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Ao minuto18.07.2022

Europa atinge máximos de um mês, petróleo escala mais de 4% e juros de Itália acalmam com "rebelião"

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.

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18.07.2022

Ações europeias atingem máximos de um mês

As ações europeias valorizaram esta segunda-feira para o nível mais elevado num mês, com os investidores a refrearem os receios de recessão. Esta semana e na próxima, o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal dos EUA (Fed) vão ter reuniões de política monetária, sendo esperadas subidas dos juros de referência em ambos os casos.

As ações dos bancos centrais para travar a inflação têm gerado receios face aos efeitos secundários na desaceleração da economia. Mas com a época de resultados trimestrais a decorrer já a nível internacional, os investidores estão a tentar avaliar o impacto destes riscos.

Os analistas "ainda estão longe de ter incorporado uma desaceleração económica significativa nas estimativas de resultados", de acordo com Ulrich Urbahn, head of multi-asset strategy and research da Berenberg, citado pela Bloomberg. "Com a época de divulgações a decorrer, é provável que haja algum ajustamento em baixa."

O europeu Stoxx 600, que agrega as maiores empresas do continente, subiu 0,9%, impulsionado pelas mineiras e energéticas. Já o italiano FTSE MIB avançou 1,1%, apesar da instabilidade política que se vive no país, após o pedido de demissão do primeiro-ministro Mario Draghi ter sido rejeitado pelo presidente Sergio Mattarella.

18.07.2022

Ouro continua a valorizar após mínimos de 11 meses

O ouro está a valorizar, após ter caído para mínimos de 11 meses, impulsionado por uma ligeira descida do dólar à medida que os investidores afastam a hipótese de um aumento das taxas de juro mais agressivo por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed).

O "metal amarelo" segue a somar 0,18% para 1.711,21 dólares por onça, enquanto a platina valoriza 2,64% para 873,81 dólares por onça e o paládio cresce 1,13% para 1.851,03 dólares por onça.

No entanto, apesar do ligeiro alívio nas quedas registado na sessão desta segunda-feira, "os preços do ouro continuam a negociar com uma tendência decrescente", considera Yeap Jun Rong, analista da IG Asia.

A Fed deverá aumentar as taxas de juro em 75 pontos base na próxima reunião, marcada para o final de julho, e não em 100 pontos base - como se chegou a falar na semana passada. 


18.07.2022

Juros agravam-se na Zona Euro. Yield italiana acalma com "rebelião" no movimento Cinco Estrelas

Os juros das dívidas soberanas agravaram-se na Zona Euro, num dia marcado pelo aumento de apetite no mercado de risco.

Itália foi a grande protagonista da sessão. A yield da dívida romana a dez anos terminou o dia estável, tendo subido "apenas" 1,7 pontos base para 3,273%. O "spread" face aos juros da dívida alemã fixou-se em 205,8 pontos base.

Os juros das obrigações italianas avançaram depois da notícia de que alguns membros do movimento Cinco Estrelas decidiram à última hora trabalhar para manter Mario Draghi no cargo de primeiro-ministro, à revelia do líder do partido, Giuseppe Conte.

Durante a sessão, a yield da dívida italiana chegou a escalar 10 pontos base, com o "spread" face aos juros da dívida alemã a renovar máximos de mais de um mês, ao tocar em 235 pontos base.

Por sua vez, os juros das bunds alemãs a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro - agravaram-se em 8,3 pontos base para 1,207%.

Na Península Ibérica, a yield da dívida nacional a dez anos somou 5,5 pontos base para 2,347%. Desde o passado dia 29 de abril que está acima de 2%.

Já os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade adicionaram 6 pontos base para 2,433%, voltando assim mais uma vez a ficar acima da yield nacional.

18.07.2022

Nervosismo em torno de oferta russa de gás e queda do dólar catapultam petróleo

Depois dos máximos, os preços do petróleo tombaram um máximo de 17,5% esta quarta-feira.

Os preços do "ouro negro" seguem em terreno positivo, a disparar mais de 4%, impulsionados pelo aumento dos receios em torno das exportações russas de gás e pela depreciação do dólar – o que está a ofuscar os temores quanto a uma possível recessão e quanto a uma menor procura da China devido aos lockdowns.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 4,36% no contrato de setembro para 105,57 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 4,10% para 101,59 dólares por barril.

 

A estatal russa Gazpron aplicou a cláusula de força maior sobre as vendas de gás à Europa para pelo menos um grande cliente, segundo uma carta a que a Reuters teve acesso – o que poderá agravar a crise de fornecimento pela qual o Velho Continente está a passar.

 

"O Brent irá encontrar suporte adicional se a Rússia não retomar os fluxos de gás via Alemanha depois de ter encerrado o gasoduto Nord Stream 1 para manutenção", comentou Jeffrey Halley, analista do Oanda, numa análise a que o Negócios teve acesso.

 

Está previsto que a Rússia retome as exportações de gás natural através do gasoduto Nord Stream 1 nesta quinta-feira, mas na véspera a União Europeia vai apresentar um plano de contingência para o caso de Moscovo decidir que este vai continuar encerrado.

 

Por outro lado, a correção do dólar neste arranque de semana também está a sustentar as cotações do crude.

 

O facto de o dólar estar agora a ceder terreno ajuda assim à tendência de subida da matéria-prima, uma vez que os ativos denominados na nota verde, como é o caso do petróleo, ficam mais atrativos para quem negoceia com outras moedas.

18.07.2022

Euro soma 1% e renova máximos de uma semana contra o dólar

O índice do dólar da Bloomberg - que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais - perde 1,05% para 106,93 pontos renovando mínimos de uma semana.

O "green cash" está a ser pressionado pela esperança do mercado de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) possa adotar uma política monetária restritiva menos agressiva no combate à inflação.

Por sua vez o euro está em máximos de sete dias contra o dólar, estando a valorizar 1,01% para 1,0182 dólares.

Este movimento acontece dias antes da reunião do conselho do Banco Central Europeu (BCE) que irá subir as taxas de juro diretoras pela primeira vez em mais de dez anos.

18.07.2022

Esperança sobre a Fed pinta Wall Street de verde. Goldman Sachs sobe 4%

A escalada do conflito armado na Ucrânia e a inflação fora de controlo arrastaram os mercados e a confiança dos empresários.

Wall Street arrancou a sessão no verde, numa altura em que surge a possibilidade de a Reserva Federal norte-americana (Fed) adotar uma política monetária restritiva mais comedida que o esperado.

O industrial Dow Jones soma 1,05% para 31.611,98 pontos, enquanto o Standard Poor's 500 (S&P 500) ganha 0,81% para 3.894,12 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite cresce 1,19% para 11.589,16 pontos.

Entre os principais movimentos de mercado, destaca-se a subida de 4,04% das ações do Goldman Sachs.

O banco de investimento reportou um lucro de 2,9 mil milhões de dólares, 7,73 dólares por ação, no segundo trimestre, superando as estimativas dos analistas que apontavam para os 6,61 dólares por título. Já a receita caiu 23% em termos homólogos para 11,9 mil milhões de dólares. No entanto, ficou acima do consenso das previsões dos especialistas que apontavam para 10,7 mil milhões de dólares.

O mercado está, segundo a Reuters, a apostar para que a Fed suba as taxas de juro diretoras em 75 pontos base na próxima semana, uma revisão em baixa face aos 100 pontos base apontados anteriormente.

"Não acreditamos que os bancos centrais sejam capazes de elevar as taxas de juro na medida em esperavam, devido ao crescimento económico moderado", comentou Steve Ellis, CIO da Fidelity International, em declarações à Reuters.

18.07.2022

Europa no verde. Matérias-primas, petróleo e gás lideram

As principais praças europeias estão a negociar com ganhos, numa semana marcada pela subida das taxas de juro por parte do BCE, esta quinta-feira. Nesta semana várias empresas divulgam resultados relativos ao segundo trimestre do ano.

O índice de referência do Velho Continente, Stoxx 600, valoriza 1,17% para 418,63 pontos, com todos os setores em terreno positivo. A registar os maiores ganhos estão a banca, matérias-primas e petróleo e gás, com ganhos acima de 2%.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax ganha 1,12%, o francês CAC-40 valoriza 1,35% e o britânico FTSE 100 sobe 1,22%.Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 1,68%, ao passo que o PSI sobe 1,06%.

O espanhol IBEX 35 é o que menos ganha, 0,79%, numa altura em que o país se prepara para apresentar uma taxa extraordinária sobre os lucros da banca. Já o índice milanês FTSEMIB valoriza 0,95%, a aguardar as declarações do primeiro-ministro Mario Draghi no parlamento esta quarta-feira, depois do líder do governo ter apresentado a demissão na quinta-feira passada.

Os analistas do mercado de ações "estão longe de deixar de ponderar uma desaceleração económica nas suas estimativas de resultados", adianta Ulrich Urbahn, analista da Berenberg, à Bloomberg. "Com a revelação das contas do segundo trimestre a decorrer agora, há uma grande probabilidade de existirem alguns ajustamentos das expectativas em baixa", explica ainda. Hoje é a vez da IBM, o Bank of America e o Goldman Sachs.

18.07.2022

Euro regista ganhos face ao dólar

Em julho e em setembro, o BCE vai subir juros, o que já está a ser incorporado com investidores a pedirem prémios superiores no financiamento.

O euro está a registar ganhos face ao dólar, depois de na sexta-feira terem sido divulgados dados que davam conta de um declínio nas expectativas da inflação nos Estados Unidos. Os investidores estão também de olhos postos na moeda única europeia, já que esta quinta-feira o Banco Central Europeu vai subir as taxas de juro em 25 pontos base.


O euro ganha 0,66% para 1,0147 euros e regista um acréscimo face ao iene (0,18%). Já o dólar perde 0,51% face à libra e 0,44% em relação ao iene.


O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da nota verde contra dez divisas rivais - registou uma queda pelo segundo dia consecutivo e perde 0,63% para 107.383 pontos.

18.07.2022

Juros da divída agravam-se. Itália registou o maior "spread" no espaço de um mês

Os juros das dívidas soberanas estão a agravar-se na Zona Euro, com particular destaque para Itália, que tem vivido dias turbulentos depois do primeiro-ministro Mario Draghi ter apresentado a demissão, que acabou por não ser aceite pelo presidente. O apelidado "super Mario" vai falar no parlamento esta quarta-feira.


Os juros da dívida italiana estão a subir 5,5 pontos base para 3,311%, depois de já terem registado um agravamento de 10 pontos base na manhã desta segunda-feira e de ter sido registado o maior "spread" em mais de um mês face à yield das "bunds" alemãs, de 235 pontos base.

Até agora, vários economistas e analistas indicam que o BCE tinha determinado que o "spread" entre a dívida a 10 anos de Itália e da Alemanha não poderia exceder os 250 pontos base. A partir desse ponto, referem, o BCE interviria no mercado. Aliías,  a reunião de emergência do Conselho dos Governadores do BCE que decorreu há um mês - e após a qual foi anunciada a aceleração da criação da ferramenta anti-fragmentação - ocorreu exatamente quando o "spread" entre os juros de Itália e Alemanha estava muito próximo dos 250 pontos.

 

A Bloomberg já tinha avançado, citando uma reunião da presidente da autoridade monetária, Christine Lagarde, com os ministros das Finanças  do bloco no Luxemburgo, que "misteriosa" nova ferramenta anti-crise do Banco Central Europeu (BCE) será ativada se a diferença (spread) entre as taxas de juro das dívidas soberanas dos diversos países do bloco excederem determinados limites.

 

A yield das bunds alemãs com a mesma maturidade – referência para o mercado europeu – está a agravar 4,7 pontos base para 1,172%.


Os juros da dívida espanhola a dez anos ganham 5,4 pontos base para 2,268% e é a segunda que mais sobe. Por sua vez, a yield da dívida portuguesa agrava-se 3,9 pontos base para 2,331%.

18.07.2022

Ouro valoriza depois de queda a valores mínimos de 11 meses

O ouro está a valorizar depois de ter descido a mínimos de 11 meses e ter encerrado na passada sexta-feira a quinta semana consecutiva em terreno negativo - o maior número de quedas seguido em quase quatro anos.


O metal amarelo ganha 0,65% para 1.719,25 dólares por onça. Ao passo que a platina soma 1,89% para 867,36 dólares e o paládio cresce 2,60% para 1.877,88 dólares.


"O preço do ouro tem assistido a um ligeiro crescimento na sessão de hoje com um empurrão da perda do dólar, mas os preços continuam a ser negociados com uma tendência negativa", indica Yeap Jun Rong analista da IG Asia à Bloomberg.


Para Yeap Jun Rong, a única forma de existir uma valorização deste metal é uma subida mais agressiva das taxas de juro nos próximos meses, para que o ouro possa ganhar de novo alguma confiança.

18.07.2022

Biden em Riade empurra petróleo para ganhos

Os “stocks” norte-americanos de crude caíram e um importante terminal de exportação de petróleo no Mar Negro está com disrupções.

O petróleo está a negociar com ganhos substanciais esta segunda-feira, numa altura em que os investidores estão a avaliar que conclusão retirar da visita do presidente norte-americano, Joe Biden, ao Médio Oriente, em particular à Arábia Saudita.


De um lado está o sentimento positivo das declarações do homem forte de Biden para o petróleo, Amos Hochstein, que afirmou que "há margem para que se aumente a produção" de crude na região do Golfo Pérsico. Por outro lado, oficiais sauditas indicam que todas as medidas têm de passar pela OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados), que tem a próxima reunião marcada para dia 3 de agosto. No entanto, em ocasiões anteriores, o país já agiu de forma unilateral.


O West Texas Intermediate – negociado em Nova Iorque – ganha 2,24% para 99,78 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, soma 2,32% para 103,51 dólares por barril.


"O sistema de cotas da OPEP+ acaba em setembro, e a atenção vai virar-se para o que vem depois", indica Stephen Innes, analista da SPI Asset Management à Bloomberg. "Eu não ficaria surpreendido de ver alguma coisa planeada no final dos acordos da OPEP de setembro, ou até mais cedo, e isso pode levar aqueles com maior capacidade a aumentarem a sua cota, com Biden declarar assim uma vitória", adiantou ainda.

18.07.2022

Europa atrás da Ásia com mira no verde

A bolsa chinesa acumula queda próxima de 20%, uma descida que figura entre as mais pronunciadas a nível global, em 2022.

Em semana de subida de juros histórica por parte do Banco Central Europeu, em 25 pontos base, os principais índices do Velho Continente estão a apontar para um início de semana em terreno positivo, seguindo a Ásia nesta negociação.


Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 ganham 0,6%.


No continente asiático o primeiro dia da semana foi positivo, depois do governador do banco central chinês, Yi Gang, se ter mostrado disponível para conceder apoio económico às empresas no país. Ainda assim, o mercado acionista da China está a negociar perto dos valores mais baixos em dois anos.


Em Hong Kong, o Hang Seng soma 2,7% e Xangai ganha 1,5%. Na Coreia do Sul, o Kospi sobe 1,8%. No Japão, os dois principais índices estiveram encerrados devido a um feriado.


Esta segunda-feira os investidores vão estar atentos à divulgação da balança comercial de maio em Espanha e Itália. Já nos Estados Unidos continua a divulgação de resultados do segundo trimestre, hoje é a vez da IBM, o Bank of America e o Goldman Sachs.

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