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Euro em mínimos de Março de 2015 depois de decisão da Fed

A moeda da Zona Euro já tocou em mínimos de Março do ano passado nesta sessão. Euro negoceia abaixo dos 1,05 dólares. Evolução da moeda única tem lugar após a Fed ter decidido subir os juros nos Estados Unidos.

Janet Yellen e Mario Draghi na 38ª edição de Jackson Hole. Um encontro no qual o líder do BCE abriu a porta às compras de activos na Zona Euro.
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 15 de Dezembro de 2016 às 08:26
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A Reserva Federal dos Estados Unidos subiu 25 pontos base a taxa de fundos federais para entre 0,50% e 0,75%, algo que era visto como uma "formalidade" por parte dos investidores. Além disso, a autoridade monetária norte-americana deixou a indicação que pode subir mais três vezes os juros no próximo ano.

Com estas notícias, o dólar tem vindo a registar uma valorização significativa face a outras divisas mundiais como é o caso do euro e do iene. Por esta altura, o euro desce 0,47% para 1,0487 dólares. No entanto, nesta sessão a moeda da Zona Euro já negociou nos 1,0468 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde Março do ano passado.

Não é a primeira vez que a divisa da Zona Euro negoceia em mínimos de 20 meses. A 4 de Dezembro, após terem sido conhecidas as sondagens à boca das urnas do referendo às reformas constitucionais em Itália a moeda caiu igualmente para mínimos de Março de 2015.

Em relação ao iene, o dólar soma 0,52% para 117,65 ienes, tendo já atingido na actual sessão os 117,86 ienes, o valor mais elevado em 10 meses, de acordo com a Bloomberg.

Já em relação à libra esterlina, a moeda norte-americana avança 0,09% para 0,7966 libras.

De acordo com a agência de informação, a decisão da Fed de subir os juros muda o foco do mercado das políticas dos bancos centrais para os estímulos orçamentais, a pouco mais de um mês de Donald Trump assumir a presidência dos Estados Unidos. É expectável pelos investidores que o próximo presidente dos EUA tome medidas para impulsionar o crescimento económico através de despesa.


Apesar de deixar no ar a possibilidade de subir os juros três vezes no próximo ano, Janet Yellen, líder da Fed, minimizou o significado dessa mudança na política monetária na conferência de imprensa, segundo a mesma fonte.

"O facto de 11 dos 17 membros que votam terem apontado para tres subidas em 2017 ecoou nas" casas de investimento, disse à Bloomberg Cris Weston, estratega chefe de mercado na IG Ltd. "Fiquem de olho na China à medida que a valorização do dólar não vai ser bem recebida pelas empresas chinesas que têm de ir nos mercados de dívida para financiar as mais recentes aquisições", acrescentou.

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