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Mota-Engil dispara mais de 7% após avanço no acordo para entrada dos chineses da CCCC

As ações da empresa portuguesa reagiram em alta ao comunicado enviado ontem, já depois do fecho de sessão, à CMVM. No documento, a Mota-Engil fazia uma atualização do acordo com a empresa chinesa, envolvendo o aumento de capital que irá efetuar a 1,50 euros por ação.

O grupo liderado por Moura Martins tem 51% da Mota-Engil Angola.
Manuel de Almeida/Lusa
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2021 às 10:07
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As ações da construtora Mota-Engil subiram um máximo de 7,6% para os 1,554 euros, o que representa a maior subida e a cotação máxima em mais de seis semanas, depois de uma atualização feita ao acordo com os chineses da China Communications Construction (CCCC).

Até ao momento, com menos de duas horas de negociação, o número de ações transacionadas da empresa portuguesa superou as 1,6 milhões, que é também a média diária dos últimos seis meses, o que evidencia uma forte procura pelo título nesta manhã.

António Pedro Fonseca, responsável pela corretagem do Banco Invest, diz à Bloomberg que "as ações estão a reagir à atualização da Mota-Engil sobre o acordo com a CCCC e o aumento de capital", que vai ser realizado a 1,5 euros por ação, um valor bem abaixo do valor que a quarta maior construtora do mundo pagou à família Mota para entrar na cotada portuguesa (3,08 euros por ação).

Hoje, o JB Capital reforçou a sua recomendação para a empresa nacional em "comprar", mantendo o preço-alvo nos 2 euros por ação, o que lhe confere um ganho potencial na ordem dos 32% face ao preço de fecho registado ontem.

Em comunicado à CMVM, ontem depois do fecho de sessão, a Mota-Engil informa que o aumento de capital de 150 milhões de euros será efetuado com a emissão de 100 milhões de novas ações a 1,5 euros por cada uma, tal como o Negócios noticiou em novembro, sendo que a CCCC tem um acordo para comprar 55 milhões de títulos da construtora nacional à Mota Gestão e Participações (MGP), a 3,08 euros por ação, ficando com 23% do capital. Por esta fatia os chineses pagam 169,4 milhões de euros.


Mas para chegar aos 30% definidos no acordo de parceria estratégica, a CCCC assegurará os restantes 7% no aumento de capital. Para isso vai exercer os direitos inerentes às 55 milhões de ações que adquirirá à MGP, bem como os direitos de subscrição inerentes a outros 20,66% do atual capital, cedidos também pela MGP.

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