Bolsa Wall Street sobe pela sexta sessão consecutiva

Wall Street sobe pela sexta sessão consecutiva

O acordo entre os EUA e o México e a expectativa de descida dos juros estão a suportar as bolsas norte-americanas. Nem as ameaças e críticas de Donald Trump parecem, para já, afetar o sentimento positivo dos investidores.
Wall Street sobe pela sexta sessão consecutiva
Reuters
Tiago Varzim 11 de junho de 2019 às 14:38
As bolsas norte-americanas abriram em alta na sessão desta terça-feira, 11 de junho, acumulando assim seis subidas consecutivas. Wall Street negoceia assim em máximos do final de abril, o que quer dizer que o mês "negro" de maio já foi ultrapassado. A expectativa de que os juros diretores possam descer em breve tem ajudado na recuperação das bolsas, assim como mais um anúncio de estímulos por parte do Governo chinês.

O Dow Jones arrancou a sessão com uma subida de 0,58% para os 26.216,14 pontos, o Nasdaq valoriza 1,04% para os 7.904,355 pontos e o S&P 500 avança 0,74% para os 2.908,35 pontos. Os três índices acumulam pelo menos seis sessões consecutivas de ganhos e no caso do Dow Jones o ciclo de ganhos já vai nas sete sessões, o maior desde maio de 2018, altura em que acumulou oito subidas.

Antes do arranque da negociação em Wall Street, o presidente norte-americano voltou a atacar a política monetária da Reserva Federal no Twitter. Apesar de na semana passada o presidente da Fed, Jerome Powell, ter admitido uma redução dos juros caso necessário, Donald Trump apelidou de "ridículo" o aperto monetário, argumentando que as taxas de juro estão "muito elevadas". Para Trump o ambiente de baixa inflação vivida nos EUA, abaixo da meta implícita da Fed, é "uma coisa muito bonita".
No arranque da semana são as tréguas entre os EUA e o México que beneficiam a negociação. No sábado os EUA firmaram um acordo comercial com o México - ficando assim suspensas as tarifas que entrariam em vigor ontem - que fica dependente do cumprimento de medidas "sem precedentes" relativas ao controlo do fluxo migratório por parte das autoridades mexicanas.

A influenciar os mercados na sessão de hoje está também mais uma ameaça de Donald Trump. O presidente norte-americano avisou ontem que se não houver encontro com Xi Jinping no G-20, no final deste mês, em Osaka (Japão), irá aumentar as tarifas de imediato, sugerindo que as taxas podem ir além dos 25%. Além disso, Trump apontou para um novo alvo: o vinho francês, revelou, numa visita a França.

Em termos de cotadas, o destaque vai para a queda de 10% da Beyond Meat. As ações da empresa que vende produtos vegan estão a cair após uma vertiginosa subida de 572% desde 1 de maio, dia em que os títulos da Beyond Meat foram admitidos à negociação em Nova Iorque. A desvalorização acontece no dia em que a JP Morgan Chase considerou que a cotada está agora sobrevalorizada dado que a avaliação bolsista implícita de 10 mil milhões de dólares é 27 vezes superior às vendas estimadas de 2020, segundo a Bloomberg. 

Nas subidas destacam-se cotadas mais sensíveis às notícias sobre as relações comerciais como é o caso das chinesas Baidu, Alibaba e JD, que estão cotadas em Nova Iorque, assim como a Boeing, a Caterpillar e o grupo de tecnológicas conhecidas como as FAANG - Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google - que sobem entre 1% a 1,6%.



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