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PSI-20 no verde com EDP a somar mais de 2%

O índice nacional conseguiu ascender a terreno positivo num dia de sentimentos mistos para a Europa. A liderar os ganhos ficou a EDP, que voltou a subir em reação ao aumento de capital de 1,02 mil milhões de euros para financiar a aquisição da Viesgo que arranca já na próxima semana.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 17 de Julho de 2020 às 16:49
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A bolsa nacional fechou em alta, com o índice nacional, o PSI-20, a avançar 0,26% para 4.479,77 pontos. A impulsionar estiveram 7 cotadas, contra 9 no vermelho. Duas mantiveram-se inalteradas. 

Na Europa, as principais praças dividem-se entre o verde e o vermelho, embora o índice que agrega as 600 maiores octadas, o Stoxx600, acabe por posicionar-se em terreno positivo. A abalar o otimismo estão os dados do sentimento dos consumidores nos Estados Unidos, que afundaram em julho e desiludiram face às expetativas.

Já no Velho continente, os olhos estão virados para a reunião dos líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia, que pretendem fechar os detalhes sobre as medidas de estímulo orçamentais a implementar na região, para enfrentar a crise da covid-19.

Em Lisboa, a EDP destaca-se na liderança dos ganhos, ao somar 2,10% para os 4,57 euros. Desta forma, a cotada volta a negociar em níveis de 5 de março, nos quais já tinha tocado também no dia 8 deste mês. A elétrica consegue este registo depois de, na noite de ontem, ter publicado o prospeto do aumento de capital de 1,02 mil milhões de euros que vai realizar para financiar a aquisição da espanhola Viesgo. Já ontem tinha valorizado mais de 2% naquela que foi a primeira sessão após o anúncio da emissão de novas ações. 

A operação arranca já na próxima segunda-feira, último dia em que as ações negoceiam com os direitos incorporados, e as novas ações deverão ser admitidas à negociação a 17 de agosto. Tal como tinha revelado na quarta-feira, a EDP pretende emitir 309.143.297 novas ações, com um preço de subscrição de 3,30 euros cada, o que representa um desconto de 23% face ao preço teórico após destaque dos direitos.

Já a subsidiária de energias limpas do grupo EDP, a EDP Renováveis, terminou a sessão inalterada nos 13,80 euros, embora tivesse chegado a atingir um máximo histórico durante a sessão, na sequência de uma subida de 1,30% para os 13,98 euros.

A fechar o pódio dos ganhos emparelharam os CTT e a Nos, por esta ordem. A operadora de correios nacional valorizou mais de 1% nas três últimas sessões, atingindo esta sexta-feira um máximo de mais de um mês, isto é, 8 de junho. Nesta sexta-feira, somou 1,11% para os 2,27 euros. Já a Nos apreciou 0,84% para os 3,614 euros. 

Do lado das perdas destaque para a Corticeira Amorim, que é a que mais caiu, ao descer 1,42% para os 9,70 euros. Do lado vermelho do espetro ficaram também os pesos pesados Galp e Jerónimo Martins, que deslizaram, respetivamente, 0,48% para os 10,40 euros e 0,40% para os 14,80 euros.

(Notícia atualizada às 17h01)

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