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Juros do crédito à habitação voltam a subir e ultrapassam 1% nos novos contratos

A taxa de juro média no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 0,967% em agosto. Nos novos contratos, já ultrapassa 1%.

Passar para a Renda Segura implica fazer um contrato de cinco anos e muitos dos proprietários do AL temem perder o registo e não poder voltar.
Miguel Baltazar
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 11:08
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As taxas de juro implícitas do crédito à habitação subiram pelo terceiro mês consecutivo em agosto e já ultrapassam a fasquia de 1% nos novos contratos. Os dados foram divulgados esta segunda-feira, 21 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que o capital médio em dívida também voltou a aumentar.

Em agosto, mostram os dados do INE, a taxa de juro média no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 0,967%, acima dos 0,95% registados em julho. Este aumento fica a dever-se aos contratos celebrados nos últimos três meses, em que a taxa de juro média subiu para 1,003% em agosto, depois dos 0,969% que se verificavam em julho. É a primeira vez desde fevereiro que os juros voltam a ultrapassar 1% nos novos créditos.

Esta subida verificou-se em todos os destinos de financiamento, sendo mais acentuada no crédito concedido para a compra de casa, o mais relevante do conjunto dos créditos à habitação. Assim, em agosto, a taxa de juro dos créditos concedidos para a aquisição de habitação subiu para os 0,983%.

Já nos empréstimos destinados a financiar a construção de habitação, o juro médio aumentou para 0,821%, enquanto no crédito para a reabilitação de habitação subiu para 1,087%.

Em agosto, mostram ainda os dados do INE, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos, que está a aumentar de forma ininterrupta desde março de 2019, subiu 114 euros face ao mês anterior, fixando-se em 54.317 euros.

Já o valor médio da prestação manteve-se inalterado face a julho, nos 226 euros, o que representa um mínimo histórico. Deste montante, 182 euros correspondem a capital amortizado e 44 euros são relativos a juros. Nos novos contratos, o valor médio da prestação desceu 1 euro e fixou-se em 285 euros.

Notícia atualizada pela última vez às 11h24 com mais informação.
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