Fidelidade aponta IPO para início de 2027 com avaliação de pelo menos 3 mil milhões
A Fidelidade está a retomar os planos de entrar em bolsa, apontando para uma possível oferta pública inicial (IPO) no início do próximo ano. A companhia de seguros, controlada pelo conglomerado chinês Fosun International Ltd., tem realizado encontros preliminares para uma potencial entrada na bolsa de Lisboa, que poderá avaliar a empresa em mais de 3 mil milhões de euros, segundo avança a Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto.
De acordo com a agência financeira, a maior seguradora em Portugal tem levado a cabo, nas últimas semanas, reuniões com bancos e potenciais investidores sobre uma possível oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Não terão ainda sido nomeados os assessores financeiros e as conversações estão numa fase preliminar que pode até não resultar numa venda de ações, de acordo com as mesmas fontes citadas pela Bloomberg. Contactada pelo Negócios, a empresa não quis fazer comentários.
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O maior acionista, a Fosun, pagou, em 2014, mil milhões de euros por 80% da Fidelidade e detém agora cerca de 85% do capital. A Caixa Geral de Depósitos detém os restantes 15%.
Em novembro, o CEO da Fidelidade, Rogério Campos Henriques, disse ao Negócios que a administração da companhia de seguros está a fazer o seu trabalho para preparar uma eventual entrada em bolsa, apesar de sublinhar que não vê os acionistas com pressa para avançar para um IPO. Quanto ao valor, avançou que pode ser "bastante superior” a 3 mil milhões de euros.
A Fidelidade tinha inicialmente indicado que o IPO poderia acontecer em 2025, num plano anunciado há quase dois anos que incluía, em primeiro lugar, a admissão à negociação do seu operador hospitalar Luz Saúde. Contudo, o calendário acabou por ser adiado depois de a Fidelidade ter optado por não avançar com a colocação do capital da Luz Saúde e, em vez disso, ter vendido uma participação minoritária, de 40%, ao Grupo Macquarie Asset Management por 310 milhões de euros.
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Os avanços para o IPO são conhecidos depois de a seguradora ter estado esta terça-feira no mercado de dívida, tendo emitido 500 milhões de euros em obrigações subordinadas Tier 2, com maturidade a 20 anos. De acordo com a empresa, a operação despertou o interesse de mais de 130 investidores institucionais. A taxa de juro fixou-se nos 4,25% ao ano, durante os primeiros 10 anos, "percentagem que, devido à forte procura, que superou em mais de 2,6 vezes a oferta, foi reduzida substancialmente face ao preço inicialmente divulgado ao mercado", destacou.
(Notícia atualizada às 11:35)
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