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Goldman Sachs antecipa quebra de 26,4% nos lucros da EDP

O Goldman Sachs estima que a elétrica portuguesa tenha registado lucros de 298 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.

A Brand Finance fechou o ranking das 25 marcas mais valiosas em janeiro, mas a pandemia de covid-19 veio baralhar as contas, ainda que a EDP se mantenha como a mais valiosa.
Miguel Baltazar
Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Julho de 2020 às 10:46
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O Goldman Sachs estima que a EDP tenha fechado o primeiro semestre deste ano com lucros de 298 milhões de euros, o que traduz uma quebra de 26,4% face ao resultado líquido de 405 milhões de euros obtido no mesmo período do ano passado.

Quanto ao EBITDA deverá ter totalizado 1,82 mil milhões de euros, uma descida de 5% face ao período homólogo.

Numa nota de análise, a que o Negócios teve acesso, os especialistas do Goldman Sachs justificam as suas previsões de quebra com fatores como os fracos volumes de oferta na Península Ibérica e Brasil, fracos volumes de distribuição no Brasil, fator de carga menor no vento e desvalorização cambial, com o real brasileiro a depreciar cerca de 20% face ao euro.

Estes fatores terão sido parcialmente compensados por margens de fornecimento mais altas na Península Ibérica.

Para o segundo semestre, o banco norte-americano espera, porém, uma melhoria dos resultados, com a empresa a beneficiar do aumento da capacidade, bem como das alienações e decisões regulatórias que estão ainda pendentes no Brasil.

Sobre a reestruturação do portefólio que está em curso, o Goldman Sachs sublinha ainda que tem duas grandes vantagens: "o potencial de cristalização de valor e o fortalecimento do balanço", que pode permitir à empresa aumentar o crescimento das energias renováveis.

"Tendo em conta a maior reestruturação do portefólio que está no horizonte (por exemplo, envolvendo a EDPR Brasil) e a crescente opção pela energia eólica offshore, continuamos com a classificação ‘Buy’ para a ação", referem os analistas.

O Goldman Sachs recomenda assim "comprar" ações da EDP, às quais atribui um preço-alvo de 4,90 euros, cerca de 13% acima da cotação atual, de 4,33 euros.

Os resultados da EDP serão divulgados ao mercado no próximo dia 30 de julho.

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