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Banca pressiona Dow em vésperas de "fim de semana prolongado"

O Dow Jones destoou, de entre os principais índices bolsistas norte-americanos, tendo encerrado em baixa devido aos resultados da banca, que desapontaram o mercado.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Janeiro de 2022 às 21:25
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Em vésperas de um fim de semana prolongado, dado que na segunda-feira Wall Street estará encerrada para celebração do Dia de Martin Luther King, Jr., o S&P 500 e o Nasdaq conseguiram regressar aos ganhos, mas o Dow não recuperou o fôlego.

 

O índice industrial Dow Jones fechou a ceder 0,56% para 35.911,81 pontos. No passado dia 5 de janeiro tocou num nível nunca antes atingido, nos 36.952,65 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 somou 0,08% para 4.662,85 pontos. Na negociação intradiária de 4 de janeiro atingiu o valor mais alto de sempre, nos 4.818,62 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,59% para se fixar nos 14.893,75 pontos. No passado dia 22 de novembro, recorde-se, atingiu um máximo histórico nos 16.212,23 pontos.

 

A banca esteve entre os piores desempenhos do Dow, com os investidores a revelarem-se dececionados com a queda de quase 15% nos lucros do JPMorgan Chase no quarto trimestre de 2021 face ao período homólogo de 2020.

 

As ações do JPMorgan fecharam a cair 6,15% para 157,89 dólares.

 

O Citigroup e a BlackRock, que também reportaram hoje as suas contas, negociaram igualmente em queda, de 1,25% e 2,19, respetivamente.

 

O Wells Fargo acabou por ser o ponto brilhante da banca, a subir 3,68% depois de anunciar – também esta sexta-feira – resultados acima do esperado.

 

As tecnológicas, que estavam a ser castigadas nos últimos dias, acabaram por conseguir recuperar a meio da sessão. Ainda abriram em queda nesta sexta-feira, pressionadas por um novo sinal a favor de uma subida dos juros para breve, mas inverteram a tendência com algum otimismo a regressar ao mercado.

 

Na abertura da jornada, todos os índices norte-americanos estavam no vermelho, ainda a digerir as palavras da número dois da Reserva Federal norte-americana, Lael Brainard, que assegurou esta quinta-feira que o banco central está pronto para aumentar as taxas de juro já em março, caso a medida seja imprescindível para combater a inflação.

 

"Lael Brainard referiu expressamente que a prioridade primária da Fed é reduzir a inflação, para os valores que são aceites como máximos, que é o nível de 2%. E embora não tenha dado um prazo para que isso se concretize, o facto de o aumento do custo de vida estar no triplo desse valor, sem grandes indícios de que possa cair abruptamente no primeiro trimestre, levou os investidores a assumir que a mentalidade dos membros do banco central está agora bastante mais ‘hawkish’, até porque os novos membros indicados por Joe Biden, onde se inclui Brainard, são mais ligados a uma mentalidade ‘hawkish’ do que os que saem", sublinhou Marco Silva, consultor da ActivTrades, na sua análise diária.

 

A posição de Brainard está em linha com o que disse o presidente da Fed na passada terça-feira perante o Senado. Jerome Powell afirmou, na sua audiência de reconfirmação no cargo, que a Reserva Federal irá conseguir fazer baixar a inflação enquanto a economia norte-americana recupera.

 

O presidente da Fed declarou que não hesitará em agir se necessário para conter as pressões sobre os preços. "Se tivermos de subir as taxas de juro mais vezes, ao longo do tempo, é o que faremos", sublinhou.

 

O dado hoje divulgado sobre as vendas no retalho também não ajudou ao sentimento dos investidores. Estas caíram 1,9% em dezembro, face ao mês anterior, já com a correção das oscilações sazonais. Foi a primeira queda desde o verão, em muito devido ao aumento de casos de infeção pela variante ómicron do coronavírus no país.

 

Em julho, que tinha sido o último mês em que as vendas no retalho tinham descido, essa queda coincidiu com o aumento de contágios pela variante delta.

 

O movimento do mercado acabou por corrigir para os ganhos, no caso do S&P 500 e do Nasdaq, muito à conta da consolidação de posições antes do feriado.

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