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Petróleo dispara mais de 9%, o melhor ganho em dois anos

As cotações do "ouro negro" dispararam nos principais mercados internacionais, a recuperar fortemente das quedas das últimas sessões. A OPEP e os seus aliados animaram o mercado, ao mostrarem vontade de ir alinhando as quotas de produção à evolução dos preços.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 26 de Dezembro de 2018 às 22:02
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Os preços do petróleo negociaram em forte alta esta quarta-feira, naquela que foi a melhor sessão desde Novembro de 2016.

 

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em Fevereiro escalou 9,85% para 46,72 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – também negociou em forte alta, com os preços do contrato para entrega em Fevereiro a somarem 9,09% para 55,06 dólares.

Esta recuperação tem lugar depois do grande mergulho das cotações na segunda-feira, estando agora os preços acima do nível anterior à derrocada do início da semana.

 

A impulsionar a matéria-prima esteve o facto de Moscovo ter assinalado que a OPEP+ (composta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e pelos seus aliados, como a Rússia) irão reunir-se à medida das necessidades para ajudarem a gerir o mercado petrolífero.

 

A OPEP tem reunião marcada para Abril, mas o ministro russo da Energia, Alexander Novak, veio dizer que o próximo encontro do cartel e dos seus parceiros pode ser realizado a qualquer momento se for necessária uma resposta rápida ao mercado.

 

"A possibilidade de uma nova reunião da OPEP+ enviou ao mercado um sinal de que o cartel e os seus aliados farão tudo o que for preciso" para que a queda dos preços do "ouro negro" não prossiga.

 

Em entrevista ao canal televisivo Rossiya 24, Novak sublinhou que espera que o mercado esteja mais estável nos primeiros seis meses de 2019.

 

Na semana passada, as cotações do petróleo registaram a pior queda dos últimos quatro anos. Mesmo hoje, o Brent chegou a estar a perder mais de 1% e fixou-se abaixo dos 50 dólares por barril pela primeira vez desde Julho de 2017 mas entretanto recuperou com as declarações de Novak.

 

A reforçar posteriormente este movimento de subida esteve o bom desempenho das bolsas norte-americanas, que registaram os ganhos mais acentuados dos últimos três anos depois da garantia da Casa Branca de que o presidente da Fed, Jerome Powell, se vai manter no cargo e após o presidente Donald Trump ter aconselhado o investimento em acções.




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