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Crédito à habitação acelera em setembro. Foram quase mil milhões financiados

Os bancos emprestaram 970 milhões de euros em crédito para a casa, em setembro, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

Alexandre Azevedo
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 02 de Novembro de 2020 às 11:09
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O ritmo de concessão de crédito à habitação acelerou, em setembro, aproximando-se dos mil milhões de euros. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, os bancos financiaram mais de 8 mil milhões de euros para a compra de casa, o que representa um crescimento de 7% face a 2019.

Segundo os dados divulgados esta manhã pelo Banco de Portugal, as novas operações de crédito à habitação fixaram-se em 970 milhões de euros, em setembro, naquele que é o melhor mês desde janeiro deste ano, quando foram emprestados 977 milhões de euros para esta finalidade.

No acumulado dos nove meses, os novos empréstimos de crédito à habitação atingiram os 8.097 milhões de euros, um valor que fica 7% acima dos 7.572 milhões de euros emprestados para a compra de casa em igual período do ano passado.

O crédito à habitação mantém, assim, um forte dinamismo, apesar dos constrangimentos provocados pela pandemia da covid-19, com os bancos a apostarem neste setor como uma fonte de receitas, em tempos de juros zero. Além de terem estado a reduzir "spreads", os bancos também têm intensificado as campanhas de transferência de crédito e outras ofertas para atrair novos clientes.

Esta guerra de "spreads", associada à negociação das Euribor em valores negativos, tem-se refletido numa quebra das taxas de juro cobradas nos novos empréstimos. Depois de já ter baixado a fasquia de 1% em agosto, a taxa de juro aplicada nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação voltou a cair, baixando 6 pontos base, para 0,92%, o que equivale a um novo mínimo histórico, segundo a informação divulgada esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

Crédito ao consumo recupera

O crédito ao consumo também aumentou em setembro, atingindo os 388 milhões de euros, acima dos 363 milhões emprestados em agosto. Ainda assim, este segmento de crédito mantém-se bastante aquém dos montantes emprestados antes da pandemia.

Nos primeiros nove meses do ano, o crédito ao consumo atingiu os 3.224 milhões de euros, menos 14% que os 3.756 milhões financiados no período homólogo.

O crédito para outros fins atingiu os 183 milhões de euros, em setembro, um valor que compara com os 152 milhões emprestados em agosto.

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