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Alteração ao imposto na Polónia pode beneficiar Jerónimo Martins

Para responder às exigências de Bruxelas, o Governo polaco está a considerar regressar à ideia original de impostos sobre o sector, o que pode beneficiar a Jerónimo Martins.

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 10:48
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A Comissão Europeia decidiu abrir uma investigação aprofundada ao modelo de impostos aplicados ao sector do retalho na Polónia, obrigando o Governo do país a rever a taxa a aplicar.

 

De acordo com a agência de notícias polaca PAP, o executivo está agora a equacionar regressar à ideia original deste imposto, sendo a taxa a aplicar definida em função da dimensão das lojas e não das receitas das empresas.

 

Caso avance esta alternativa, pode representar boas notícias para a Jerónimo Martins, referem os analistas do Haitong. Isto porque as lojas da empresa portuguesa na Polónia, com a marca Biedronka, têm áreas mais diminutas do que a concorrência.

 

A Jerónimo Martins aposta sobretudo em lojas de desconto, de menor dimensão, que poderão assim pagar menos imposto do que a concorrência, sobretudo os hipermercados da Tesco, Carrefour, Kaufland e Lidl. Estas cadeias de supermercados têm sobretudo lojas com mais de mil metros quadrados, acima da média de 650 metros quadrados das lojas da Biedronka.

 

Ainda assim, os analistas do Haitong lembram que não há ainda detalhes sobre a nova lei a aplicar e que o Governo polaco até pode optar por aplicar a taxa sobre a área de vendas total e não de cada loja. Se for essa opção, o impacto será similar à taxa que Bruxelas chumbou.

 

O modelo fiscal que o Governo polaco pretendia aplicar determinava que as empresas que tenham receitas mensais abaixo dos 17 milhões de zlotys (cerca de 3,9 milhões de euros) beneficiam de uma taxa de 0%. As empresas que facturem entre 17 e 170 milhões pagam uma taxa mensal de 0,8% e as retalhistas que registem receitas mensais superiores aos 170 milhões terão de pagar um imposto de 1,4%. Por considerar esta lei discriminatória, Bruxelas abriu a investigação aprofundada.

 

As acções da Jerónimo Martins reagiram de forma positiva assim que foi conhecida a intenção de Bruxelas chumbar a lei do Governo polaco. Na semana passada avançaram 6,7% e hoje voltam a negociar em alta. Sobem 0,72% para 15,45 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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