Bolsa Bolsas da China fecham a ganhar 2% após semana negra

Bolsas da China fecham a ganhar 2% após semana negra

O final da semana foi positivo para as bolsas chinesas. O fim da regra de cancelamento automático com quedas acima de 7%, as compras de acções por fundos estatais e a estabilidade cambial justificam a valorização.
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As bolsas da China fecharam a negociar em terreno positivo, numa sessão marcada por alguma volatilidade. O movimento positivo, que se segue às fortes quedas do resto da semana, deveu-se, em parte, ao cancelamento do sistema automático que suspende a negociação bolsista quando há desvalorizações acima de 7% e que tinha sido accionado já, por duas vezes, esta semana.  

 

O índice de Xangai (Shangai Composite) encerrou com uma subida de 1,97%, estando acima dos 3.125 pontos, de acordo com a Bloomberg, tendo já estado, contudo, a resvalar mais de 2%. Nas sessões anteriores, o comportamento foi negativo. No final de 2015, o índice negociava em torno de 3.600 pontos. O também chinês CSI 300 e o índice de Hong Kong somaram mais de 1%, também após as descidas anteriores. 

 

A valorização da bolsa na última sessão da semana ocorre depois de a China ter decidido cancelar o sistema de suspensão automática da negociação em momentos em que se registam quedas acima de 7% no principal índice de referência da segunda maior economia do globo. As incertezas em torno do abrandamento da China têm trazido incertezas para os mercados financeiros, nomeadamente para aqueles que são mais voláteis, como o caso de Xangai. A queda da praça chinesa tem arrastado as restantes bolsas mundiais, incluindo a Europa e a americana Wall Street. O português PSI-20 já viu desaparecer 1,7 mil milhões de euros só este ano.

 

Na primeira sessão do ano, esta regra da bolsa chinesa foi logo activada, com as negociações a serem suspensas quando a bolsa atingiu uma queda de 7%. E esta quinta-feira voltou a ser aplicada, quando nos primeiros 29 minutos de negociação do CSI 300 já desvalorizava 7%. Esta sexta-feira já não acontece esta suspensão depois de o sistema ter sido criticado pelos analistas, por considerarem que aumenta ainda mais as desvalorizações, já que os investidores antecipam a venda das suas posições para não correrem o risco de ficarem "presos" com a suspensão.

 

Mas há mais motivos para a transacção positiva na China esta sexta-feira, 8 de Janeiro. Não houve, hoje, uma forte queda da taxa de câmbio fixada oficialmente, ao contrário dos dias anteriores, pelo que não assustou os investidores. Ontem, por exemplo, o yuan tinha sido cortado para o valor mais baixo em quase cinco anos.

 

A Bloomberg refere ainda que vários fundos controlados pelo Estado estão a adquirir acções de empresas do país, o que está a trazer uma pressão compradora para o mercado. Para o ganho de sexta-feira também conta a recuperação das empresas ligadas às matérias-primas, que têm sido castigadas esta semana, mas que aproveitam agora a subida de 2% dos preços do petróleo nos mercados internacionais.


Apesar do ganho de sexta-feira, "a volatilidade continua a ser a regra do jogo", comenta ao Financial Times o co-autor de livros sobre os mercados chineses, Fraser Howie.

 




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