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Juros do crédito à habitação caem pelo segundo mês consecutivo em outubro

A taxa de juro média no conjunto dos contratos de crédito à habitação caiu para 0,932% em outubro. Nos novos contratos, está em 0,914%.

No segundo trimestre, foram realizadas 33.398 transações de casas em Portugal, número que representa uma quebra de 22% face a igual período do ano passado.
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Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 23 de Novembro de 2020 às 11:12
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As taxas de juro implícitas do crédito à habitação caíram pelo segundo mês consecutivo em outubro, voltando a afastar-se da fasquia de 1%. Os dados foram divulgados esta segunda-feira, 23 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que o capital médio em dívida, por seu lado, voltou a aumentar neste mês.

Depois de uma tendência de subidas que se manteve até agosto, quando os juros dos novos contratos de crédito à habitação ultrapassaram a fasquia de 1% pela primeira vez desde fevereiro deste ano, as taxas voltaram a cair em setembro, acabando por repetir este movimento no mês seguinte.

Assim, mostram os dados do INE, a taxa de juro média no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se em 0,932% em outubro, abaixo dos 0,966% registados em setembro. Esta quebra fica a dever-se, sobretudo, aos contratos celebrados nos últimos três meses, em que a taxa de juro média caiu para 0,914% em outubro, depois dos 0,966% registados no mês anterior.

Esta descida verificou-se em todos os destinos de financiamento. No crédito concedido para a compra de casa, o mais relevante do conjunto dos créditos à habitação, a taxa de juro dos créditos caiu para 0,951%.

Já nos empréstimos destinados a financiar a construção de habitação, o juro médio recuou para 0,785%, enquanto no crédito para a reabilitação de habitação diminuiu para 1,011%, um novo mínimo histórico.

Em outubro, mostram ainda os dados do INE, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos, que está a aumentar de forma ininterrupta desde março de 2019, subiu 161 euros face ao mês anterior, fixando-se em 54.645 euros.

Já o valor médio da prestação aumentou pela primeira vez desde junho deste ano e fixou-se em 227 euros. Deste montante, 184 euros correspondem a capital amortizado e 43 euros são relativos a juros.

Notícia atualizada pela última vez às 11h30 com mais informação.
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