Europa arranca 2024 sem rumo definido

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta terça-feira.
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Bloomberg
Sílvia Abreu e Diana do Mar e Pedro Curvelo 02 de Janeiro de 2024 às 17:45
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Europa aponta para o verde. Novo ano arranca com China a dominar perdas na Ásia

As bolsas europeias apontam para um arranque no verde, dando início ao novo ano em terreno positivo. Isto depois de em 2023 terem recuperado do ano negro que foi 2022.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,6%, com os investidores atentos à divulgação do índice de gestores de compras (PMI na sigla em inglês) de França, Alemanha, Zona Euro e Reino Unido.

Na Ásia, a negociação terminou mista, com os investidores a digerirem os dados económicos divulgados no final do ano. Os índices chineses penalizaram as ações asiáticas, à boleia de uma atividade industrial mais fraca do que o esperado - a atividade da indústria transformadora contraiu pelo terceiro mês consecutivo em dezembro - e de um discurso de Xi Jinping, presidente da China, marcado pelas adversidades que a economia do país enfrenta. 

O responsável pela segunda maior economia mundial comprometeu-se, no seu discurso habitual de ano novo, a fortalecer a economia e a criar emprego, mas reconheceu os tempos difíceis que algumas empresas têm vivido e a maior dificuldade em arranjar trabalho e fazer face às necessidades básicas.

Pela China, o Hang Seng, em Hong Kong, cedeu 1,77% e o Shanghai Composite perdeu 0,39%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,51%. No Japão, que no primeiro dia do ano emitiu um alerta de tsunami após ter sido atingido por um sismo de magnitude 7,4, a negociação esteve encerrada.

"O presidente Xi deixou bem claro que na vertente económica, a sua prioridade é baixar o peso do setor imobiliário e a sua importãnica na economia. Esse processo é doloroso", afirmou Mark Matthews, analista do Julius Baer, em declarações à Bloomberg.

Entrada de navio iraniano no Mar Vermelho dá força ao petróleo

Os preços do petróleo estão a valorizar mais de 1%, depois da entrada de um navio de guerra iraniano no Mar Vermelho. O navio entrou na região depois de a marinha norte-americana ter destruído três barcos dos rebeldes Houthis do Iémen durante o fim de semana, levando a um aumento das tensões na região.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 1,62% para 72,81 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, soma 1,8% para 78,43 dólares por barril.

"As atuais tensões gepolíticas (no Mar Vermelho) deverão fornecer um suporte aos preços do petróleo", afirmou Priyanka Sachdeva, analista sénior na Philip Nova Pte, à Bloomberg, alertando, contudo, que a "recuperação económica na China também é uma fonte de preocupação para os investidores em 2024". 

O ouro negro arranca, assim, o novo ano em terreno positivo, depois de ter encerrado 2023 com uma queda de mais de 10%. 

Os preços do petróleo foram penalizados por uma maior oferta de crude por parte de países externos à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) aliada às perspetivas de menor procura. E, apesar de os cortes de produção por parte da OPEP+ e a guerra entre o grupo radical Hamas e Israel terem amparado a queda, mostraram-se insuficientes para um ganho anual.

"As atuais tensões gepolíticas (no Mar Vermelho) deverão fornecer um suporte aos preços do petróleo", afirmou Priyanka Sachdeva, analista sénior na Philip Nova Pte, à Bloomberg, alertando, contudo, que a "recuperação económica na China também é uma fonte de preocupação para os investidores em 2024". 

O ouro negro arranca, assim, o novo ano em terreno positivo, depois de ter encerrado 2023 com uma queda de mais de 10%. 

Os preços do petróleo foram penalizados por uma maior oferta de crude por parte de países externos à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) aliada às perspetivas de menor procura. E, apesar de os cortes de produção por parte da OPEP+ e a guerra entre o grupo radical Hamas e Israel terem amparado a queda, mostraram-se insuficientes para um ganho anual.

Ouro valoriza na primeira sessão de 2024

O ouro arrancou a primeira negociação do ano em terreno positivo, depois de em 2023 ter arrecadado o primeiro ganho anual em três anos.

O ouro a pronto (spot) valoriza 0,53% para 2.073,85 dólares por onça. Noutros metais, o paládio sobe 0,93% para 1.110,45 dólares e a platina soma 0,1% para 992,92 dólares.

Os ganhos anuais do ouro (13,28%) foram conseguidos à boleia de uma maior expectativa em torno de um alívio da política monetária, com os investidores a anteciparem uma hipótese de 80% de um corte dos juros já em março. E esta ideia deu força ao metal precioso, que, por não remunerar juros, tende a ser penalizado por uma política monetária mais restritiva.

O mercado aguarda agora a divulgação de dados económicos nos Estados Unidos, incluindo do desemprego, que podem ditar a posição da Reserva Federal (Fed) norte-americana.

Euro perde face ao dólar

Depois de um 2023 marcado por ganhos, o euro está esta terça-feira a desvalorizar face à divisa norte-americana.

A nota verde está também a valorizar face ao iene, um dia após o Japão ter sido atingido por um sismo de magnitude 7,4 na escala da Richter, e ao franco suíço. Isto num dia em que as atenções dos investidores se viram para a divulgação de novos dados económicos que permitam obter pistas sobre os próximos passos da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

Está também prevista para quarta-feira a divulgação das atas da última reunião da Fed, o que permitirá perceber como os governadores do banco central vêm a evolução das taxas de juro este ano. 

Juros agravam-se na Zona Euro com maior apetite dos investidores pelo risco

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a agravar-se esta terça-feira, o que sinaliza uma menor aposta nas obrigações. Isto num dia em que os investidores mostram um maior apetite pelo risco, com as bolsas europeias pintadas de verde. 

A "yield" da dívida pública portuguesa com maturidade a dez anos agrava-se 11,1 pontos base para 2,707% e a das Bunds alemãs, referência para a região, sobe 8,4 pontos para 2,103%. 

A rendibilidade da dívida soberana italiana, também a dez anos, aumenta 8,7 pontos base para 3,768%, a da dívida espanhola soma 9,7 pontos para 3,067% e a da dívida francesa agrava-se 8,6 pontos para 2,640%. 

Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica aumentam 10,9 pontos base para 3,631%.

O mercado aguarda esta terça-feira a divulgação dos índices de gestores de compras (PMI) na indústria da Zona Euro, de França, da Alemanha e ainda do Reino Unido.

Europa arranca novo ano pintada de verde

As bolsas europeias arrancaram a primeira sessão de 2024 em terreno positivo, com os investidores a mostrarem um maior apetite pelo risco. 

O Stoxx 600, referência para a região, valoriza 0,66% para 482,18 pontos, prolongando os ganhos de 2023 (em que registou uma subida anual de mais de 12%). Todos os 20 setores que compõem o índice seguem a esta hora a negociar no verde, sendo os do automóvel e da banca os que mais sobem (1,87% e 1,37%, respetivamente).

Entre as principais movimentações, a TotalEnergies valoriza 2,12% e a Shell sobe 0,31%, num dia em que o setor do petróleo & gás ganha mais de 1%, à boleia de uma escalada de tensão no Mar Vermelho

Já a ASML cai 0,12%, depois de ter sido noticiado que cancelou o envio de alguns dos seus produtos para a China a pedido da administração Biden. A empresa neerlandesa detinha licenças para enviar três máquinas topo de gama de litografia ultravioleta profunda a empresas chinesas até janeiro, data prevista para a entrada em vigor de novas restrições. No entanto, as autoridades norte-americanas terão contactado a ASML com o objetivo de pedir a suspensão imediata dos envios programados.

Nas principais praças europeias, o alemão Dax 30 sobe 1,24%, o francês CAC-40 valoriza 0,49%, o italiano FTSE Mib cresce 1,68%, o britânico FTSE 100 avança 0,3%, o espanhol Ibex 35 ganha 1,82% e o AEX, em Amesterdão, sobe 0,45%. 

"O mercado europeu de ações deverá começar a focar-se nos dados da inflação, divulgados no final da semana, que deverão confirmar a rápida queda do aumento dos preços. Isto deverá dar força às ações esta semana, uma vez que o 'rally' é sobretudo impulsionado pela perspetiva de rápidos cortes das taxas de juro. Contudo, continuamos cautelosos uma vez que os mercados estão em níveis de sobrecompra e precisam de consolidar antes de conseguirem manter uma nova subida", afirmou Joachim Klement, analista no Liberum, à Bloomberg.

Euribor abrem 2024 a subir a 12 meses, a baixar a três e mantendo-se nos seis

A taxa Euribor a 12 meses subiu esta terça-feira, mantendo-se a seis e descendo a três, abrindo o ano com sinais divergentes.

Assim, a Euribor foi hoje fixada em 3,905% a três meses, menos 0,004 pontos face a sexta-feira, uma vez que na segunda-feira não foram negociadas.

A seis meses, a taxa Euribor manteve-se nos 3,861%, enquanto a 12 meses houve uma subida de 0,019 pontos face ao último dia útil de 2023.

A média da Euribor em dezembro desceu 0,037 pontos para 3,935% a três meses (contra 3,972% em novembro), 0,138 pontos para 3,927% a seis meses (contra 4,065%) e 0,343 pontos para 3,679% a 12 meses (contra 4,022%).

Segundo dados do BdP referentes a outubro de 2023, a Euribor a 12 meses representava 37,8% do "stock" de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 35,9% e 23,6%, respetivamente.

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 4 de fevereiro de 2022, depois de o BCE ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, o BCE manteve as taxas de juro de referência pela segunda vez (consecutiva) desde 21 de julho de 2022.

A próxima reunião de política monetária do BCE, que será a primeira de 2024, realiza-se em 25 de janeiro.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Wall Street pausa ganhos de 2023 e arranca novo ano no vermelho

As bolsas norte-americanas abriram no vermelho, num dia em que os investidores reajustam as suas apostas quanto à dimensão e à altura em que a Reserva Federal (Fed) vai cortar os juros. Isto depois de um 2023 em que o otimismo quanto ao alívio da política monetária este ano resultou em fortes ganhos. 

O S&P 500, referência para a região, cede 0,73% para 4.735,53 pontos, o industrial Dow Jones perde 0,23% para 37.603,91 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 1,38% para 14.804,2 pontos.

Entre as principais movimentações, a Apple cai 2,6% para 187,53 dólares por ação, depois de o Barclays ter alertado que a procura por iPhone está a diminuir. 

Para a gestora de ativos Oppenheimer, as bolsas do outro lado do Atlântico deverão ver uma pausa nos ganhos antes da próxima "earnings season", que poderá dar um novo impulso.

"Não é fora do comum uma pausa dos mercados para digerir uma subida com a magnitude da vivida no quarto trimestre que acabou de terminar", afirmou John Stoltzfus, responsável pela estratégia de investimento, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. 

Os índices norte-americanos arrancam, assim, no vermelho a primeira sessão depois de um ano em que o balanço foi positivo. O maior voo foi mesmo do Nasdaq Composite, que subiu mais de 43% no acumulado de 2023.

Ouro com ganhos ligeiros

Os preços do ouro estão a valorizar ligeiramente, mantendo-se estáveis acima da fasquia dos dois mil dólares por onça. 

O ouro a pronto (spot) soma 0,03% para 2.063,54 dólares por onça. 

O metal precioso está a beneficiar da perspetiva de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana irá começar a baixar as taxas de juro nos próximos meses. Os investidores antecipam agora seis cortes de juros ao longo do ano, apesar de os decisores de política monetária se terem manifestado contra um alívio rápido. 

Noutros metais, o paládio cede 1,16% para 1.087,48 dólares e a platina perde 0,6% para 985,94 dólares.

Os investidores vão estar esta semana atentos à divulgação de dados económicos - como os relativos às vagas de emprego -, assim como às atas da reunião de dezembro da Fed, na quarta-feira.

O metal precioso está a beneficiar da perspetiva de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana irá começar a baixar as taxas de juro nos próximos meses. Os investidores antecipam agora seis cortes de juros ao longo do ano, apesar de os decisores de política monetária se terem manifestado contra um alívio rápido. 

Noutros metais, o paládio cede 1,16% para 1.087,48 dólares e a platina perde 0,6% para 985,94 dólares.

Os investidores vão estar esta semana atentos à divulgação de dados económicos - como os relativos às vagas de emprego -, assim como às atas da reunião de dezembro da Fed, na quarta-feira.

Euro perde face ao dólar

O euro está a desvalorizar face à divisa norte-americana, num dia em que dados da atividade industrial na Zona Euro apontam para uma nova queda do índice de gestores de compras na indústria, em dezembro.

O PMI continuou abaixo da linha de água (50 pontos), que separa o crescimento da contração. Segundo a Bloomberg, trata-se do 18.º mês consecutivo de contração

A moeda única europeia perde 0,78% para 1,0959 dólares. 

A nota verde está também a ganhar face ao iene, numa altura que o Japão lida com as consequências de um sismo de magnitude 7,6 na escala de Richter - que atingiu o país no primeiro dia de 2024 - e face ao franco suíço.  

A nota verde está também a ganhar face ao iene, numa altura que o Japão lida com as consequências de um sismo de magnitude 7,6 na escala de Richter - que atingiu o país no primeiro dia de 2024 - e face ao franco suíço.  

Petróleo estabiliza após subida devido a situação no Mar Vermelho

Os preços do petróleo seguem estáveis depois de terem chegado a subir mais de 1,5% devido à instabilidade no Mar Vermelho.

O Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, para entrega em março, chegou a subir 1,8% cotando-se nos 78,43 dólares por barril, enquanto West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, com entrega para fevereiro, chegou a aumentar 1,62% para 72,81 dólares por barril.

Entretanto os preços aliviaram e o barril de Brent sobe agora 0,29%, para os 77,26 dólares, enquanto o WTI ganha 0,15%, cotando nos 71,76 dólares por barril.

Juros agravam-se na Zona Euro com receio de BCE adiar cortes

As "yields" das dívidas soberanas do bloco da moeda única agravaram-se esta terça-feira, pressionados pelos receios crescentes de que o Banco Central Europeu (BCE) adie um alívio nas taxas diretoras perante novas pressões inflacionistas, nomeadamente nos preços do petróleo.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos subiram 7,5 pontos base, para os 2,671%, enquanto no país vizinho o incremento cifrou-se em 4,5 pontos, para os 3,015%.

A "yield" das "bunds" alemãs, referência para o mercado, subiu 4,5 pontos base, fixando-se em 2,064%.

Já os juros da dívida italiana avançaram apenas 2,4 pontos, para os 3,704%.

Europa arranca 2024 sem rumo definido

As bolsas europeias iniciaram 2024 sem uma tendência definida. Os setores automóvel, da banca, das telecomunicações e energético viveram um dia positivo, mas as tecnológicas e o setor do retalho sofreram perdas.

O Stoxx600, "benchmark" europeu, cedeu 0,11%, para os 478,51 pontos, uma tendência negativa que também se verificou em Paris, onde o Cac-40 perdeu 0,16%, Londres, onde o FTSE caiu 0,15%, e Amesterdão, com o AEX a recuar 0,47%.

Já o espanhol Ibex-35 avançou 0,79%, o alemão DAX-30 subiu 0,11% e o italiano FTSEMib ganhou 0,57%.

Lisboa liderou os ganhos com uma subida de 0,90%.

Entre os movimentos do dia destacou-se a Maersk, após ter suspendido o tráfego dos seus navios no Mar Vermelho após uma das suas embarcações ter sido alvo de um ataque por rebeldes Houthis.

Já a tecnológica ASML caiu após a Bloomberg ter noticiado que a empresa cancelou o envio de alguns dos seus aparelhos para a China a pedido de Washington.

"As bolsas europeias deverão começar a focar-se nos dados da inflação no final da semana, sendo esperado que seja confirmado o rápido abrandamento na subida dos preços", indicou Joachim Klement, da Liberum, em declarações à Bloomberg.

"Isto poderá dar suporte às ações esta semana uma vez que o 'rally' tem sido principalmente alimentado pelas esperanças de cortes nas taxas diretoras rapidamente", concluiu.

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