Procura elevada leva país a emitir mais dívida do que previsto. Juro sobe a dez anos

A agência que gere a dívida pública realizou um leilão duplo em que os investidores se ofereceram para comprar o dobro do montante pretendido.
Pedro Cabeços é o presidente do IGCP, a agência que gere a dívida pública.
João Cortesão / Medialivre
Diogo Mendo Fernandes 10:56

Portugal emitiu esta quarta-feira 1.381 milhões de euros em obrigações do Tesouro (OT) que vencem dentro de três e dez anos. O montante angariado fica acima do valor , o que poderá indicar que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP aproveitou a forte procura para angariar mais capital, de acordo com o resultado da operação que está a ser avançado pela Bloomberg.

No caso da linha que vence a 15 de junho de 2029 foram angariados 708 milhões de euros, com uma "yield" de 2,178% e a procura ficou 2,28 vezes acima da oferta. Não há registo de uma emissão de OT recente, que seja comparável, mas esta taxa de juro fica ligeiramente acima dos juros da dívida a três anos em mercado secundário, que aliviam 0,9 pontos-base para 2,189%.

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Já em obrigações que vencem a 13 de junho de 2035, a agência que gere a dívida pública colocou 673 milhões de euros, com um juro de 3,142%. A procura ficou 2,02 vezes acima da oferta. Esta emissão compara com a realizada em , quando o país emitiu 621 milhões de euros com uma taxa de juro nos 3,059% e a procura ficou 1,57 vezes acima da oferta.

Em mercado secundário, os juros da dívida a dez anos, na maturidade de referência, cedem 0,4 pontos-base para 3,154%.

Este leilão aconteceu depois de, no início do mês, , na qual os investidores demonstraram um forte apetite por dívida pública portuguesa, levando a procura a recordes. Esta serviu para Portugal fechar logo uma fatia significativa do capital que vai precisar em 2026.

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As necessidades de financiamento líquidas deverão situar-se em, o que compara com os 10,8 mil milhões de 2025, segundo indica o programa de financiamento do IGCP. Angariados quatro mil milhões de euros, Portugal captou um sexto das necessidades de financiamento brutas de obrigações do Tesouro para o ano, nos 24 mil milhões de euros.

  

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