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Regulador europeu alerta que subida da bitcoin pode ser um risco para os investidores

A ESMA alertou para os riscos que comprar ou deter criptomoedas como a bitcon comporta, como a elevada volatilidade e a falta de regulação na Europa.

A bitcoin escalou em 2020 e continua a     valorizar em 2021. Estará a comportar-se como ativo de refúgio?
Dado Ruvic/Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 17 de Março de 2021 às 12:25
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A ESMA (Autoridade Europeia de Mercados de Valores Mobiliários) alertou que os investidores que estavam muito expostos à bitcoin poderiam estar perante "riscos significativos" com a rápida subida recente desta e de outras criptomoedas.

Num relatório divulgado nesta quarta-feira, o regulador reforçou a ideia de que "os ativos 'crypto' são altamente arriscados e especulativos" e que os investidores "devem estar alertados para os elevados riscos que correm ao comprar este tipo de instrumento, incluindo a hipótese de perder todo o dinheiro".

No fim de semana passada, a bitcoin voltou a renovar máximos históricos acima dos 61 mil dólares por unidade, levando a sua capitalização de mercado para acima de 1 bilião de dólares. De há um ano para cá, esta moeda digital valorizou cerca de 900%. 

"Além disso, as criptomoedas continuam a não ser reguladas na UE. Isso significa que os consumidores que compram e/ou detêm esses instrumentos não beneficiam das garantias e salvaguardas associadas aos serviços financeiros regulamentados", pode ler-se no relatório.

O "rally" que este ativo vive este ano está a ser alimentado pela entrada de investidores institucionais, derrotando a ideia de que esta criptomoeda seria apenas um objeto para os investidores amadores. Desde a Square, a Microstrategy até à Tesla, várias têm sido as empresas que têm comprado bitcoins como parte do seu portefólio de investimento. 

Atualmente, cerca de 6,5% de todas as bitcoins que estão em circulação pertencem a investidores institucionais, o que equivale a quase 1,4 milhões de bitcoins ou a qualquer coisa como 74 mil milhões de dólares. 

Para além de empresas cotadas em bolsa, estão entre este grupo de investidores também empresas privadas ou ETF ("exchange-traded fund"), que são fundos de investimento negociados como se fossem ações. 
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