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Bolsa nacional em queda ligeira com BCP a contrariar ganhos da Galp

A bolsa nacional não acompanhou os ganhos obtidos nas restantes praças europeias, numa sessão marcada pelo otimismo com a descida de juros nos Estados Unidos.

bolsa mercados operador bloomberg
José Manuel Ribeiro/Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 20 de Junho de 2019 às 16:48
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A valorização das ações da Galp Energia foi insuficiente para dar a segunda sessão de ganhos à bolsa de Lisboa, que assim não acompanhou a evolução positiva registada noutras praças europeias. O PSI-20 oscilou entre ganhos e perdas ao longo da sessão, tendo encerrado com uma queda de 0,04% para 5.096,95 pontos.

 

Nas bolsas europeias o dia foi de ganhos, ainda que contidos, com os investidores agradados com o resultado da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos, já que o banco central deu indicações de que vai adotar uma política monetária mais expansionista. O Stoxx 600 ganha 0,45% e em Wall Street o S&P500 iniciou a sessão em máximos históricos.

 

Após a reunião da Fed, Jerome Powell assumiu na conferência de imprensa de quarta-feira à noite que os dados apontam, pela primeira vez, para um cenário de descida de juros, o que elevou a expectativa dos investidores. "O cenário para uma política um pouco mais acomodatícia fortaleceu-se", afirmou o presidente da Fed durante a conferência de imprensa que se seguiu ao fim da reunião de política monetária. Powell disse ainda que a Fed está preparada para usar as ferramentas necessárias para ajudar no crescimento económico, voltando assim a garantir que a autoridade estará pronta a responder no caso de a economia precisar.

 

O Goldman Sachs está já a prever que a Fed anuncie duas descidas de juros nos EUA este ano, num total de 50 pontos base. A primeira será já em julho e a segunda dois meses depois.

 

A contrariar o otimismo com os juros dos EUA, está a tensão entre os Estados Unidos e o Irão, que aumentou de tom, depois de o país do Médio Oriente ter abatido um drone norte-americano. Donald Trump comentou no Twitter que o Irão cometeu um "grande erro", o que contribuiu para elevar a escalada dos preços do petróleo, que já negociavam em alta esta quinta-feira.

 

O Brent em Londres sobe mais de 4% e negoceia acima dos 64 dólares, enquanto na bolsa de Nova Iorque o WTI já ganha mais de 5%.

 

A alta do petróleo impulsionou as cotações das petrolíferas. A Galp Energia foi a que mais impulsionou o PSI-20, com a cotada liderada por Carlos Gomes da Silva a valorizar 0,8% para 13,155 euros.

 

Ainda no setor da energia a EDP desceu 0,09% para 3,405 euros e a EDP Renováveis somou 0,33% para 9,10 euros. A elétrica liderada por António Mexia revelou esta manhã que fechou um contrato, através da sua subsidiária EDP Renewables North America, para a venda e armazenamento de energia solar a partir de um projeto de larga escala nos Estados Unidos, cujo início das operações está previsto para 2022.

 

Entre as cotadas que fecharam em terreno negativo destacou-se os CTT, que atingiram um novo mínimo histórico (2,072 euros), encerrando a cair 0,19% para 2,11 euros.

 

Segundo a Bloomberg, o Gsa Capital assumiu uma posição curta na empresa portuguesa de correios, enquanto o Citadel II e o Marshall Wace reduziram a aposta na queda das ações da companhia.

 

O Banco Comercial Português foi o título que mais penalizou o PSI-20, com uma queda de 0,61% para 0,261 euros. 

 

A Altri desvalorizou 1,22% para 6,085 euros, numa sessão em que o dólar voltou a perder terreno face ao euro devido à perspetiva de descida de juros nos EUA. As empresas de pasta e papel têm uma elevada dependência do mercado cambial, já que obtêm as receitas na moeda norte-americana.

 

Fora do PSI-20 destaque para a Teixeira Duarte, que subiu 4,94% para 9,78 cêntimos, a recuperar do mínimo histórico atingido na véspera.

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