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Europa sobe para máximos de um mês

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta terça-feira.

bolsas, bolsa, mercados
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11 de Abril de 2023 às 17:59
Europa aponta para o verde. Ásia fecha maioritariamente com ganhos

As bolsas europeias apontam para um arranque em terreno positivo, na primeira sessão após os feriados de Páscoa. 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,6%. 

Os investidores conhecem esta semana, na quarta e na quinta-feira, as atas da última reunião de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana e do Banco Central Europeu (BCE), respetivamente. Os relatos vão mostrar o processo de decisão dos governadores, podendo oferecer pistas sobre quais os próximos passos.

Na Ásia, a negociação fechou maioritariamente no verde, com os índices japoneses a verem os maiores avanços, impulsionados pela posição "suave" do novo governador do Banco do JapãoKazuo Ueda, que assumiu este domingo o cargo.

Pela Ásia, na China, Xangai caiu 0,41% e em Hong Kong, o Hang Seng valorizou 0,02%. No Japão, o Topix somou 0,78% enquanto o Nikkei subiu 1,16%. Na Coreia do Sul, o Kospi cresceu 1,40%.

 

Petróleo valoriza com perspetiva de menos "stock". Gás perde
Petróleo valoriza com perspetiva de menos 'stock'. Gás perde

Os preços do petróleo seguem a valorizar, impulsionados pela expectativa de que os níveis de reservas norte-americanas de crude deverão baixar, após o anúncio do corte de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus Aliados (OPEP+).

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 1,02% para 80,55 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, valoriza 0,93% para 84,96 dólares por barril.

A OPEP+ anunciou que vai cortar a produção de petróleo em um milhão de barris por dia a partir de maio, numa altura em que a negociação de crude tem sido marcada pela volatilidade. Ainda em março, o ouro negro caiu para mínimos de 15 meses, arrastado pelas preocupações em torno do setor bancário. Só o anúncio da redução de produção já valeu ao petróleo fortes ganhos.

A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos divulga esta terça-feira as previsões a curto prazo, um momento a que os investidores vão estar atentos. 

A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos divulga esta terça-feira as previsões a curto prazo, um momento a que os investidores vão estar atentos. 

No mercado do gás, os preços seguem a cair. Os contratos do gás negociado em Amesterdão, o TTF, cedem 2% para os 42,25 euros por megawatt-hora.

Ouro segue a valorizar e acima dos dois mil dólares por onça
Ouro segue a valorizar e acima dos dois mil dólares por onça

O ouro segue a valorizar, numa altura em que os investidores aguardam por novos dados da inflação nos Estados Unidos. As autoridades norte-americanas divulgam na quarta-feira como se situou o índice de preços no consumidor em março do outro lado do Atlântico, um indicador que poderá oferecer pistas sobre os próximos passos da Fed no que à política monetária diz respeito.

O ouro valoriza 0,57% para 2.002,75 dólares por onça, a platina soma 0,81% para 1.005,43 dólares, o paládio sobe 1,02% para 1.438,00 dólares e a prata cresce 0,74% para 25,06 dólares.

Na sexta-feira, dia em que as bolsas não negociaram devido à Páscoa, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que a economia norte-americana criou 236 mil empregos em março, abaixo dos 326 mil postos de trabalho gerados em fevereiro, e que a taxa de desemprego desceu dos 3,6% registados em fevereiro para os 3,5%.

A robustez do mercado laboral abre porta a uma nova subida, o que colocou alguma pressão sobre o ouro, uma vez que este não remunera juros. Contudo, o metal amarelo mantém-se a negociar acima dos dois mil dólares por onça.

Euro sobe face ao dólar
Euro sobe face ao dólar

O euro segue a valorizar face à divisa norte-americana, num dia em que os investidores já estão de olho nos dados da inflação de março nos Estados Unidos. 

A moeda única europeia soma 0,40% para 1,0902 dólares. 

O dólar segue assim a perder um dia antes de ser conhecido como se situou o aumento dos preços no consumidor no mês passado e da divulgação das atas da última reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana.

A manter-se elevada, uma vez que o mercado laboral continua a dar sinais de robustez, é mais um indicador que aponta para que o banco central opte por uma nova subida das taxas de juro.

Juros agravam-se na Zona Euro com maior apetite dos investidores pelo risco
Juros agravam-se na Zona Euro com maior apetite dos investidores pelo risco

Os juros seguem a agravar-se na Zona Euro, num dia em que as bolsas europeias negoceiam com ganhos após o regresso de uns dias de pausa a propósito da Páscoa. A subida dos juros mostram uma menor aposta nas obrigações, que são vistas como um ativo mais seguro, o que indica um maior apetite pelo risco. 

A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, aumentam 4,8 pontos base para 2,227% e os juros da dívida pública italiana somam 5,7 pontos base para 4,079%. 

Os juros da dívida portuguesa com a mesma maturidade crescem 5,2 pontos base para 3,080%, os juros da dívida francesa agravam-se 4,6 pontos base para 2,743% e os juros da dívida espanhola sobem 4,8 pontos base para 3,271%.

Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica aumentam 5,8 pontos base para 3,482%.

Ganhos dominam praças europeias no regresso da Páscoa
Ganhos dominam praças europeias no regresso da Páscoa

As bolsas europeias abriram maioritariamente no verde na primeira sessão após uma pausa de quatro dias pela Páscoa. Os investidores tentam antecipar quais os próximos passos dos bancos centrais em termos de política monetária, com a expectativa de que muitos devem estar perto do pico ou até de finalizar as subidas das taxas de juro.

O Stoxx 600, referência para a região, soma 0,56% para 461,49 pontos, com praticamente todos os setores a subirem. Dos 20 que compõem o índice, o dos recursos naturais e o automóvel são os que mais valorizam, 2,27% e 2,05%, respetivamente. Já o dos serviços financeiros perde 0,69% e o das utilities (água, luz e gás) cede 0,15%.

Nas principais praças europeias, o alemão Dax sobe 0,51%, o francês CAC-40 cresce 0,75%, o italiano FTSE Mib valoriza 0,76%, o britânico FTSE 100 avança 0,43% e o Aex, em Amesterdão, soma 0,54%. Apenas o espanhol Ibex 35 arrancou com perdas, estando a ceder 0,22%.

Os investidores estão esta terça-feira a reagir aos dados divulgados na sexta-feira sobre a criação de emprego nos Estados Unidos, uma vez que as bolsas europeias só voltaram a negociar hoje. A economia norte-americana criou 236 mil empregos em março e a taxa de desemprego recuou para os 3,5%, o que mostra que o mercado laboral mantém-se resiliente e amenizou os receios de um abrandamento na maior economia mundial.

Esta quarta-feira, são conhecidos os dados da inflação norte-americana de março e também as atas da última reunião da Fed. Na quinta-feira, é a vez do Banco Central Europeu (BCE) divulgar os relatos do último encontro.

Euribor sobe a três, seis e 12 meses e com prazo mais curto a bater novo máximo
Euribor sobe a três, seis e 12 meses e com prazo mais curto a bater novo máximo

A taxa Euribor subiu hoje a três meses, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira, sendo que no prazo mais curto atingiu um novo máximo desde dezembro de 2008, mantendo-se acima de 3% nos três prazos.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,582%, mais 0,004 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 9 de março.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 3,534% em fevereiro para 3,647% em março, mais 0,113 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 6 de junho, também subiu hoje, para 3,356%, mais 0,017 pontos, contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,461%, verificado também em 9 de março.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,135% em fevereiro para 3,267% em março, mais 0,132 pontos.

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, subiu hoje, ao ser fixada em 3,108%, mais 0,033 pontos do que na quinta-feira e um novo máximo desde dezembro de 2008.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 2,640% em fevereiro para 2,911% em março, ou seja, um acréscimo de 0,271 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na última reunião de política monetária, em 16 de março, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 8 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

Wall Street abre mista à espera da inflação nos EUA
Wall Street abre mista à espera da inflação nos EUA

Wall Street começou hoje a negociar em terreno misto, com os investidores a aguardarem a divulgação de dados da inflação esta quarta-feira que permitirão compreender não só o estado da economia norte-americana, bem como perspetivar a dimensão da subida das taxas de juro pela Reserva Federal dos Estados Unidos.

O S&P 500, índice de referência, sobe 0,02% para 4.109,85 pontos, o industrial Dow Jones soma 0,17% para 33.638,57 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,22% para 12.059,21 pontos.

"O mercado está a dizer que o pico do aperto da política monetária já passou e agora os dados têm de confirmar que essa é a direção para onde caminhamos. Acho que é disso que o mercado está a espera", explicou o analista Keith Buchanan, da Globalt Investments à CNBC.

Ao mesmo tempo, Wall Street está também a entrar numa nova época de resultados, com o JP Morgan, Wells Fargo e Citigroup a mostrarem contas dos primeiros três meses do ano.

"Penso que esta época de resultados vai ser interessante, especialmente com as grandes instituições financeiras e a forma como estão a lidar com as recentes ameaças, dadas (não só) as falências do mês passado", completou.

Ouro sobe à boleia da fraqueza do dólar

O ouro está a valorizar e a negociar acima dos dois mil dólares por onça, numa altura em que o dólar vai desvalorizando, o que dá força ao metal precioso que se encontrado cotado na moeda norte-americana. Os investidores aguardam ainda a divulgação da inflação já esta quarta-feira.

O ouro sobe 0,58% para 2.003,07 dólares por onça.

"Nesta altura do jogo, o mercado não está particularmente preocupado com a possibilidade de mais uma subida de 25 pontos base", começou por explicar o analista Bart Melek, da TD Securities, à Reuters. "O mercado está mais focado num 'pivot' [da Fed] e a assinalar taxas mais baixas à medida que nos aproximamos da segunda metade de 2023", completou.

Espera por dados da inflação leva dólar a queda

O dólar está a desvalorizar, com os investidores à espera de novos dados da inflação, com o objetivo de compreender se os sinais de aumento dos preços estão a recuar e o que significa para as próximas decisões de política monetária da Fed.

O dólar perde 0,45% para 0,9159 euros. O índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais – desce 0,48% para 102,085 pontos.

"Muitos 'traders' estão focados na inflação", começa por afirmar Ed Moya, analista da Oanda, à Reuters. "Toda a gente está a tentar perceber se o processo de desinflação está a acontecer e se isso complica o trabalho da Fed", completa.

Petróleo sobe mais de 1% com inflação nos EUA em foco
Petróleo sobe mais de 1% com inflação nos EUA em foco

Os preços do "ouro negro" estão a subir, sustentados pelo dólar mais fraco e pela expectativa de que a Reserva Federal norte-americana alivie a sua política monetária após os dados da inflação que são reportados esta semana.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, segue a somar 1,74% para 81,13 dólares por barril.

 

Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, ganha 1,26% para 845,24 dólares.

 

O facto de o dólar estar a ceder terreno ajuda à tendência de subida da matéria-prima, uma vez que os ativos denominados na nota verde, como é o caso do petróleo, ficam mais atrativos para quem negoceia com outras moedas.

Juros avançam à boleia do maior apetite pelo risco

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se, com o apetite pelo risco por parte dos investidores a aumentar no primeiro dia de negociação após a pausa da Páscoa.

A subida dos juros mostra uma menor aposta nas obrigações, que são vistas como um ativo mais seguro.

A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, aumentou 12,5 pontos base para 2,304% e os juros da dívida pública italiana somaram 13,9 pontos base para 4,161%.

Por sua vez, os juros da dívida portuguesa com a mesma maturidade cresceram 13,1 pontos base para 3,159%, enquanto os juros da dívida francesa se agravaram 12,6 pontos base para 2,822% e os juros da dívida espanhola subiram 13,1 pontos base para 3,354%.

Europa sobe para máximos de um mês

Os principais índices europeus terminaram o dia em máximos de um mês, depois de uma pausa na negociação devido à Pascoa. Os investidores viram agora as atenções para os bancos centrais, com a possibilidade de o aperto da política monetária estar a chegar ao fim.

O índice de referência da Europa, Stoxx 600, subiu 0,62% para 461,79 pontos - um máximo de 6 de março -, com o setor mineiro a registar a maior subida acima de 3,5%. Já os setores industrial, automóvel e retalho ganharam mais de 1%

Entre os principais movimentos de mercado, a mineira Glencore subiu mais de 3% após ter apresentado uma nova proposta para a compra da Teck Resources. 

Os investidores viram-se agora para os dados da inflação nos Estados Unidos que serão divulgados esta quarta-feira, bem como para os resultados do primeiro trimestre de três grandes bancos nos Estados Unidos esta sexta-feira.

O índice de referência da Europa, Stoxx 600, subiu 0,62% para 461,79 pontos - um máximo de 6 de março -, com o setor mineiro a registar a maior subida acima de 3,5%. Já os setores industrial, automóvel e retalho ganharam mais de 1%

Entre os principais movimentos de mercado, a mineira Glencore subiu mais de 3% após ter apresentado uma nova proposta para a compra da Teck Resources. 

"Muitos investidores parecerem estimar que uma entrada em recessão possa levar a uma maior redução dos resultados, mas acreditamos que o mercado europeu (e, embora em menor dimensão, o mercado norte-americano) já incorporou essa queda no preço das ações", explicou o analista Joachim Klement, da Liberum Capital, à Bloomberg.

Nas principais praças da Europa Ocidental, o alemão Dax subiu 0,37%, o francês CAC-40 cresceu 0,89%, o italiano FTSE Mib valorizou 1,15%, o britânico FTSE 100 avançou 0,57% e o AEX, em Amesterdão, somou 0,46%. Apenas o espanhol IBEX 35 perdeu 0,8%.

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