Wall Street segue para Páscoa sem rumo definido. S&P 500 à tona após acordo de minerais

As bolsas norte-americanas terminaram a sessão divididas entre ganhos e perdas, com o mercado a digerir os avanços nos acordos dos EUA com a União Europeia quanto às tarifas e com a Ucrânia sobre as terras raras.
Trump NYSE Wall Street
Andrew Kelly/Reuters
Bárbara Cardoso 17 de Abril de 2025 às 21:12

As bolsas norte-americanas fecharam uma semana mais curta sem rumo definido, depois de dias de grande incerteza e volatilidade à boleia do Presidente dos EUA. 

O S&P 500 acabou por ser único a ficar à tona, com um avanço ligeiro de 0,13% para 5.282,70 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,13% para 16.286,45 pontos e o industrial Dow Jones tombou 1,33% para 39.142,23 pontos. 

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Durante um encontro com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o Presidente dos EUA disse que espera alcançar um acordo comercial com a UE, mas indicou que não tem pressa em alcançar um entendimento sobre as tarifas. Também hoje, Trump avançou que iria assinar o acordo sobre minerais críticos com a Ucrânia na próxima quinta-feira, 24 de abril. 

Apesar dos avanços nas negociações com os parceiros comerciais, as novidades da Casa Branca não foram suficientes para fazer desaparecer os receios e preocupações do mercado quanto ao futuro económico dos Estados Unidos. 

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A alimentar o negativismo, o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, "bateu o pé" e disse que não iria ajudar a recuperação dos mercados financeiros e intervir. O número um da Fed perturbou esta quarta-feira a calma dos mercados, ao dizer que iria "esperar para ver" como é que a guerra comercial vai afetar a inflação, frustrando as esperanças de uma intervenção imediata.

O setor da energia foi o que teve melhor desempenho, uma vez que o WTI - referência para os Estados Unidos - subiu mais de 5% na semana, o maior salto deste ano.

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