Lisboa segue onda de pessimismo na Europa com incerteza sobre guerra. BCP e EDPR pressionam
O índice de referência nacional acompanhou as quedas das congéneres europeias, embora com perdas mais limitadas, depois da troca de acusações entre EUA e Irão terem sinalizado que um cesar-fogo no Médio Oriente poderá não estar para breve.
A bolsa de Lisboa fechou em baixa, mas com perdas menos acentuadas do que a maioria das congéneres europeias, num momento em que se adensam as dúvidas sobre as negociações entre EUA e Irão sobre a guerra.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,19% para 8.997,09 pontos, com 10 dos seus 16 títulos no vermelho, interrompendo três sessões de ganhos.
O PSI foi pressionado sobretudo pelos pesos pesados BCP e EDP Renováveis, que caíram 1,16% para 0,8168 euros e 0,89% para 13,43 euros, respetivamente.
Contudo, foram a REN e a Mota-Engil a liderar as quedas, com a empresa de redes elétricas a cair 2,14% para 3,66 euros e a construtora a recuar 1,88% para 4,282 euros. A REN foi penalizada por um corte de recomendação pela RBC Capital Markets. De acordo com dados a que a Bloomberg teve acesso, o analista Fernando Garcia mostrou-se mais pessimista, tendo passado a avaliação para “underperform” face ao setor. O preço-alvo de 3,40 euros representa um potencial de queda na ordem dos 9%.
A travar maiores quedas para o índice estiveram a Jerónimo Martins e a Nos, que lideraram a tabela verde com ganhos de 2,15% para 20,90 euros e 1,33% para 5,33 euros, respetivamente.
A Galp voltou a beneficiar da subida dos preços do petróleo, mas nesta sessão com um ganho moderado de 0,50% para 20,90 euros. Ainda na energia, a EDP conseguiu fechar acima da linha de água, com uma subida de 0,05% para 4,413 euros.
Fora do PSI, a Pharol fechou em alta de 1,63% para 0,075 euros, depois de ter sido adiada a votação em assembleia-gerai do reagrupamento de ações e a desblindagem dos estatutos da empresa.