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Wall Street cede com emprego robusto a apontar para mais subidas de juros

O Dow Jones foi o único índice que aguentou e registou uma subida. Nasdaq e S&P 500 desvalorizaram com possível subida das taxas em 75 pontos base pela Fed.

Reuters
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Wall Street encerrou o dia maioritariamente no vermelho, num final de semana marcado pelos dados do mercado laboral nos Estados Unidos, com a subida do número de empregos criados a duplicar as estimativas dos analistas.


O industrial Dow Jones somou 0,23% para 32.801,51 pontos, enquanto o "benchmark" mundial S&P 500 recuou 0,17% para 4.145,07 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 0,50% para 12.657,56 pontos. Ainda assim, o setor da banca, que beneficia com a subida das taxas diretoras por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed), ajudou a travar as perdas em Wall Street.


528 mil empregos foram criados em julho, de acordo com dados desta sexta-feira do Departamento do Trabalho norte-americano. O número de empregados atingiu mesmo o valor mais elevado de sempre, superando em 32 mil empregos os máximos registados em fevereiro de 2020, no período que antecedeu a pandemia. A taxa de desemprego, por seu turno, recuou para 3,5%, igualando mínimos de cinco décadas.


A robustez do mercado laboral, sustentada por estes dados, pode ser um sinal  de uma possível subida mais agressiva das taxas de juro por parte da Fed em setembro: na ordem dos 75 pontos base. 

O relatório do emprego nos Estados Unidos é de extrema importância, uma vez que é um dos indicadores que o banco central vai avaliar antes da tomada de decisão em setembro. 


Se, por um lado, os dados do emprego são "um indicador de otimismo para o crescimento da economia", por outro "eliminam a possibilidade de uma menor subida das taxas de juro por parte da Fed, sendo que era isso que estava a sustentar os mercados nos últimos dias" explicou o analista Adam Crisafulli da Vital Knowledge, à Bloomberg.

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