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BCP cai para mínimos históricos e cada ação passa a valer menos de 10 cêntimos

As ações do BCP recuaram um máximo de 1,90% na sessão de hoje para um patamar nunca antes atingido de 9,8 cêntimos por ação. Desde o início do ano, o banco desvalorizou mais de 50%.

Lusa
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 02 de Abril de 2020 às 12:18
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As ações do BCP desvalorizaram um máximo de 1,90% para os 9,8 cêntimos por ação na sessão desta quinta-feira, dia 2 de abril, o que representa um novo mínimo histórico para o banco liderado por Miguel Maya. 

Até ao momento foram negociadas 23.465.780 ações, que compara com a liquidez média dos últimos seis meses fixada nas 46.018.153 ações. 

A atual situação de crise de saúde tem feito estragos em todos os setores e o da banca não é exceção. O CEO do BCP, Miguel Maya, fez uma comunicação aos trabalhadores com o balanço (positivo) daquela que tem sido a reação da instituição aos constrangimentos impostos pela epidemia do novo coronavírus, "um enquadramento que nem nos mais exigentes testes de stress havia sido simulado", escreve o CEO.

Recentemente, o banco antecipou-se às recomendações do Banco Central Europeu (BCE) e decidiu suspender o pagamento dos dividendos referentes ao exercício de 2019, o que irá representar uma poupança de cerca de 134 milhões de euros. Isto depois de só no ano passado ter voltado a distribuir dividendos, após um interregno de oito anos.

Depois desta decisão de congelar o pagamento de dividendos aos acionistas, o banco terá agora de avaliar se vai pagar novamente bónus aos seus gestores executivos. Um passo que foi dado no ano passado, com base nas contas do ano anterior, e que já não acontecia há mais de uma década, depois de uma outra crise: a financeira.

Hoje, duas casas de investimento reavaliaram a sua posição quanto às perspetivas do BCP no mercado. O JPMoragn manteve a recomendação em "Overweight" e o preço-alvo nos 15 cêntimos por ação, enquanto que o Alphavalue/Baader Europe cortou o preço-alvo do banco português de 10 para 9 cêntimos por ação. 

Atualmente, o BCP tem sete notas de "research" que recomendam "comprar" ações, quatro que aconselham "manter" e uma que diz aos acionistas para "vender" a sua posição. 

O preço-alvo médio é de todas as avaliações é de 22 cêntimos, o que lhe confere um potencial de subida de 120,7% face ao fecho da sessão de ontem. 

Desde o início do ano, o BCP desvalorizou 51,31%. Hoje contraria a tendência registada quer no índice PSI-20, que avança 0,49%, quer no setor da banca na Europa, que ganha 0,56%. 
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