Petróleo e dólar caem com início guerra no Iraque; acções voláteis (act)
Os preços do petróleo e do dólar reagiram em queda ao início das operações militares dos Estados Unidos no Iraque. As Bolsas europeias negociavam agora a subir, mas a volatilidade era a nota dominante.
Os preços do petróleo e do dólar reagiram em queda ao início das operações militares dos Estados Unidos no Iraque. As Bolsas europeias negociavam agora a subir, mas a volatilidade era a nota dominante.
O preço do «crude» em Nova Iorque seguia em queda de 2,81% para os 29,04 dólares o barril, depois de ter atingido um mínimo de três meses nos 28 dólares o barril. O euro apreciava 0,52% para os 1,0622 dólares, contrariando a tendência da divisa americana nas últimas sessões.
Nos mercados accionistas a volatilidade era a nota dominante, com os investidores ainda a digerirem o início da guerra, que ao contrário do que se esperava não começou com ataques em larga escala, mas com iniciativas cirúrgicas que visam preparar o terrenos para uma operação mais global.
Depois de uma abertura em queda os principais índices accionistas europeias seguiam agora a subir, com o DAX da Alemanha a crescer 0,8% e os futuros sobre o Nasdaq a aumentarem 0,28%. O DAX oscilou hoje entre uma queda de 1,96% e uma valorização de 1,62%.
Até ser conhecida uma evolução mais definida no conflito militar no Iraque, que os investidores aguardam de curta duração, a volatilidade deve continuar a dominar os mercados accionistas, reagindo ao «sabor» das notícias sobre a guerra.
O inicio da campanha militar teve inicio às 2h35 de Lisboa, com ataques selectivos e cirúrgicos a Bagdad, com vista a eliminar já os principais líderes iraquianos, incluindo Saddam Hussein, que já falou na televisão, classificando o ataque como criminoso e apelidando o presidente dos Estados Unidos de «pequeno Bush».
George W. Bush, quando confirmou o início das operações militares, alertou que o conflito pode demorar e ser mais difícil que o esperado, retirando alguma confiança aos investidores quanto a uma guerra rápida.
Foram já noticiadas retaliações do Iraque, com o envio de dois mísseis para o norte do Kuwait, onde estão estacionadas forças militares dos EUA e Reino Unido. Estes ataques terão levado já a algum pânico, com os militares e jornalistas na região a serem forçados a colocar máscaras de gás, para se protegerem de um possível ataque químico.