Europa encerra sem rumo e fecha pior semana desde agosto. Siemens Energy cai mais de 10%
Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta sexta-feira.
- 1
- ...
Europa encerra sem rumo e fecha pior semana desde agosto. Siemens Energy cai mais de 10%
As principais praças europeias encerraram uma sessão extremamente volátil sem rumo, com o Stoxx 600 a registar o seu pior desempenho semanal desde agosto, numa altura em que os investidores encontram-se divididos entre uma possível sobrevalorização das ações tecnológicas e um maior otimismo em torno de um novo corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
O "benchmark" europeu encerrou a sessão a perder 0,33%, trazendo o seu saldo negativo semanal para os 2,2%. O índice chegou a perder cerca de 1% esta manhã, mas conseguiu recuperar o fôlego, depois de o presidente da Fed de Nova Iorque ter indicado que não se oporia a um alívio nas taxas de juro em dezembro, afirmando que um corte não põe em risco a meta para a inflação.
As ações de energia e tecnologia registaram o pior desempenho entre os vários setores que compõe o Stoxx 600, com o primeiro a ser claramente pressionado pela queda abrupta da Siemens Energy em bolsa. A empresa afundou 10,08% para 100,80 euros, mesmo depois de a empresa a ter anunciado o seu maior programa de recompra de ações de sempre, com os investidores a aproveitarem as valorizações mais recentes para procederam com a tomada de mais-valias.
Apesar de a Nvidia ter apresentado resultados estelares na quarta-feira, os investidores parecem ainda estar com dúvidas em torno de um possível bolha nas ações ligadas à inteligência artificial (IA). "Estou a ponderar quanto disto é realmente uma redução saudável da exposição ao risco, em vez de um 'estamos numa bolha de IA e ela vai implodir', explica Sophie Huynh, gestora de carteiras da BNP Paribas Asset Management, à Bloomberg.
Os investidores estão ainda a avaliar as negociações para acabar com o conflito na Ucrânia, com os EUA a servirem de principal mediador. Na quinta-feira, Washington apresentou um plano de 28 pontos a Kiev, que já terá sido discutido com os russos, mas que ultrapassa várias das linhas vermelhas que o Presidente ucraniano tem estabelecido. Já esta sexta-feira, Volodymyr Zelensky disse que o país enfrenta uma decisão difícil: "perder dignidade ou potencialmente perder um aliados", referindo-se aos EUA.
Entre as principais movimentações de mercado, a Ubisoft Entertainment avançou 3,87% para 7,03 euros, após a empresa ter registado encomendas superiores ao esperado na primeira metade do seu ano fiscal de 2025/2026. Ao todo foram quase 491 milhões de euros, o que representa um crescimento de 39%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recuou 0,8%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,6%, enquanto o neerlandês AEX caiu 0,88% e o espanhol IBEX 35 decresceu 1,04%. Já o francês CAC-40 ganhou 0,02% e o britânico FTSE 100 acelerou 0,13%.
Juros aliviam na Zona Euro com perspetiva de novo corte nos EUA
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão com alívios, num dia em que as principais praças da região dividiram-se entre ganhos e perdas. Este movimento acontece numa altura em que os mercado voltam a considerar um corte nas taxas de juro norte-americanas em dezembro, após várias sessões de incerteza.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a Zona Euro, recuaram 1,3 pontos base para 2,701%, enquanto a "yield" das obrigações francesas cederam 1,6 ponto para 3,471%. Por Itália, os juros com a mesma maturidade seguiram a mesma tendência, deslizando 1,4 pontos para 3,457%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa e os da espanhola aliviaram em 1,6 pontos base para 3,035% e para 3,207%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, a "yield" das "Gilts" britânicas recuaram 3,9 pontos base, tendo já recuperado totalmente dos ganhos que registaram na quarta-feira, data em que aceleraram quase 5 pontos.
Fed não consegue abalar dólar. Iene em recuperação
O dólar está a conseguir permanecer à tona face ao euro esta sexta-feira, numa altura em que os investidores voltam a considerar a possibilidade de um corte nas taxas de juro em dezembro. A divisa norte-americana prepara-se mesmo para fechar a melhor semana em um mês e meio, apesar de o iene e da libra encontrarem-se em modo de recuperação.
A esta hora, o euro recua 0,22% para 1,1504 dólares, enquanto a libra avança 0,18% para 1,3097 dólares. Já a "nota verde" cede 0,58% para 156,55 ienes, após a ministra japonesa das Finanças, Satsuki Katayama, ter admitido a possibilidade de uma intervenção para diminuir a grande volatilidade e movimentos especulativos no mercado cambial.
"O aviso emitido durante a noite pelo governo japonês foi certamente um passo em frente em relação ao que temos visto recentemente", explicou Lee Hardman, economista sénior do MUFG, à Reuters. "Isso está a ajudar a dar mais apoio ao iene no curto prazo", adiciona. Desde que Sanae Takaichi assumiu as rédeas do país, o iene já caiu cerca de 6%, numa altura em que o Governo prepara-se para avançar com um pacote de estímulos avaliado em 21,3 biliões de ienes (cerca de 120 mil milhões de euros).
Do lado da libra, apesar da recuperação nas últimas duas sessões, a divisa prepara-se para fechar a semana com um saldo negativo de 0,7%. A moeda britânica enfrentou uma queda abrupta a meio da semana, quando novos dados indicaram que a inflação caiu pela primeira vez em sete meses em outubro - abrindo espaço para o Banco de Inglaterra cortar nas taxas de juro na próxima reunião.
Ouro ganha ligeiramente com novo corte nos juros no horizonte
O ouro chegou a cair mais de 1% esta sexta-feira, mas, entretanto, passou a ganhos ligeiros, depois de o Presidente da Reserva Federal (Fed) de Nova Iorque ter demonstrado o seu apoio a um corte nas taxas de juro no curto prazo. O mercado de "swaps" vê, agora, uma probabilidade superior a 70% de o banco central avançar com um novo alívio em dezembro - bastante acima do valor registado no arranque do dia.
A esta hora, o metal precioso ganha 0,13% para 4.083,65 dólares por onça. Para Jim Wyckoff, analista Jim Wyckoff, os comentários "são definitivamente favoráveis" a uma flexibilização monetária, o que acabou por dar "aos otimistas do mercado do ouro algum combustível positivo", afirma à Reuters.
Apesar de os investidores estarem mais otimistas em torno da Fed, as atenções esta sexta-feira parecem estar todas viradas para o mercado acionista, depois da queda abrupta em Wall Street registada na sessão anterior. "Com o mercado de ações em recuperação forte hoje, há uma pressão negativa sobre o ouro, devido ao aumento do apetite pelo risco no mercado", adiciona Wyckoff.
Petróleo cai quase 2% após Washington apresentar plano a Kiev
Os preços do petróleo estão a desvalorizar quase 2%, registando perdas pela terceira sessão consecutiva, numa altura em que os investidores continuam a digerir os avanços dos EUA para acabar com o conflito entre Ucrânia e Rússia. Caso a guerra termine, antecipa-se que Moscovo poderia voltar a comercializar o seu crude sem restrições, o que acabaria por encher ainda mais um mercado que já se prepara para um excedente em 2016.
A esta hora, o Brent, que serve de referência para a Europa, está a cair 1,56% para 62,38 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, está a perder 1,90% para 57,88 dólares por barril. Os dois "benchmarks" devem encerrar a semana com perdas de cerca de 3%, apagando completamente os ganhos da semana anterior.
"Com as notícias das negociações a surgirem precisamente no momento em que as sanções dos EUA às duas maiores empresas petrolíferas russas entram em vigor, os mercados petrolíferos viram algum alívio nos riscos para o abastecimento de crude russo", explica Jim Reid, diretor-geral do Deutsche Bank, à Reuters.
Embora um acordo de paz ainda esteja longe de ser alcançado, Washington entregou na quinta-feira um plano de 28 pontos para resolver o conflito que dura há mais de três anos. A proposta ultrapassa linhas vermelhas de Kiev e, já esta sexta-feira, o Presidente ucraniano disse que o país enfrenta uma decisão difícil: "perder dignidade ou potencialmente perder um aliados", referindo-se aos EUA.
Wall Street em recuperação ligeira após sessão de grande volatilidade
Após uma sessão bastante volátil, que acabou com o Nasdaq Composite a cair mais de 2%, os principais índices norte-americanos arrancaram a derradeira sessão da semana em modo de recuperação. Os investidores estão bastante mais otimistas em torno de um possível corte nas taxas de juro em dezembro, depois de o presidente da Reserva Federal (Fed) de Nova Iorque ter indicado que o banco central pode avançar com um alívio "no curto prazo", sem colocar a meta da inflação em risco.
A esta hora, o S&P 500 avança 0,23% para 6.553,51 pontos, enquanto o industrial Dow Jones ganha 0,09% para 45.794,84 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,18% para 22.118,51 pontos. A sessão de quinta-feira ainda arrancou com os três principais índices em alta, impulsionados pelos bons resultados da Nvidia, mas rapidamente o sentimento mudou, após comentários da presidente da Fed de Cleveland, que vê taxas mais baixas como uma ameaça à estabilidade financeira.
Numa nova reviravolta, o mercado de "swaps" vê agora uma probabilidade superior a 74% da autoridade monetária dos EUA aliviar a política monetária pela terceira vez este ano - um valor que está claramente em contraste com os 37% do início do dia. "Ainda há expectativas de que o ciclo de redução das taxas continue, seja em dezembro ou no início do próximo ano", explica John Campbell, analista da Allspring Global Investments, à Reuters. Pelo menos mais quatro membros da Fed vão discursar esta sexta-feira.
O banco central tem a difícil tarefa em mãos de decidir o que fazer à política monetária sem grandes dados económicos para analisar. O "shutdown" impediu a divulgação dos mesmos e, agora, a entidade responsável pelas estatísticas do emprego já anunciou que não vai lançar os dados da criação de emprego relativos a novembro. Os de dezembro chegam já depois da reunião.
Após ter registado uma sessão extremamente volátil, fechando com quedas superiores a 3%, a Nvidia continua no vermelho e cai 1,82% para 177,36 dólares. A gigante dos chips apresentou resultados ao mercado na quarta-feira que conseguiram abafar as preocupações em torno da sustentabilidade do "rally" das ações de inteligência artificial, numa altura em que os investidores têm avaliado uma possível bolha nos títulos do setor.
Entre as principais movimentações de mercado, a Gap acelera 7,29% para 24,71 dólares, após a empresa ter registado um crescimento nas vendas superior ao antecipado, crescendo 3% para 3,94 mil milhões de dólares. Já a Intuit ganha 4,79% para 668 dólares, depois de ter projetado um aumento nas receitas de 14% a 15% no seu segundo trimestre fiscal, com fim a 31 de janeiro - valor que fica acima das expectativas de 12,8%.
Euribor volta a descer a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira, pela segunda sessão consecutiva.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,047%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,123%) e a 12 meses (2,220%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,123%, menos 0,011 pontos que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou, ao ser fixada em 2,220%, menos 0,001 pontos.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje para 2,047%, menos 0,007 pontos do que na quinta-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.
A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.
Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
"Sell-off" alastra-se às bolsas europeias. Tecnológicas perdem 2%
As bolsas europeias estão pintadas de vermelho, numa altura em que mais um "sell-off" atinge os mercados acionistas por todo o mundo, em parte devido aos receios com uma bolha na inteligência artificial e sobreavaliação das ações e, por outro, devido à decisão da Reserva Federal em relação às taxas de juro na reunião de dezembro.
O Stoxx 600, de referência para o bloco europeu, chegou a cair mais de 1%, mas cede a esta hora 0,52% para 561 pontos, a caminho da maior queda semanal desde abril - altura em que Donald Trump impôs as chamadas tarifas recíprocas, que afundou os mercados mundiais. Entre os 20 setores que compõem o "benchmark", os setores de petróleo e gás e o das tecnologias são os que mais perdem esta manhã, com quedas de 2,4% e 2%, respetivamente.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX desce 0,69%, o espanhol IBEX 35 recua 0,57%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,44% e o francês CAC-40 perde 0,51%. Já o britânico FTSE 100 cede 0,42% e o neerlandês AEX tomba 1,41%.
Os resultados da norte-americana Nvidia conseguiram animar os mercados, levando a que as bolsas americanas e europeias arrancassem em alta, mas foi sol de pouca dura. Os dados do mercado laboral norte-americano, ontem divulgados, atiraram as apostas do mercado num corte de juros para o chão, levando a que a tendência invertesse até à sessão de hoje.
Ainda assim, os analistas dizem tratar-se de uma "atitude defensiva" dos investidores e de "uma correção saudável" que pode continuar até o início da próxima semana, acreditando ainda que até ao final do ano a recuperação irá voltar.
Guillermo Hernandez Sampere, da gestora de ativos MPPM, disse à Bloomberg que a reação do mercado mostrou que o ceticismo sobre o estado atual do mercado de trabalho dos EUA decorre da insuficiência de dados após a paralisação do governo atrasar a publicação dos relatórios. Até que haja uma perspetiva mais clara sobre o que vai a Reserva Federal decidir em dezembro, o mercado pode enfrentar novas quedas.
Durante a instabilidade instalada no mercado, as ações europeias perderam força, pressionadas por preocupações com a sustentabilidade do "boom" dos investimentos em IA, dizem estrategas do Bank of America, citados pela Reuters.
Entre os principais movimentos empresariais, as tecnológicas Siemens Energy cede mais de 9% e a Schneider Electric derrapa quase 3%.
Juros aliviam com investidores a correrem para as obrigações
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar esta sexta-feira, numa altura em que o "sell-off" mundial nas ações está a levar a que os investidores recorram às obrigações como um ativo-refúgio. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, discursará hoje no Congresso Bancário Europeu de Frankfurt, ao qual os investidores estarão atentos.
A rendibilidade das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para o bloco, descem 2,5 pontos-base para 2,690%, enquanto as juros da dívida francesa aliviam 2,3 pontos para 3,465%. Em Itália, a "yield" da dívida cai 2,4 pontos-base para 3,448%, no dia em que a Moody's atualiza a classificação da dívida do país, após o fecho dos mercados europeus.
Na Península Ibérica, as quedas são semelhantes: os juros da dívida portuguesa recuam 2,5 pontos-base para 3,026% e a rendibilidade da dívida espanhola cede 2,3 pontos para 3,2%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas perdem 3,4 pontos-base para 4,549%.
Dólar a caminho de melhor semana no último mês
A moeda norte-americana cede esta sexta-feira mas segura os ganhos semanais face às divisas rivais, beneficiando da crescente convicção de que as taxas de juro nos EUA não serão reduzidas pela Fed na reunião de dezembro. O índice do dólar da Bloomberg cede 0,1%, apagando os ganhos da véspera, mas acumula uma subida de 0,8% na semana, o melhor desempenho desde 10 de outubro.
"O dólar continua a mostra ajustamentos incrementais às apostas num corte das taxas de juro em dezembro, mas a trajetória da política monetária ainda é de alívio, pelo que a força do dólar continua sob pressão", referem os analistas do Malayan Banking Bhd numa nota aos clientes citada pela Bloomberg.
Nesta altura, o euro segue inalterado face à rival dos EUA, nos 1,153 dólares, mas cede 0,47% em relação à divisa nipónica, para os 180,71 ienes, após a primeira-ministra japonesa ter anunciado um pacote de estímulos.
Ouro cede e prata tomba mais de 2% para menos de 50 dólares
O preço do ouro está a recuar 0,85% esta sexta-feira para os 4.042,68 dólares por onça, pressionado pela crescente convicção de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana irá manter as taxas federais na próxima reunião, em dezembro.
O mercado vê como cada vez mais improvável uma nova descida nas taxas de juro dos EUA depois de os dados revelados ontem sobre a criação de emprego em setembro ter superado as estimativas.
Acresce que as atas da última reunião da Fed, em outubro, divulgadas quarta-feira mostraram que muitos dos membros da Reserva Federal se inclinam para a manutenção das taxas nos atuais níveis.
Ainda assim, o metal amarelo acumula um ganho de 55% desde o início do ano, a caminho do melhor desempenho anual desde 1979.
Nos outros metais preciosos, o destaque vai para a queda de 2,47% na prata, para os 49,4249 dólares por onça, perdendo o suporte dos 50 dólares. A platina, por seu turno, cede 0,28%, negociando nos 1.513,92 dólares por onça, enquanto o paládio recua 0,49%, até aos 1.374,35 dólares por onça.
Petróleo cai após Zelensky concordar discutir com Trump plano de paz dos EUA para a Ucrânia
O petróleo está esta sexta-feira a cair, depois de o presidente ucraniano ter concordado em discutir o plano de paz delineado pelos EUA e a Rússia. Volodymyr Zelensky espera falar com o homólogo norte-americano, Donald Trump, nos próximos dias sobre as propostas, embora algumas das disposições tenham sido consideradas "inaceitáveis" pela Ucrânia anteriormente.
O Brent, que serve de referência para Portugal, está a cair 1,78% para 62,25 dólares por barril, sendo esta a terceira sessão consecutiva de perdas. No mesmo sentido, o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, está perder 2,05% para 57,79 dólares por barril.
Entre as propostas que fazem parte do plano norte-americano para a Ucrânia está a cedência de território por parte da Ucrânia, no leste do Donbass, e a remoção de sanções contra a Rússia. O plano de 28 pontos prevê ainda a interrupção das investigações de crimes de guerra, a redução para metade das forças armadas ucranianas e a rejeição de armas de longo alcance.
Caso o acordo de paz avance e as sanções sejam removidas, o mercado petrolífero será beneficiado com mais oferta russa, numa altura em que se prevê já um grande excedente para o próximo ano. Tal acontece porque a OPEP+ e outros produtores, sobretudo americanos, aumentaram a produção.
Esta sexta-feira, entram ainda em vigor sanções contra dois gigantes petrolíferos russos, a Rosneft e a Lukoil, devido à "recusa de Putin em parar esta guerra insensata" contra a Ucrânia. As sanções contra essas empresas russas podem deixar, segundo os analistas, "quase 48 milhões" de barris de petróleo retidos no mar.
Bitcoin cai até mínimos de abril abaixo dos 86 mil dólares
As criptomoedas sofrem fortes quedas esta sexta-feira, acompanhando o movimento de fuga ao risco por parte dos investidores, que levou as praças asiáticas a pesadas perdas.
A bitcoin chegou a perder 2,42%, negociando nos 85.091,89 dólares, mínimo desde abril, enquanto a ether sofreu um tombo de mais de 5%, para os 2.684,31 dólares, o valor mais baixo desde julho. Estes dois criptoativos encaminham-se para perdas semanais em torno dos 8%.
"Se [isto] está a contar uma história sobre o sentimento de risco como um todo, então as coisas podem começar a ficar mesmo muito feias e essa é a preocupação agora", refere Tony Sycamore, analista da IG, citado pela Reuters.
O valor global do mercado de todas as criptomoedas encolheu em cerca de 1,2 biliões de dólares nas últimas seis semanas, segundo dados da CoinGecko.
Ações mundiais encaminham-se para pior semana desde abril. Ásia afunda
O índice que agrega as ações mundiais está a caminho de fechar a pior semana em sete meses - desde abril, mês das tarifas dos EUA que abalaram os mercados -, com o índice MSCI All Country World a desvalorizar 3% no acumulado da semana.
Em causa estão, mais uma vez, a ideia de que as ações de tecnologia continuam sobreavaliadas e ainda a rentabilidade dos investimentos empresariais em inteligência artificial. A perspetiva prevalece, mesmo depois de a Nvidia, a maior cotada do mundo, ter apresentado resultados que indicam o contrário, que por algumas horas trouxe algum alívio ao mercado.
No entanto, os dados do emprego dos EUA de setembro, há muito aguardados pelo mercado, vieram abalar os mercados. Embora já antigos, demonstraram um mercado laboral mais sólido do que antecipado, contrariando os relatórios privados. A economia norte-americana adicionou o dobro dos postos de trabalho do que era antecipado, apesar de a taxa de desemprego no país ter crescido para 4,4%.
“O mercado esteve sob pressão esta semana, à medida que o sentimento dos investidores esfriou devido às crescentes dúvidas sobre a sustentabilidade do 'boom' da inteligência artificial”, escreveu Charlotte Daughtrey, da Federated Hermes, à Bloomberg. “Embora a volatilidade tenha aumentado, a maioria dos analistas vê o recuo como um movimento corretivo, e não como o início de uma recessão prolongada”, acrescentou.
Neste momento, o mercado de "swaps" vê uma probabilidade de apenas 40% da Reserva Federal cortar as taxas de juro na próxima reunião, ainda depois do tom cauteloso em relação à inflação por parte de responsáveis da Fed.
Neste contexto, os ativos de risco seguem pressionados. No Japão, o Nikkei 225 afundou 2,4% para 48.625,88 pontos e o Topix desceu 0,056% para 3.297,73 pontos, ajudado pelo anúncio do novo pacote de estímulos do Governo japonês.
Além disso, novos dados mostraram que os preços ao consumidor no Japão subiram 3% em outubro, mantendo vivas as expectativas de um aumento das taxas de juros em breve. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que o banco central vai debater a "viabilidade e o momento" de uma subida das taxas em reuniões futuras.
O sul coreano Kospi mergulhou 3,79% para 3.853,26 pontos e, na China, o Shanghai Composite derrapou 2,45% para 3.834,89 pontos e o Hang Seng, em Hong Kong, cedeu 2,11% para 25.291,71 pontos. Já o Taiex, em Taiwan, perdeu 3,61% para 26.434,94 pontos.
Os mercados europeus também se preparam para uma abertura em forte queda, com os futuros do Euro Stoxx 50 a recuarem 1,6%. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, discursa no 35.º Congresso da Banca Europeia, que tem lugar em Frankfurt (Alemanha), ao qual os investidores vão estar atentos.
"Não há dúvida de que o setor de tecnologia dos EUA apresenta muitas características de bolha, mas isso não significa que os preços vão necessariamente estourar", disse Diana Mousina, vice-economista-chefe da AMP, à Reuters. "A bolha pode apenas esvaziar-se um pouco", explicou, acrescentando ainda que "as ações norte-americanas geralmente têm um bom desempenho em novembro e dezembro devido à sazonalidade, (portanto) as ações devem ter um melhor final de ano."
Últimos eventos
Últimos eventosMais lidas