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Jerónimo Martins dá dividendo extra e antecipa remuneração de 2016

A dona do Pingo Doce vai propor o pagamento de uma remuneração especial aos accionistas. Este dividendo será pago ainda este ano, ao mesmo tempo que o dividendo ordinário que seria pago em 2016.

Bloomberg
Paulo Moutinho 05 de Novembro de 2015 às 17:33
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A Jerónimo Martins aumentou os lucros. E perante as elevadas reservas, decidiu avançar com uma proposta de distribuição de resultados extraordinária que deverá ser entregue aos investidores ainda este ano. Essa remuneração será entregue ao mesmo tempo que o dividendo que seria pago no próximo ano. O dividendo referente a este exercício será entregue, assim, até ao final de 2015. Equivale a 37,5 cêntimos por acção.

"Na sua reunião do passado dia 4 de Novembro, o conselho de administração deliberou solicitar ao presidente da mesa da assembleia geral a convocação de uma reunião extraordinária da assembleia geral da sociedade com o propósito de submeter a aprovação dos Accionistas uma proposta de distribuição de reservas livres no montante de 235,6 milhões de euros", refere a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos.


O dividendo que é proposto pela dona do Pingo Doce "equivale ao valor bruto de 0,375 euros por acção, a distribuir aos accionistas na proporção de suas participações, excluindo-se as acções próprias", acrescenta o comunicado. Tendo em conta que a Jerónimo Martins está a cotar nos 13,145 euros, a rendibilidade desta remuneração ascende a 2,85%. Este ano, com base nas contas de 2014, a empresa pagou um dividendo de 24,5 cêntimos.


Esta remuneração "inclui os dividendos que seriam pagos em 2016", esclarece a Jerónimo Martins. Ou seja, traduz um dividendo extraordinário, mas também incluirá os dividendos que a empresa iria entregar no próximo ano com base nas contas deste exercício. Será, assim, tudo pago de uma só vez, e em 2015.


Recorde-se que o acordo à esquerda entre o PS, BE e PCP prevê uma carga fiscal mais pesada para dividendos. A ideia é manter a configuração do regime próximo do praticado na Holanda ou Luxemburgo, mas exigindo um nível de participação mínimo de 10%, contra os 5% actuais. Perante a perspectiva de um Governo à esquerda, pagar este ano ou em 2016 não tem impacto em termos fiscais para os pequenos investidores, mas pode ter para os grandes accionistas da dona do Pingo Doce.


(Notícia actualizada às 17:43 com mais informação relativa à remuneração proposta pela Jerónimo Martins)

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