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"Shorts" no BCP em mínimos de um mês após redução da Blackrock

A aposta na queda das ações do Banco Comercial Português desceu hoje para mínimos desde final de abril, após a BlackRock ter comunicado uma redução da sua posição.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 19 de Maio de 2020 às 13:37
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A aposta na queda das ações do BCP, também conhecida por posições curtas ou "shorts", caiu para os 1,23%, o que representa um mínimo desde o final de abril, segundo a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

Isto porque a norte-americana BlackRock anunciou nesta terça-feira uma redução desse tipo de posição no banco liderado por Miguel Maya de 0,7% para os 0,55%.

Assim, existem dois fundos de investimento com posições curtas no banco português: a BlackRock (0,55%) e a britânica Lansdowne Partners, que detém 0,68%.

Em 2020, o agregado total de "shorts" no BCP esteve em mínimos de 0,68% em meados de fevereiro e no mês de março, mas foi conhecendo uma subida gradual, à medida que o novo coronavírus derrocava os mercados de ações em todo o mundo. 

Hoje, as ações do maior banco privado português oscilaram entre um ganho de 3,64% e uma queda de 2,25%. Agora, o BCP perde 0,75% para os 9,27 cêntimos por ação, perto dos mínimos históricos atingidos já este ano abaixo do patamar dos 9 cêntimos.

Até ao momento foram negociadas 58,5 milhões de ações do banco português, uma liquidez superior ao normal, quando comparada com a média diária dos últimos seis meses fixada nas 54,3 milhões de ações transacionadas. 

Esta queda surge em linha com o sentimento do setor da banca na Europa, especialmente prejudicada pela banca espanhola (o IBEX lidera as perdas entre as principais praças europeias). O setor bancário europeu desvaloriza mais de 1%, com o Banco Sabadell entre os piores desempenhos com uma queda perto de 9%. 

Este ano, as ações do BCP desvalorizaram 54,98%.
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