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Lisboa fecha no vermelho pelo terceiro dia. BCP tomba 4% com "maus ventos" polacos

A bolsa de Lisboa encerrou a última sessão da semana em queda, acompanhando as congéneres europeias. Após um arranque de mês com fortes subidas nas duas primeiras sessões, as bolsas do "Velho Continente" têm vindo a recuar.

Pedro Catarino / Cofina Media
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 07 de Outubro de 2022 às 16:50
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O PSI recuou 0,97%, para os 5.354,70 pontos, acompanhando as perdas que se fazem sentir nas principais praças europeias. O ânimo dos investidores, que deu fortes ganhos às bolsas do "Velho Continente" nas duas primeiras sessões do mês, dissipou-se e este é já o terceiro dia de perdas. Os mercados foram pressionados pelos bons dados do emprego nos EUA, que reforçam a probabilidade da Reserva Federal (Fed) manter o ritmo de aumentos nas taxas diretoras.

Por cá, das 15 cotadas do índice nacional, apenas quatro fecharam em alta, enquanto 10 terminaram o dia no vermelho e a Semapa encerrou inalterada.

O BCP liderou as quedas de hoje, com um tombo de 4,03%, para os 12,62 cêntimos, num dia em que o Bank Millennium, filial polaca da instituição liderada por Miguel Maya, indicou que reforçou as provisôes no terceiro trimestre para fazer face aos contenciosos relacionados com os créditos concedidos em francos suíços.

No setor energético, a Greenvolt caiu 2,77%, enquanto a EDP Renováveis - que ontem após o fecho do mercado anunciou a venda de dois projetos eólicos no Brasil por 350 milhões de euros - perdeu 2.65%. A EDP cedeu 0,48%, ao passo que a REN valorizou 0,41% e a Galp foi mesmo a cotada com melhor desempenho ao subir 1,4%, beneficiando do aumento dos preços do petróleo.

As retalhistas divergiram hoje: a Jerónimo Martins perdeu 1,85% enquanto a Sonae ganhou 0,18%.

Também nas papeleiras os comportamentos foram opostos: a Navigator valorizou 0,74% e a Altri cedeu 0,49%.
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