcool ou estupefacientes, sem que haja relação entre o acidente e esses factos.


Pais disfarçados de filhos
O preço da responsabilidade civil depende, por um lado, do tipo e da cilindrada do carro e, por outro, do capital. Nos danos próprios, é definido consoante o capital, que equivale ao valor comercial do carro. As seguradoras devem atualizá-lo anualmente com base em tabelas de desvalorização automática.


Mas os fatores que podem influenciar o prémio não ficam por aqui. É comum aquele aumentar no caso de condutores abaixo dos 25 anos com carta de condução há menos de dois anos. Como resultado, um jovem pode pagar 40 a 100% mais. Para evitar esta situação, muitos pais contratam o seguro declarando-se como condutores habituais do veículo, estratégia que desaconselhamos. Em caso de sinistro, a seguradora pode alegar falsas declarações e recusar a indemnização.


A área de residência também se reflete na fatura. Lisboa e Porto são consideradas zonas de maior risco. O ano da matrícula influencia o preço de danos próprios. Mas algumas seguradoras, como a Direct, a Fidelidade e a Logo, também o consideram no prémio da responsabilidade civil. Nas telefónicas, fatores como o local de parqueamento, a quilometragem anual ou mesmo a profissão do cliente podem repecutir-se no valor a pagar.


Nos cenários, considerámos todos estes fatores. O protocolo OK! teleseguros/DECO é Escolha Acertada para as zonas de maior risco, desde que a apólice não tenha agravamentos. Mas destina-se a associados. Quem não está nestas condições pode optar pela Direct. OK! teleseguros, Continente Seguros e Generali são ainda boas opções consoante os perfis. As nossas dicas permitem poupar até 505 euros por ano.

 

 
Condições da apólices
O seguro de responsabilidade civil é igual em todas as companhias. Se só pretende esta cobertura, opte pela mais barata. No caso de precisar de coberturas extra, como danos próprios, verifique a qualidade da apólice no quadro. Nas condições, analisamos as principais característicasdo seguro abrangente e indicamos as companhias que se destacaram pela positiva e pela negativa

Franquias
Ao contratar uma franquia, o cliente aceita suportar uma parte dos danos, mas paga um prémio inferior. Uma franquia de 12% pode significar uma redução no prémio de 50 por cento.
Se a responsabilidade civil não admite franquias, a maioria das apólices de danos próprios impõe um mínimo de 2% do capital. Para um automóvel de 20 mil euros com danos de 1000, significa que o segurado tem de pagar 400 e a seguradora o restante.


Melhor Mapfre aplica franquias na cobertura de choque, mas concede bons descontos no respetivo prémio.
Pior BES aplica franquias em valor absoluto a todas as coberturas de danos próprios (choque, incêndio e roubo), mas também a fenómenos da natureza e vandalismo.

 

Assistência em viagem
Com preço reduzido, proporciona um grande leque de garantias. A assistência a pessoas é válida em todo o Mundo e pode ser ativada mesmo que viaje sem o carro. A assistência ao veículo e ocupantes funciona na União Europeia e nos países da bacia do Mediterrâneo.
A maioria das apólices dá assistência em caso de furo, falta de combustível e perda das chaves do automóvel, mas, em regra, só em Portugal.
Avaliámos, entre outros critérios, os capitais previstos para as despesas médicas e o prolongamento da estadia (assistência a pessoas) e o reboque do automóvel e aluguer de um veículo de substituição (assistência ao veículo).


Melhor Liberty e Allianz apresentam as apólices com as garantias mais abrangentes.

 

Bónus e agravamento
As seguradoras reduzem o prémio em função do número de anos sem sinistros e agravam-no consoante os acidentes.
As percentagens diferem muito. Se o valor dos danos for baixo, pode ser mais vantajoso pagar os custos em vez de ativar o seguro e ter o prémio aumentado.
Ativar a assistência em viagem, quebra isolada de vidros, proteção jurídica e ocupantes não agrava o prémio. Ao participar um sinistro, muitas companhias agravam todas as coberturas, ainda que só uma seja ativada.


Melhor BES, Continente, Fidelidade, Logo e OK!teleseguros só agravam ao ativar responsabilidade civil e choque.
Pior Popular agrava o prémio por sinistros sem culpa do cliente, como furto, tempestades e vandalismo.

 

Âmbito territorial
Com a exceção de assistência em viagem, ocupantes e proteção jurídica, válidas em todo o Mundo, as coberturas facultativas estão geralmente limitadas ao território nacional.


Melhor Várias (ver quadro) valorizámos as apólices com um âmbito territorial idêntico ao do seguro obrigatório (países da Carta Verde).
Pior Fidelidade, Lusitania e Popular Seguros as primeiras são válidas só em Portugal e a última também em Espanha.

 

Escolha da oficina
Todas as seguradoras afirmaram dar liberdade ao cliente para escolher a oficina onde reparar o veículo em caso de acidente, pelo que receberam a classificação máxima neste critério. Mas a maioria propõe o arranjo numa oficina com acordo. Em contrapartida, disponibiliza um veículo de substituição, oferece serviços extra (como lavagem e aspiração), reduz a franquia e garante uma reparação mais rápida. BES, Generali e Popular Seguros são a exceção à regra: não proporcionam estes benefícios.

 

Furto ou roubo
Qualquer companhia comercializa esta cobertura em condições idênticas.
A diferença reside no período que o segurado é obrigado a esperar até receber o pagamento da indemnização.
Praticamente todas pagam apenas 60 dias após a participação do desaparecimento do veículo às autoridades.


Melhor Generali e Liberty pagam a indemnização ao fim de 15 e 40 dias, respetivamente.

 

 

 

 

Este artigo foi redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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