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Covid, ausência de estímulos e transações suspeitas na banca abalam Wall Street

Os principais mercados acionistas do outro lado do Atlântico abriram a semana de forma tão turbulenta como terminaram a anterior.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 21:15
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O Dow Jones fechou ceder 1,84% para 27.147,70 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 1,16% para 3.281,06 pontos. Esta foi a quarta sessão consecutiva do S&P 500 em queda, na mais longa série de descidas desde fevereiro.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,13%, para 10.778,80 pontos. Acabou por ser o índice menos penalizado, à conta do fôlego recuperado na última hora de negociação por muitos dos seus pesos-pesados, como a Apple e Microsoft, depois de várias sessões de fortes castigos. Ainda assim, a Alphabet (dona da Google), não conseguiu juntar-se a este movimento de retoma, tendo perdido mais de 1%.

 

Tanto o Dow como o S&P 500 estão a rondar o território de correção (quando há uma queda de pelo menos 10% desde o último máximo), ao passo que o Nasdaq já negoceia nesse patamar.

 

Os principais índices de Wall Street iniciaram assim a semana com o pé esquerdo, depois de três semanas consecutivas no vermelho.

 

A penalizar estiveram sobretudo as cotadas ligadas às matérias-primas, indústria e ramo financeiro.

 

O JPMorgan, o Bank of America e o Citigroup afundaram, penalizados por uma nova investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que diz que o JPMorgan, Deutsche Bank e HSBC Holdings estão entre os bancos mundiais que "continuaram a beneficiar-se de intervenientes poderosos e perigosos" nas últimas duas décadas, mesmo depois de os EUA terem imposto penalizalções a estas instituições financeiras.

 

Por seu lado, a Carnival Corp. e o American Airlines Group lideram as perdas entre as empresas de viagens e lazer, à conta do aumento de casos de covid-19 e dos receios de novos confinamentos.

 

Nos EUA, as mortes resultantes deste coronavírus aproximam-se já das 200.000. Scott Gottlieb, ex-comissário da Administração norte-americana para os Alimentos e Medicamentos, estima que o país passe por "pelo menos mais um ciclo" de covid-19 no Outono e inverno. Também na Europa o aumento de casos está a ser cada vez mais motivo de preocupação.

 

Já a Nikola mergulhou 19,33% depois de o seu fundador, Trevor Milton, ter decidido abandonar o cargo de CEO com efeito imediato, depois do anúncio de que a empresa está a ser alvo de investigação e também devido à alegação de que a start-up de camiões elétricos enganou os investidores.

 

Nas "commodities", os títulos da energia foram os mais penalizados, num dia em que os preços do petróleo caíram fortemente.

 

Outro fator que levou à queda dos índices do outro lado do Atlântico foi o receio de que Washington demore a aprovar um novo pacote de estímulos orçamentais.

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