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Robô faz "jackpot" com queda de 10% do BCP

O Susquehanna International passou a controlar uma posição curta de 1,49% no capital do BCP na véspera de afundar 9,46%. Vendeu no dia seguinte.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2017 às 07:00
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O BCP é o título preferido dos investidores para fazer apostas contrárias na bolsa portuguesa. Mas, há um fundo quantitativo que fez um verdadeiro "jackpot" com uma posição curta no banco liderado por Nuno Amado. Este fundo robô conseguiu um ganho de cerca de 10%, em apenas uma sessão, com uma entrada e saída certeira nas acções do BCP.

Depois de uns dias de recuperação, as acções do BCP regressaram em força às quedas nas duas últimas sessões. Os títulos encerraram a desvalorizar 7% para 14,6 cêntimos na última sessão, mas na véspera fecharam a afundar 9,46%, tendo chegado a tombar mais de 11% durante a sessão. E foi precisamente esta a sessão em que o Susquehanna International Holdings colocou todas as fichas, ao reforçar a sua aposta na queda do BCP.

Este fundo, cujas decisões de investimento são maioritariamente determinadas por fórmulas de algoritmos, comunicou que passou a deter uma posição curta representativa de 1,49% do capital do BCP no dia 6 de Fevereiro, uma participação que encerrou no dia 7, o suficiente para ganhar com a maior queda do banco em três semanas. Ainda que o ganho tivesse potencial para ser maior, caso a posição tivesse sido mantida por mais um dia, esta aposta revelou-se certeira.

"Acreditamos numa abordagem rigorosa e analítica para tomar as decisões", defende no seu site a Susquehanna International, uma gestora que usa modelos quantitativos para identificar as melhores oportunidades. Fundada na Filadélfia e 1987, a instituição abriu um escritório na Europa em 1999. E, ao contrário de outros "hedge funds" que habitualmente apostam na queda na bolsa portuguesa, o Susquehanna International não detinha antes qualquer posição a descoberto no banco.

"Shorts" não desarmam

Com o fecho da posição deste fundo robô, baixou a percentagem de capital do BCP em participações a descoberto. Ainda assim, à data de quarta-feira, continuava a haver uma percentagem relevante de apostas na queda do banco. Há actualmente três fundos de cobertura de risco (Lansdowne Partners, Oceanwood Capital Management e Polygon Global Partners) a antecipar a descida dos títulos do BCP. Juntos mantêm nas mãos 3,05% do BCP.

E, tendo em conta os factores de incerteza que permanecem, estas apostas contrárias poderão continuar a pressionar a negociação do banco português. Caso o banco consiga voltar à rentabilidade e reduzir o crédito de má qualidade há potencial para uma recuperação, desincentivando estas posições curtas.

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