Bolsa Resultados “sem surpresas” levam EDP a cair quase 3%

Resultados “sem surpresas” levam EDP a cair quase 3%

As acções da EDP estão a desvalorizar na bolsa de Lisboa, depois de a empresa ter reportado uma descida de 23% dos lucros no primeiro trimestre.
Resultados “sem surpresas” levam EDP a cair quase 3%
Miguel Baltazar
Rita Faria 11 de maio de 2018 às 09:42

As acções da EDP estão a negociar em queda na bolsa de Lisboa, depois de a empresa ter revelado os seus resultados do primeiro trimestre que, para os analistas, não trouxeram grandes surpresas.

 

Os títulos da eléctrica descem 2,59% para 3,007 euros, depois de terem chegado a desvalorizar um máximo de 2,72% para 3,003, um valor próximo do mais baixo desde o final de Março.

 

Na quinta-feira, após o fecho do mercado, a companhia liderada por António Mexia anunciou que os seus lucros desceram 23% no período entre Janeiro e Março para 166 milhões de euros, penalizados pela venda do negócio de distribuição de gás em Portugal e Espanha em 2017, assim como efeitos cambiais negativos do real e do dólar face ao euro.

 

As contas dos contratos CMEC (Custo para a Manutenção do Equilíbrio Contratual), e as novas regras da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), também pesaram nos resultados da EDP.

Já o EBITDA recuou 12% para 893 milhões de euros penalizado pela venda da Naturgas e da Portgas em 2017, e a depreciação do real (-16%) e do dólar (-13%) face ao euro.

 

Numa nota de análise emitida esta sexta-feira, o CaixaBI refere que "os resultados da EDP não apresentaram surpresas". "Tal como esperado, este ano vai ser desafiante devido ao impacto negativo da venda da actividade de distribuição de gás e das mudanças regulatórias em Portugal que afectaram o negócio de produção e o de distribuição de electricidade; estes efeitos deverão ser parcialmente compensados pela melhoria e recuperação das condições atmosféricas e pelo crescimento e resiliência da EDPR", acrescentam.

 

Também o BPI assinala que os desvios em relação às suas estimativas "estão sobretudo ligados com efeitos extraordinários e são relativamente pequenos", pelo que não antecipam grandes alterações nas suas projecções.

 

"O EBITDA ficou 2% abaixo das nossas estimativas de 908 milhões, sobretudo devido às provisões de 18 milhões relacionadas com os CMEC. Ajustando a isto, foi em linha. A geração e distribuição foi a surpresa mais negativa com o EBITDA 7% abaixo das nossas projecções", acrescentam os analistas do BPI.

Na nota de análise, o BPI destaca ainda que as margens apertadas na Península Ibérica e os cortes regulatórios em Portugal fazem antecipar um ano desafiante, e que o consenso de lucros ajustados de 783 milhões de euros em 2018 "parece optimista neste ponto".

O BPI manteve a recomendação "neutral" e o preço-alvo de 3,20 euros, enquanto o CaixaBI recomenda "acumular", tendo um ‘target’ de 3,15 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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