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EDP Renováveis afunda 9% e anula fortes ganhos de janeiro

As ações da EDP Renováveis estão a registar a quebra mais acentuada desde o início da pandemia e a arrastar a bolsa nacional para uma desvalorização de 3,5% em dia de perdas moderadas na Europa.

Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP, quer reduzir o número de administradores executivos.
Miguel Baltazar
Rita Faria afaria@negocios.pt 27 de Janeiro de 2021 às 11:19
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A EDP Renováveis está a registar uma forte queda em bolsa esta quarta-feira, 27 de janeiro, que anula os ganhos acentuados registados pela cotada desde o início do ano. A empresa está a arrastar o índice PSI-20 para uma desvalorização de 3,45%, que diverge das perdas em torno de 0,5% das principais congéneres na Europa.

As ações do braço verde da EDP estão a cair 8,14% para 21,45 euros, depois de já terem afundado um máximo de 8,99% para 21,25 euros. É a cotação mais baixa desde 23 de dezembro e a queda intradiária mais forte desde que a 23 de março do ano passado, no início da pandemia em Portugal, a empresa liderada por Miguel Stilwell chegou a desvalorizar 9,65%.



Só nas primeiras três horas de negociação de hoje foram transacionadas praticamente 440 mil ações da EDP Renováveis, um valor já próximo da média diária dos últimos seis meses, de 570 mil.

Com esta desvalorização, a EDP Renováveis apaga o forte avanço que registava desde o início do ano, e que deu seguimento à tendência de valorização iniciada no último trimestre do ano passado.

Depois de ter completado o seu melhor ano de sempre em bolsa, com uma valorização de 12,3% em 2020, a EDP Renováveis acumulava um ganho de mais de 9% até ao final da semana passada, tendo marcado sucessivos máximos históricos logo no arranque do ano.

O recorde foi fixado no dia 8 de janeiro, em que os títulos chegaram a negociar nos 26,40 euros, quase 90% acima do valor das ações antes do início da escalada, no arranque do último trimestre do ano passado.

Esta forte subida levou, porém, muitos bancos de investimento a cortarem a recomendação para as ações logo em janeiro, como o Exane e o JPMorgan, alertando para o excesso de otimismo nas avaliações.

A empresa, agora liderada por Miguel Stilwell, anunciou na semana passada que a sua produção de energia baixou 5% em 2020, para 28,5 TWh (ou 28.500 GWh), uma evolução que espelha a menor capacidade instalada média após a execução da estratégia de ‘sell-down’.

Segundo a Bloomberg, entre os analistas que acompanham a cotada, cinco recomendam "comprar", 12 "manter" e apenas um "vender". O preço-alvo médio é de 21,98 euros, 2,4% acima da atual cotação.

 

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