Ouro recupera de tombo. Stoxx 600 bate recorde e aproxima-se dos 600 pontos
Juros da dívida da Zona Euro agravam-se na penúltima sessão do ano
Dólar ganha terreno antes de ata da Fed
Ouro recupera de tombo. Mercado volta a concentrar-se nos riscos geopolíticos
Petróleo sobe depois de Rússia prometer endurecer posição nas negociações
Wall Street estável apesar de pessimismo entre tecnológicas persistir
Taxa Euribor desce a três, seis e 12 meses
Europa ignora tensões geopolítica e avança para novos máximos
Depois do alívo pós-Natal, juros voltam a agravar na Zona Euro
Mercado cambial sem grandes movimentações à espera de atas da Fed
Metais preciosos recuperam. Ouro em alta após tocar mínimos de duas semanas
Petróleo segura ganhos de 2% com aumento das tensões geopolíticas
Ásia e Europa sem rumo na última sessão completa do ano. Várias bolsas despedem-se de 2025
Stoxx 600 bate recorde e aproxima-se dos 600 pontos. Mineiras e banca impulsionam
As bolsas europeias terminaram a penúltima sessão do ano pintadas de verde, isto depois de as empresas mineiras terem recuperado do tombo de ontem, já que na sessão de hoje os metais preciosos também revertiam as quedas de segunda-feira. Os investidores aguardam pela ata da última reunião do banco central norte-americano, que deverá ser divulgada ainda hoje, para obterem mais pistas sobre a trajetória da política monetária dos EUA em 2026. O mercado está otimisma e espera que na próxima reunião a Reserva Federal volte a cortar os juros.
O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, bateu um novo recorde ao avançar 0,6% para 592,78 pontos, pairando perto da barreira psicológica dos 600 pontos, impulsionado pelos setores dos "basic resources", que saltou 1,74% e da banca, que somou 1,26%. O "benchmark" registou o sexto mês consecutivo de ganhos, preparando-se para a maior valorização anual desde 2021. Os "traders" estão confiantes de que 2026 será também um ano positivo para o Stoxx 600, que deverá ser impulsionado pelas perspetivas resilientes da economia mundial.
Já as praças alemãs e italianas negociaram pela última vez este ano. O alemão DAX ganhou 0,57% para 24.490,41 pontos - e alcançou o maior ganho anual desde 2019, devido ao otimismo com os estímulos fiscais do Governo germânico. O italiano FTSE subiu 1,1%, superando os pares europeus e terminando o ano com uma valorização de 32%, o melhor resultado desde 1998.
Na penúltima sessão do ano, o espanhol IBEX 35 avançou 0,93%, o francês CAC-40 ganhou 0,69%, o neerlandês AEX avançou 0,54%.
No Reino Unido, o britânico FTSE 100 somou 0,75% para 9.940,71 pontos, um novo máximo histórico. O FTSE 100 teve um desempenho superior ao dos principais mercados este ano, impulsionado pelas expectativas de cortes nas taxas de juros do Banco da Inglaterra e pela força dos setores financeiro e de mineração.
O índice Euro Stoxx 50, composto pelas principais ações da região, subiu 0,8%, fechando em recorde, nos 5.796,22 pontos.
"O atual clima de mercado é muito forte e positivo para as ações europeias, e esperamos que esse forte desempenho continue em 2026, particularmente para as ações do setor de defesa e dos bancos europeus", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, à Reuters.
"Os investidores têm procurado oportunidades para além dos suspeitos de sempre, à procura de valor e diversificação. Além disso, o mundo continuou assolado por turbulências geopolíticas e receios de uma bolha da inteligência artificial", disse Danni Hewson, chefe de análise financeira da AJ Bell.
O índice que agrega as ações de defesa registou uma série de recordes históricos este ano e, apesar de ter recuado desde outubro, ainda está a caminho do seu maior ganho anual desde 1996, impulsionado pelas promessas de maiores gastos com defesa em toda a Europa.
As ações da Fresnillo subiram 6,8%, após os analistas do Citigroup terem elevado o seu preço-alvo para a empresa, mantendo a recomendação de compra, levando em consideração a subida dos preços da prata e do ouro.
Juros da dívida da Zona Euro agravam-se na penúltima sessão do ano
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro registaram subidas na penúltima sessão do ano, num dia marcado por um baixo volume de negociações.
Os juros das "Bunds" alemãs com maturidade a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravaram-se em 2,5 pontos-base para 2,853%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade avançaram 3,8 pontos para 3,561% e, em Itália, os juros somaram 4,4 pontos para os 3,545%.
Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 3,7 pontos-base para 3,142% e a das espanholas a subir igualmente 3,7 pontos para 3,285%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, cresceram 1,2 pontos base, para 4,496%.
Ouro recupera de tombo. Mercado volta a concentrar-se nos riscos geopolíticos
O ouro está de regresso aos ganhos esta terça-feira, um dia depois de ter desvalorizado cerca de 5% pressionado pela tomada de mais-valias dos investidores. Esta tarde, o metal amarelo avança 0,79% para 4.366,78 dólares por onça.
"Observamos uma volatilidade extrema ontem, com forte movimentação de subida nos mercados asiáticos, seguida por uma realização de lucros bastante significativa. Mas, as coisas estabilizaram-se um pouco hoje e o cenário continua favorável", disse Peter Grant, vice-presidente e estratega da Zaner Metals, à Reuters.
Os investidores seguem a reagir às tensões geopolíticas um pouco por todo o mundo, mas com foco especial nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia, que deram ontem um passo atrás. Vladimir Putin acusa Kiev de ter atacado a residência oficial do Kremlin, prometendo reforçar a sua posição nas negociações. A Ucrânia rejeita as acusações e diz tratar-se de uma manobra para minar o acordo de paz.
"O mercado continua cético em relação ao acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, e os indicadores mais amplos de risco geopolítico permanecem elevados", o que sustenta os preços, acrescentou o mesmo analista.
O mercado espera agora pela ata da última reunião da Reserva Federal, divulgada ainda hoje, para tentar obter mais pistas sobre as próximas decisões do banco central. A Fed diz esperar apenas uma descida em 2026, mas o mercado aponta para dois cortes.
O ouro, considerado um ativo-refúgio seguro, valorizou 66% este ano. Será a maior subida desde 1979, impulsionada por vários fatores, como a flexibilização das taxas de juro, as tensões geopolíticas, as compras dos bancos centrais e a entrada de ETF em ouro.
Também a prata, que ontem perdeu 10% - a maior queda intradiária desde agosto de 2020 -, está a recuperar e a subir mais de 5% para 75,83 dólares por onça. No ano, acumula ganhos de 161%.
Já a platina salta 4,64% para 2.208,73 dólares por onça e o paládio soma 1,65% para 1.661,11 dólares por onça.
Dólar ganha terreno antes de ata da Fed
O dólar norte-americano está a valorizar em comparação com as restantes divisas, no dia em que será publicada a ata da última reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA. O documento deverá dar mais "luz" aos investidores quanto aos próximos passos do banco central, bem como esclarecer as divergências entre os responsáveis. Para já, tudo aponta para um corte nos juros em 2026 e o mercado acredita que a ata deve sinalizar que a Fed mantenha as taxas inalteradas no curto prazo.
Este ano, a moeda americana deve registar o pior desempenho desde 2017, com uma queda de quase 10%. Ainda assim, esta tarde, o índice do dólar da DXY sobe 0,21% para 98,23 pontos. O euro cai 0,22% para 1,1747 dólares e a "nota verde" sobe 0,31% para 156,55 ienes. Já a libra tomba 0,42% para 1,3454 dólares.
Pela primeira vez em dois anos e meio, o yuan chinês aproximou-se da barreira psicológica dos 7 dólares, ao tocar nos 6,9951 dólares, desafiando as diretrizes do banco central. O banco central da China tentou impedir a valorização excessiva da sua moeda com taxas de câmbio mais fracas e alertas nos meios de comunicação social, mas não conseguiu reverter a tendência de força da moeda.
Petróleo sobe depois de Rússia prometer endurecer posição nas negociações
Os preços do petróleo estão a avançar esta terça-feira, a penúltima sessão do ano, ainda que em menor dimensão face ao salto de 2% na sessão de segunda-feira. Os investidores continuam à espera de um acordo de paz na Ucrânia, mas as esperanças de que o documento chegue em breve estão a desvanecer.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 0,53% para os 58,38 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – soma 0,18% para os 62,05 dólares por barril.
Depois de o Presidente dos EUA ter anunciado que tinham sido feitos avanços significativos este fim-de-semana, a Rússia afirmou que vai endurecer a sua posição, já que acusa Kiev de atacar a residência oficial de Vladimir Putin. A Ucrânia rejeitou as acusações, dizendo que servem apenas para minar os progressos de paz até agora feitos.
"Acho que o mercado já adaptou as suas expectativas novamente, não esperando nenhum avanço para um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia no curto prazo", disse o analista da UBS, Giovanni Staunovo, à Reuters.
O analista disse ainda que os preços do "ouro negro" continuam impulsionados pelo bloqueio dos EUA aos petroleiros venezuelanos, bem como pelos contínuos ataques aéreos com origem na Arábia Saudita contra o que o país descreveu como apoio militar estrangeiro aos separatistas do sul do Iémen, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos.
Apesar dos receios sobre possíveis paragens no abastecimento de crude mundial, o excesso de oferta no mercado em 2026 persiste e pode limitar os preços no primeiro trimestre.
Wall Street estável apesar de pessimismo entre tecnológicas persistir
As bolsas norte-americanas arrancaram a penúltima sessão do ano praticamente inalteradas face ao dia anterior, numa altura em que o mercado procura algum catalisador para dar força à negociação. O pessimismo ontem vivido entre as ações de tecnologia arrasta-se até esta terça-feira. Na sessão anterior, o setor foi o responsável pela maior queda em duas semanas do "benchmark" dos EUA, o S&P 500.
O chamado "rally do Pai Natal" continua a perder força esta semana, apesar de na semana natalícia ter dado novos recordes ao índice de referência, que tinha ficado a menos de 1% da marca histórica dos 7.000 pontos.
"À medida que nos aproximamos do final do ano, os investidores enfrentam um dilema: se este for o ano em que a inteligência artificial (IA) está prestes a 'descolar', o mercado de ações dos EUA terá um desempenho superior uma vez mais? Se a resposta for sim, então a letargia do final de ano poderá abrir caminho para que os índices recuperem o atraso no início de 2026", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, à Reuters.
Esta terça-feira, o S&P 500 perde 0,02% para 6.904,68 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite está inalterado nos 23.475,37 pontos. Já o industrial Dow Jones recua 0,18% para 48.373,70 pontos.
Wall Street junta-se aos restantes índices mundiais que parecem estar a perder impulso na reta final do ano. Ainda assim, os investidores têm motivos para otimismo em relação ao novo ano. O índice MSCI para as ações globais subiu, em média, 1,4% no mês de janeiro nos últimos dez anos, segundo os dados compilados pela Bloomberg.
Segue assim mais uma semana de baixos volumes de negociação devido ao feriado do Ano Novo. Os investidores vão-se focar na divulgação da ata da última reunião de política monetária da Reserva Federal para obter pistas sobre a trajetória das taxas de juros em 2026. O mercado está também de olho nos desenvolvimentos que irão surgindo em relação às negociações de paz na Ucrânia.
As tensões geopolíticas podem continuar a representar um risco para o sentimento do mercado, uma vez que a Rússia afirmou que irá endurecer a sua posição nas negociações, após acusar Kiev de atacar a residência presidencial russa, dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter indicado progresso nas negociações.
Entre os principais movimentos de mercado, a Pop Mart International tomba 4,55%, a maior queda em três semanas, após a imprensa americana ter divulgado que a quebra na procura pelos famosos "Labubus" afetaram o setor do retalho de brinquedos.
O Citi também perde quase 1%, já que anunciou que espera registar um prejuízo líquido de aproximadamente 1,1 mil milhões de dólares com a venda dos negócios que detinha na Rússia para a Renaissance Capital.
A fugir à tendência negativa nas tecnológicas, a Meta Platforms sobe 1,22% depois de ter concordado em comprar a empresa chinesa Manus, o que representa mais um passo da dona do Facebook para construir um negócio em torno da IA.
Taxa Euribor desce a três, seis e 12 meses
A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três, a seis e a 12 meses.
A taxa a três meses desceu para 2,016%, contra os 2,019% de segunda-feira, e permaneceu abaixo das taxas a seis (2,123%) e a 12 meses (2,250%).
A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,123%, abaixo dos 2,124% de segunda-feira.
No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou 0,008 pontos face à última sessão, para 2,250%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário e a sua evolução está relacionada com as taxas diretoras do Banco Central Europeu (BCE).
Em Portugal, a Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril, representou, em outubro, 35,6% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 5,7%. As operações com Euribor a seis meses representaram mais de metade (55,6%).
Em termos do 'stock' total de empréstimos à habitação, a Euribor a seis meses representava 38,5%, a Euribor a 12 meses 31,8% e a três meses 25,2%.
Na reunião de dezembro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 4 e 5 de fevereiro de 2026, em Frankfurt, Alemanha.
Europa ignora tensões geopolítica e avança para novos máximos
As principais praças europeias estão a negociar em território positivo, naquela que é a última sessão completa do ano para as bolsas da região, num dia em que os investidores aguardam a divulgação das atas da reunião de dezembro da Reserva Federal (Fed) e digerem os mais recentes desenvolvimentos na guerra na Ucrânia.
A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, avança 0,22% para 590,56 pontos, alcançando um novo máximo histórico, à boleia de uma valorização da banca e do setor mineiro. Já o alemão DAX, que se despede esta terça-feira de 2025, avança 0,19%, encaminhando-se para o maior ganho anual desde 2019 - impulsionado pelos estímulos orçamentais aprovados pelo Parlamento do país.
Os investidores parecem não estar a reagir com alarmismo ao alegado ataque da Ucrânia à residência de férias do Presidente russo, Vladimir Putin. Kiev nega o ataque e Donald Trump até diz ser "possível" que a ofensiva não tenha acontecido, apesar de se ter mostrado inicialmente indignado com o mesmo, numa altura em que os EUA têm mediado as negociações para a paz no país. Um conjunto de ações ligadas à defesa europeia está a acelerar 0,6%.
O "benchmark" europeu prepara-se para fechar o sexto mês consecutivo em alta e o melhor ano desde 2021. Os analistas estão otimistas em relação a 2026, principalmente devido a um crescimento económico revisto em alta na região e às perspetivas de maior investimento público. "A narrativa continua otimista para o novo ano", explica Kyle Rodda, analista sénior da Capital.com, à Bloomberg. "As perspetivas de crescimento nos EUA parecem fortes, mas há otimismo de que haverá uma redução da inflação suficiente para permitir que a Fed reduza ainda mais as taxas de juro".
Entre as principais movimentações de mercado, a Fresnillo dispara 4,32% para 33,32 libras, depois de os analistas do banco norte-americano Citi terem aumentado o preço-alvo da mineira, de forma a refletir o aumento dos preços nas matérias-primas, nomeadamente em metais preciosos como o ouro e a prata.
Quanto aos restantes principais índices da Europa Ocidental, o espanhol IBEX 35 avança 0,48%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,84%, o francês CAC-40 ganha 0,27%, o britânico FTSE 100 salta 0,33% e o neerlandês AEX acelera 0,29%.
Depois do alívo pós-Natal, juros voltam a agravar na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro agravam esta terça-feira, depois do alívio sentido na sessão de ontem, e numa altura em que as bolsas europeias procuram ainda alguma definição.
Os juros das "Bunds" alemãs com maturidade a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam 1,0 pontos-base para 2,838%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade sobe 1,3 pontos para 3,536% e, em Itália, os juros avançam 1,4 pontos para os 3,515%.
Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar 1,3 pontos-base para 3,118% e a das espanholas a subir 1,2 pontos para 3,260%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, avançam 0,5 pontos base, para 4,490%.
Mercado cambial sem grandes movimentações à espera de atas da Fed
O euro está a negociar sem oscilações face ao dólar norte-americano esta manhã, num dia marcado pela divulgação das atas da última reunião da Reserva Federal (Fed) - quando o banco central decidiu cortar pela terceira vez consecutiva as taxas de juro em 25 pontos-base. A votação não foi unânime e os investidores querem agora receber pistas para perceber como a autoridade monetária se vai movimentar em 2026.
A esta hora, o euro está inalterado em 1,1773 dólares, enquanto a libra cede 0,01% para 1,3511 dólares. O ano de 2025 foi especialmente penalizador para a "nota verde" - muito devido à política comercial de Donald Trump que afastou os investidores de ativos americanos - e levou a divisa europeia e britânica a registarem o melhor desempenho desde 2017.
Um dólar mais fraco também levou o renminbi chinês "onshore" a ultrapassar, pela primeira vez desde 2023, o nível dos sete dólares esta terça-feira, mesmo com o Banco Popular da China a tentar impedir que a moeda valorizasse excessivamente. “Pode haver mais valorização do yuan pela frente, apoiado por um fluxo de capital estrangeiro, pela expectativa de recuperação do crescimento e pelo otimismo tecnológico”, explica Wee Khoon Chong, estratega de mercado do BNY, à Bloomberg.
Os novos cortes nas taxas de juro por parte da Fed que se esperam para 2026 dão espaço ao dólar para cair ainda mais. Os investidores veem dois alívios de 25 pontos-base no próximo ano e os estrategas da MUFG antecipam mesmo que a "nota verde" possa cair 5%, depois de já ter desvalorizado quase 14% face ao euro este ano, num cenário base de três cortes.
Metais preciosos recuperam. Ouro em alta após tocar mínimos de duas semanas
O ouro está a recuperar terreno esta terça-feira, após o "sell-off" da sessão anterior ter levado a matéria-prima a tocar em mínimos de duas semanas. Os investidores encontram-se a reagir a uma série de desenvolvimentos geopolíticos, da Venezuela ao Médio Oriente, que estão a aumentar o prémio de risco dos metais preciosos, num dia marcado por um volume de negociação diminuto.
"O facto de termos tido uma queda tão significativa na segunda-feira só mostra a grande volatilidade dos mercados, provavelmente agravada pelas condições de negociação mais fracas devido à época festiva", explica Kyle Rodda, analista da Capital.com, à Reuters. A esta hora, o ouro avança 0,80% para 4.367,15 dólares por onça, depois de ter atingido um novo máximo histórico de 4.549,71 dólares na sexta-feira.
Os restantes metais preciosos também recuperam, após as quedas avultadas de segunda-feira. A prata acelera 3,62% para 74,72 dólares por onça, depois de ter tocado nos 83,62 dólares no arranque da sessão anterior - antes de cair e registar a pior perda diária desde 2020. Já a platina observou mesmo a sessão mais negativa de sempre, apesar de até ter atingido um novo recorde de 2.478,50 dólares por onça no início da semana. A esta hora, acelera 1,8% para 2.146,81 dólares.
Apesar de os três metais terem registado um 2025 estelar, o próximo ano promete adensar os ganhos. Os conflitos geopolíticos continuam bem presentes, apesar de as tentativas de mediar acordos de paz por parte dos EUA e União Europeia, e a Reserva Federal (Fed) norte-americana deverá continuar a cortar nas taxas de juro, com os investidores a anteciparem pelo menos dois cortes de 25 pontos-base em 2026.
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