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Moeda chinesa regista a maior descida desde 2016

Donald Trump apanhou de surpresa os investidores com os seus tweets sobre a aplicação de tarifas sobre produtos importados da China. E as reações não se fizeram esperar. Uma das mais expressivas foi a do yuan que afundou, registando a maior queda desde 2016.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 06 de Maio de 2019 às 11:21
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O presidente dos EUA voltou a recorrer ao Twitter para anunciar que se não se fechar um acordo comercial entre Washington e Pequim serão aplicadas tarifas de 25% sobre 200 mil milhões de dólares de importações da China já esta semana.

 

Este anúncio apanhou de surpresa os investidores, que tinham como referência os sinais de que as negociações estavam a correr bem, ainda que faltassem acertar alguns pontos. Além disso, estes tweets foram publicados quando está agendada uma deslocação do vice-primeiro-ministro chinês aos EUA, precisamente com o tema das negociações comerciais na agenda.

 

A negociação do yuan offshore refletiu a surpresa, com a moeda a afundar 1,3%, o que corresponde à maior descida desde janeiro de 2016, segundo a Bloomberg. A queda travou entretanto, com a moeda a ceder cerca de 0,6% para valer 6,7815 por dólar.

 

A negociação cambial beneficiou do facto de a China ter revelado que pretende manter a viagem aos EUA, apesar de Trump ter ameaçado aplicar as novas tarifas a partir de sexta-feira.

 

O yuan tem registado oscilações pouco acentuadas desde fevereiro, com os investidores a especularem que as duas maiores economias do mundo estavam próximas de um acordo comercial. A moeda chinesa é um dos pontos que tem sido alvo nas negociações entre os dois países, com os EUA a demonstrarem preocupação com a desvalorização propositada do yuan.

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