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"Meme stock" dinamarquesa valorizou mais de 1.000%, mas perdeu quase tudo após nega da FDA

A Orphazyme, empresa dinamarquesa que está também cotada em Wall Street, foi do céu ao inferno depois de ter visto o seu medicamento ser rejeitado pelo regulador.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Junho de 2021 às 11:29
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A Orphazyme A/S, uma pequena empresa dinamarquesa dedicada a novas terapias para as doenças neurodegenerativas raras, passou de mera desconhecida a uma sensação entre milhões de investidores amadores, que se organizam nas redes sociais, como o Reddit. 

Em Wall Street, onde a empresa está cotada, negociava pouco mais de 44 mil ações por dia até ao dia 9 de junho, na quarta-feira da semana passada. Precisamente uma semana depois, foram negociadas 168 milhões de títulos, num só dia, desta firma de biotecnologia. 

A euforia com esta cotada era tal que, a meio da sessão do passado dia 10 de junho, as suas ações subiram 1.387% para o patamar dos 77 dólares por título. Mas durou pouco. Seis dias volvidos, a empresa está a valer, novamente 14 dólares por ação, tendo eliminado praticamente todos os ganhos. 


Em Copenhaga, onde a empresa está cotada há mais tempo, a procura pelas ações foi menor, mas ainda assim os números chamam a atenção: chegaram a trocar de mãos mais de 15 milhões de ações desta empresa, quando o máximo das semanas anteriores não passava os 180 mil.

Na bolsa dinamarquesa, as ações estão a cair cerca de 75% no início de sessão desta sexta-feira, trazendo a capitalização de mercado para o equivalente a 114 milhões de euros, depois de ter atingido os cerca de 469 milhões há menos de 24 horas. Aqui, não só a empresa anulou todas as subidas registadas nesta última semana, como ainda fixou um novo mínimo histórico.

Toda esta montanha-russa das ações desta pequena empresa escandinava se deveu à especulação de uma possível aprovação de um medicamento que desenvolveu por parte da FDA (Food and Drug Administration), o regulador do medicamento dos EUA. Mas as autoridades norte-americanas deram parecer negativo a este antídoto. 

Ainda assim, ainda é possível que a empresa venha a ter "luz verde", garante o seu presidente, Christophe Bourdon. "Estamos focado a trabalhar com os reguladores" para ter aprovação. Apesar da "nega" por parte do regulador nos EUA, a Orphazyme  continua à espera da decisão da 
Agência Europeia de Medicamentos, que poderá chegar no quarto trimestre. 

Mas esta primeira rejeição terá um grande impacto nas contas da empresa, garante Bourdon. Antes, esperava-se um prejuízo de 100 milhões de coroas dinamarquesas (em torno de 13,5 milhões de euros) e agora a empresa prevê um prejuízo de 700 milhões coroas (cerca de 95 milhões de euros). 
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