Dow Jones tomba quase 800 pontos com tarifas de Trump. American Express afunda 8%
Europa fecha com maioria de perdas. Incerteza comercial pressiona mercados
Regresso de tarifas leva ouro a máximos de três semanas
Juros da dívida da Zona Euro aliviam com maior procura por obrigações
Brent atinge máximos de seis meses. Incerteza comercial e geopolítica impulsionam crude
Novas tarifas de Trump pressionam dólar
Wall Street no vermelho com novas tarifas de Trump a acrescentar incerteza. Arcellx dispara 77%
Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e mantém-se a 12 meses
Confiança empresarial na Alemanha melhora em fevereiro
Retaliação de Trump atira Europa para o vermelho. Novo Nordisk cai quase 11%
Juros praticamente inalterados na Zona Euro. Investidores aguardam por Lagarde
Turbulência comercial volta a atirar o dólar para o vermelho
Ouro acelera com incerteza comercial no radar dos investidores
Petróleo recua mais de 1% com mercado de olho nas negociações entre EUA e Irão
"Chumbo" do Supremo dá força às praças asiáticas. Retaliação de Trump pressiona Europa
Dow Jones tomba quase 800 pontos com tarifas de Trump. American Express afunda 8%
As bolsas norte-americanas estão pintadas de vermelho, com o índice industrial Dow Jones a tombar 1,36%, mínimos de 20 dias, em reação dos investidores à guerra comercial, que reacendeu a semana passada. Na sexta-feira, o Supremo Tribunal dos EUA decretou que as "tarifas recíprocas" são ilegais, o que mereceu desde logo uma resposta do Presidente Donald Trump. O republicano aplicou uma tarifa de 10% a nível mundial como forma de retaliação tendo, entretanto, a aumentado para 15%.
“Qualquer país que queira ‘brincar’ com a ridícula decisão do Supremo Tribunal, especialmente aqueles que ‘exploraram’ os EUA há anos, ou mesmo décadas, vão enfrentar tarifas muito mais altas e piores do que aquelas que acabaram de aceitar”, escreveu Trump numa publicação na sua rede social, Truth Social, esta segunda-feira. “CUIDADO COM O COMPRADOR!!!”
Neste contexto, os mercados financeiros estão a ser pressionados por uma nova onda de nervosismo em relação ao comércio e à inteligência artificial, assustando os investidores, que se afastam de ativos de risco e procuram refúgio no ouro, que soma quase 2%.
O Dow Jones chegou a perder quase 800 pontos, cerca de 1,74% para 48.764,48 pontos, um mínimo de 3 de fevereiro. Já o "benchmark" S&P 500 0,82% para 6.852,59 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,88% para 22.685,6 pontos.
No índice industrial, o mais prejudicado esta tarde, as ações American Express, Salesforce e JPMorgan são as que mais pressionam, com quedas de 7,83%, 5,34% e 4,45%, respetivamente.
Durante o fim de semana, Trump afirmou que iria aumentar para 15% a nova tarifa, destinada a substituir muitas das taxas consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal na semana passada. As ameaças dão a entender que o Governo está à procura de impor tarifas comerciais por outras vias, o que pode resultar em maior volatilidade nos mercados. Outras questões permanecem, incluindo se a Casa Branca vai reembolsar as empresas que pagaram as taxas - e que já reclamam esta devolução.
No entanto, a volatilidade em torno da política comercial de Trump, invocada ao abrigo da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, um estatuto que permite ao presidente impor tarifas durante 150 dias até que a aprovação do Congresso seja necessária, pode não terminar tão cedo.
À CNBC, Michael Landsberg, diretor de investimentos da Landsberg Bennett Private Wealth Management, explicou que "a grande questão para a economia é o que acontecerá depois deste período, e se a política das tarifas continuar nesse caminho, podemos muito bem estar de volta ao Supremo Tribunal ainda este ano. A tensão em torno das tarifas provavelmente será um tema de distração para os mercados durante o resto do ano, embora com menos volatilidade do que o choque inicial em abril" do ano passado.
Europa fecha com maioria de perdas. Incerteza comercial pressiona mercados
Os principais índices europeus encerraram a primeira sessão da semana com uma maioria de perdas, com as mais recentes tarifas anunciadas pelo Presidente norte-americano a semearem uma nova vaga de incerteza sobre as perspetivas para o comércio global e, em particular, sobre o futuro do acordo comercial alcançado entre a União Europeia (UE) e a Casa Branca no verão passado.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perdeu 0,45%, para os 627,70 pontos. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recuou 1,06%, o espanhol IBEX 35 somou 0,56%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,49%, o francês CAC-40 caiu 0,22%, o neerlandês AEX recuou 0,12%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 0,02%.
No plano comercial, os principais partidos do Parlamento Europeu anunciaram na segunda-feira que irão suspender o processo de ratificação do acordo comercial com os EUA. A decisão foi tomada depois de Donald Trump ter anunciado tarifas adicionais de 15% sobre os seus parceiros comerciais, numa resposta à decisão do Supremo Tribunal dos EUA de considerar as taxas alfandegárias “recíprocas” como ilegais.
Após a decisão do Supremo norte-americano, “parece que as opções [da Administração norte-americana] são agora limitadas e menos severas”, o que deve ser bom para setores como ações de consumo, disse à Bloomberg Andrea Gabellone, da KBC Securities. Ainda assim, “a questão é se outros participantes do mercado estão dispostos a suportar o fluxo de notícias ‘voláteis’ sobre tarifas que está por vir”, acrescentou.
Entre os setores, o dos media (-2,08%) registou as perdas mais expressivas, seguido dos serviços financeiros (-2,05%) e do setor automóvel (-1,59%), ao passo que o tecnológico (-1,10%) também registou fortes perdas. Por outro lado, o das “utilities” (+1,10%) liderou os ganhos, com o dos recursos naturais (+1,04%) a registar igualmente valorizações.
Entre os movimentos do mercado, a Novo Nordisk tombou mais de 16%, atingindo mínimos de 2021, depois de o seu novo medicamento para o tratamento da obesidade e diabetes, o CagriSema, ter registado piores resultados do que o da rival norte-americana Eli Lilly num ensaio clínico - mais um duro golpe na farmacêutica que já viu as suas ações desvalorizarem 22% só este ano.
Juros da dívida da Zona Euro aliviam com maior procura por obrigações
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviaram esta segunda-feira, numa altura em que os investidores procuram obrigações como ativo-refúgio, enquanto as tensões comerciais com os EUA parecem escalar. A União Europeia anunciou esta tarde o adiamento do processo de ratificação do acordo comercial com a maior economia do mundo.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, cedeu 2,7 pontos-base para 2,709%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade caiu 2,4 pontos-base para 3,274%. Em Itália, a descida foi de 2,1 pontos-base para 3,317%.
Pela Península Ibérica, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cedeu 2,2 pontos para 3,054% e, em Espanha, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviaram 2,3 pontos-base para 3,122%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,313%, após uma descida de 3,9 pontos-base, no menor nível desde dezembro de 2024.
Regresso de tarifas leva ouro a máximos de três semanas
Os preços do ouro estão a valorizar esta tarde, tendo tocado máximos de três semanas, numa altura em que os investidores digerem o aumento das tensões geopolíticas e comerciais. A procura pelo ativo-refúgio ganhou escala depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter aumentando as tarifas mundiais para 15%.
Tudo começou depois de o Supremo Tribunal ter decidido que as taxas alfandegárias, aplicadas pela Casa Branca em abril do ano passado, são ilegais. Trump respondeu desde logo com uma tarifa contra os parceiros comerciais de 10%, tendo-a depois aumentado para 15% - o máximo permitido por lei.
A onça de metal amarelo salta 1,77% para 5.198,16 dólares, impulsionado ainda por um dólar mais fraco.
O défice dos EUA está a colocar pressão sobre a maior economia do mundo, assim como a receita das tarifas e a balança comercial. A tarifa de 15% pode apenas ser aplicada até 150 dias e em casos de problemas fundamentais de pagamentos internacionais.
A dúvida sobre os acordos comerciais estabelecidos pelos EUA com alguns parceiros comerciais está agora a impactar o sentimento de mercado. A União Europeia, por exemplo, já congelou o processo de ratificação do acordo com Washington.
“Existem fatores estruturais suficientes a favor do ouro no médio prazo”, disse Vasu Menon, estratega do Oversea-Chinese Banking à Bloomberg. “No curto prazo, no entanto, esperamos que os preços do ouro estejam voláteis após os fortes ganhos dos últimos meses, dados os desenvolvimentos ainda em curso na política comercial dos EUA e a situação no Irão”, explicou ainda.
Espera-se ainda mais movimentação esta terça-feira, com o mercado chinês a regressar do Ano Novo Lunar.
Brent atinge máximos de seis meses. Incerteza comercial e geopolítica impulsionam crude
O petróleo negoceia com ganhos de cerca de 1% nesta segunda-feira, com os preços do crude a serem influenciados por uma crescente incerteza económica após o Presidente norte-americano ter anunciado tarifas adicionais de 15% sobre os seus parceiros comerciais, enquanto os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos em torno da região do Médio Oriente.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 1,17%, para os 67,26 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 0,99% para os 72,47 dólares por barril, tendo atingido máximos de seis meses.
A crescente preocupação com um potencial conflito militar entre os EUA e o Irão fez com que os preços do Brent subissem mais de 5% na semana passada, para o seu nível mais alto desde julho de 2025.
O Irão indicou estar disposto a fazer concessões no que toca ao seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções e do reconhecimento do seu direito a enriquecer urânio por parte dos EUA. Isto antes de ter lugar a terceira ronda de negociações entre os dois países, agendada para esta quinta-feira.
Novas tarifas de Trump pressionam dólar
O dólar está a desvalorizar na sessão de hoje, à medida que os “traders” avaliam o impacto da política comercial errática da Administração norte-americana, depois de Donald Trump ter anunciado novas barreiras a aplicar às importações de bens por parte dos EUA.
O índice do dólar DXY - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - cede 0,21%, para os 97,586 pontos.
Trump disse no sábado que iria aplicar tarifas adicionais de 15% sobre as importações dos EUA de todos os países, citando uma lei que permite ao Presidente dos EUA aplicar tarifas até 15% sem autorização do Congresso por um período máximo de 150 dias. Ainda no plano comercial, também há incerteza sobre se as empresas que pagaram tarifas poderão vir a ser reembolsadas, após o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA ter considerado que as tarifas “recíprocas” anunciadas pela Casa Branca em abril do ano passado são ilegais.
Noutros pontos do mercado, o dólar desvaloriza 0,37%, para os 154,480 ienes.
Pela Europa, o Parlamento Europeu decidiu nesta segunda-feira suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos devido às novas barreiras comerciais anunciadas pelo republicano.
A esta hora, o euro avança 0,14%, para os 1,180 dólares. Já a libra soma 0,19%, para os 1.351 dólares.
Wall Street no vermelho com novas tarifas de Trump a acrescentar incerteza. Arcellx dispara 77%
Os principais índices norte-americanos negoceiam com perdas, à medida que a incerteza em torno da política comercial da Administração norte-americana segue a pressionar o sentimento dos investidores.
O “benchmark” S&P 500 desliza 0,02%, para os 6.907,82 pontos. Já o Nasdaq Composite recua 0,20%, para os 22.841,41 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,03% para os 49.608,87 pontos.
Os mercados estão a avaliar o impacto das novas tarifas globais de 15% anunciadas por Donald Trump, depois de o Supremo Tribunal de Justiça norte-americano ter considerado ilegais as taxas alfandegárias “recíprocas” que a Casa Branca decidiu aplicar aos seus parceiros comerciais em abril.
A política comercial errática do Governo norte-americano está a dar aos investidores outro ponto de foco nos mercados, para além das preocupações em torno da inteligência artificial e das tensões no Médio Oriente, enquanto se tenta avaliar como é que as tarifas de 15% anunciadas na semana passada irão afetar os países que já ratificaram acordos com os EUA. A Comissão Europeia, por exemplo, já exigiu garantias por parte dos EUA de que o acordo comercial alcançado em julho do ano passado que fixou as tarifas de 15% para os produtos importados da União Europeia seja cumprido, ao mesmo tempo que pediu "total clareza" a Washington sobre o que pretende fazer depois da decisão do Supremo Tribunal norte-americano.
Durante esta semana, os mercados irão ainda acompanhar de perto o discurso do Estado da União de Trump na terça-feira e os resultados da Nvidia na quarta-feira, além de importantes dados económicos que serão divulgados ao longo da semana.
Quanto aos movimentos do mercado, a Domino's Pizza valoriza a esta hora quase 7%, depois de a empresa ter divulgado um aumento maior do que o esperado nas vendas comparáveis. Já a Gilead Sciences cede 0,74%, após ter chegado a um acordo para adquirir a empresa de biotecnologia norte-americana Arcellx – que dispara a esta hora mais de 77% - num negócio avaliado em cerca de 7,8 mil milhões de dólares.
Entre as "big tech”, a Nvidia sobe 2,04%, a Apple ganha 0,43%, a Alphabet valoriza 0,83%, a Amazon cai 1,50%, a Meta recua 0,20% e a Microsoft desliza 1,15%.
Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e mantém-se a 12 meses
A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três e a seis meses e manteve-se a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,034%, continuou abaixo das taxas a seis (2,145%) e a 12 meses (2,205%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,145%, mais 0,004 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor manteve-se, de novo em 2,205%, o mesmo valor da sessão anterior.
Já a Euribor a três meses subiu ao ser fixada em 2,034%, mais 0,010 pontos.
Em 5 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.
Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Confiança empresarial na Alemanha melhora em fevereiro
A confiança empresarial na Alemanha subiu em fevereiro com a economia alemã a mostrar os primeiros sinais de recuperação com o impulso da indústria e dos serviços, foi esta segunda-feira anunciado. O Instituto de Pesquisa Económica da Alemanha (Ifo) informou que o índice de confiança empresarial no conjunto da Alemanha subiu para 88,6 pontos em fevereiro, contra 87,6 pontos em janeiro.
Leia a notícia completa aqui.
Retaliação de Trump atira Europa para o vermelho. Novo Nordisk cai quase 11%
As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente no vermelho, com Madrid e Milão a escaparem das perdas. Estes movimentos acontecem em reação aos avanços e recuos na política comercial norte-americana, após o Supremo Tribunal dos EUA ter "chumbado" as tarifas de Donald Trump, levando o Presidente a responder com um aumento, em primeiro lugar, das tarifas globais para 10% e, depois, para 15%.
A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,28% para 628,80 pontos, depois de ter atingido um novo máximo histórico na sexta-feira. O setor tecnológico é o que regista o pior desempenho esta manhã entre os vários que compõe o índice do Velho Continente, enquanto as ações ligadas ao imobiliário observam os maiores ganhos esta segunda-feira.
De acordo com Andrea Gabellone, diretora de ações globais da KBC Securities, após a decisão do Supremo, "parece que as opções agora são limitadas e menos severas" em termos de tarifas do que estava a acontecer até agora - o que pode ser positivo para setores ligados ao consumo, diz a analista à Bloomberg. No entanto, prevalece a questão sobre se "os investidores estão dispostos a superar as notícias 'voláteis' que estão a sair sobre as tarifas".
Esta incerteza sobre o futuro da política comercial dos EUA aparece numa altura em que os investidores já estão bastante receosos em relação a uma possível "bolha" nas ações ligadas à inteligência artificial (IA) e em relação ao impacto desta tecnologia nos modelos de negócio mais tradicionais. Há ainda a ter em conta as tensões entre EUA e Irão, que devem retomar negociações esta semana em Genebra, apesar das ameaças de Trump e a crescente presença militar norte-americano em torno do país localizado no Médio Oriente.
Entre as principais movimentações de mercado, a Johnson Matthey afunda mais de 16%, depois de a empresa ter acordado em vender a Catalyst Technologies à Honeywell International por um preço inferior ao que estava planeado. Já a Novo Nordisk cai cerca de 11%, após o seu mais recente medicamento contra a obesidade, o CagriSema, se ter revelado menos eficaz do que o da rival Eli Lilly.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,41%, o francês CAC-40 cai 0,04%, o neerlandês AEX recua 0,27%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista uma descida de 0,12%. Já o espanhol IBEX 35 soma 0,65% e o italiano FTSEMIB valoriza 0,67%.
Juros praticamente inalterados na Zona Euro. Investidores aguardam por Lagarde
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar sem grandes movimentações esta segunda-feira, num dia em que as principais praças europeias estão maioritariamente no vermelho. Estes movimentos surgem em reação à turbulência comercial que se vive entre os EUA e os parceiros do país, depois de o Supremo Tribunal ter declarado ilegais as tarifas de Donald Trump e o Presidente ter respondido com um aumento das taxas aduaneiras globais para 15%.
Os investidores vão estar atentos ainda ao discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE) numa conferência em Washington, já depois do fecho da sessão. Além de procurarem pistas sobre o futuro da política monetária da Zona Euro, os mercados vão ainda procurar uma nova reação de Christine Lagarde à decisão da justiça norte-americana sobre o "chumbo" das tarifas de Trump.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o continente europeu, caem 0,3 pontos-base para 2,733%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade avança 0,2 pontos-base para 3,299%. Em Itália, a "yield" das obrigações também a dez anos está inalterada nos 3,339%.
Pela Península Ibérica, os juros das obrigações do Tesouro português na maturidade de referência cedem 0,1 pontos para 3,075%, enquanto, em Espanha, os juros da dívida estão inalterados nos 3,145%.
Fora da Zona Euro, a tendência é de alívios, com os juros das "Gilts" britânicas a dez anos deslizam 0,4 pontos para 4,348%.
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