Bolsa Bolsas dos EUA descem mais de 1,5% com nova ameaça de Trump

Bolsas dos EUA descem mais de 1,5% com nova ameaça de Trump

Em Wall Street, é o pessimismo que domina o arranque das negociações esta segunda-feira, devido aos receios de que as ameaças de Trump minem a possibilidade de um acordo comercial com Pequim.
Bolsas dos EUA descem mais de 1,5% com nova ameaça de Trump
Reuters
Rita Faria 06 de maio de 2019 às 14:42

Os principais índices norte-americanos abriram em queda esta segunda-feira, 6 de maio, penalizados pela ameaça de uma escalada da tensão entre os Estados Unidos e a China, que pôs um ponto final num período de calma nos mercados financeiros.

 

O índice industrial Dow Jones desce 1,73% para 26.046,14 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq cai 2,19% para 7.986,58 pontos. Já o S&P500 desvaloriza 1,58% para 2.899,78 pontos.

 

Esta evolução acontece depois de, no domingo, de forma inesperada, Donald Trump ter ameaçado aumentar de 10% para 25% as tarifas aplicadas sobre 200 mil milhões de dólares de bens importados da China já a partir desta sexta-feira.

 

O anúncio do líder da Casa Branca foi recebido com surpresa já que para esta semana estão agendadas reuniões vistas como importantes, e potencialmente decisivas, entre as delegações norte-americana e chinesa em Washington. Depois de a imprensa internacional ter chegado a avançar que Pequim cancelaria a deslocação do vice-primeiro-ministro aos Estados Unidos, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros já confirmou que os encontros se mantêm.

 

Ainda assim, os investidores receiam que a postura intransigente do presidente dos Estados Unidos dificulte as negociações e impeça um acordo entre as partes para pôr fim à guerra comercial.

 

A Boeing, maior exportadora norte-americana para a China, desce 2,44% para 367,27 dólares , assim como as fabricantes de chips, que vão buscar grande parte das suas receitas àquele país: a Nvidia recua 3,55% para 176,51 dólares, a Micron Technology desvaloriza 4,04% para 41,57 dólares e a Intel perde 2,32% para 50,24 dólares.

 

No setor automóvel, as descidas também são expressivas. A General Motors cede 2,78% para 37,73 dólares, a Ford perde 2,11% para 10,19 dólares e a Tesla cai 1,73% para 250,63 dólares.




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