Pequim está a negociar com a Rússia compra de petróleo para as reservas nacionais
As negociações estão a ser feitas a nível governamental e que não existem para já detalhes nos volumes, valores ou termos de um potencial acordo, adianta a Bloomberg. Desde o início da guerra Pequim tem mostrado simpatia por Moscovo, já que depois da Arábia Saudita a Rússia é a maior fonte de petróleo chinês.
De acordo com a mesma agência, as refinarias na China têm vindo a comprar petróleo russo desde a invasão da Ucrânia, com navios de carga a chegarem do Irão e Venezuela. A previsão é que a China tenha capacidade para armazenar mais de mil milhões de barris, somando stocks comerciais e estratégicos.
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O preço do petróleo subiu este ano após a invasão russa, mas acabou por cair à medida que os compradores se foram afastando, estando agora nos 90 dólares por barril, um desconto de 8 dólares relativamente ao preço do barril do Brent. Esta pode ser uma oportunidade de ouro para a China cobrir as reservas que são normalmente usadas em emergências, ou interrupções repentinas no fornecimento.
Os EUA e o Reino Unido comprometeram-se a proibir as importações de petróleo da Rússia, mas a União Europeia está ainda em processo de discussão, com a Hungria dificultar as negociações.
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