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Luxo, viagens e tecnológicas levam Europa ao verde

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

bolsas, subida, mercados, Europa
bolsas, subida, mercados, Europa Kai Pfaffenbach/Reuters
18 de Janeiro de 2024 às 17:46
Europa deve abrir ligeiramente em baixa. Ásia mista
Europa deve abrir ligeiramente em baixa. Ásia mista

Os principais índices europeus estão a apontar para uma abertura ligeiramente em baixa, com os investidores a avaliarem a possibilidade de os bancos centrais manterem as taxas de juro em terreno restritivo durante mais tempo do que era esperado.

Em Davos, onde decorre o Fórum Económico Mundial, vários responsáveis de instituições financeiras e de bancos centrais têm alertado que os mercados estão a prever uma descida de juros mais rápida do que aquela que está a ser considerada pelos decisores.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 recuam 0,1%.

Esta quinta-feira o mercado deverá centrar-se na participação da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, num painel e na divulgação das atas da reunião de dezembro do BCE, à procura de pistas sobre quando poderão acontecer os primeiros cortes de juros.

Na Ásia, os principais índices deixaram para trás dois dias de fortes quedas e negoceiam mistos, com pequenos ganhos nas praças chinesas a compensarem as descidas no Japão.

O mercado avalia comentários do primeiro-ministro, Li Qiang, que afastou a possibilidade de mais estímulos à economia chinesa com vista a uma retoma de um crescimento económico robusto. Apesar de o país ter atingido a sua meta de crescimento da economia, que era de 5%, está a viver um período deflacionista que não acontecia desde a crise financeira asiática.

O sentimento dos investidores continua contido, depois de esta quarta-feira terem sido conhecidas a vendas a retalho nos Estados Unidos que aumentaram e vão levando a uma reavaliação das expectativas de cortes de juros pela Fed.

Pela China, o Hang Seng, em Hong Kong, sobe 0,72% e o Shanghai Composite soma 0,43%. No Japão, o Topix cede 0,17% e o Nikkei desliza 0,033%. Na Coreia do Sul, o Kospi avança 0,17%.

Previsões da OPEP de aumento da procura de crude sustentam ganhos do petróleo
Previsões da OPEP de aumento da procura de crude sustentam ganhos do petróleo

Os preços do petróleo estão a negociar em alta, com o mercado ainda a analisar as perspetivas relativamente robustas de procura por esta matéria-prima da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para 2024 e 2025.

Ao mesmo tempo, os investidores vão-se centrando nas disrupções num dos principais estados norte-americanos de produção petrolífera, Dakota do Norte, que por estar a enfrentar uma vaga de frio reduziu a sua produção em 650 a 700 mil barris, menos de metade da produção normal.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, soma 0,98% para 73,27 dólares por barril. Por sua vez, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, sobe 1,37% para 77,22 dólares por barril.

A OPEP, no seu relatório mensal, espera que a procura por crude aumente em 2,25 milhões de barris por dia em 2024 e 1,85 milhões de bpd em 2025.

Por outro lado, as tensões geopolíticas continuam a agravar-se e a centrar atenções, depois de o Paquistão ter disparado misseis contra as milícias baluchi em resposta a uma incursão do Irão em território paquistanês.

Ouro recupera de minímos de cinco semanas. Dólar recua
Ouro recupera de minímos de cinco semanas. Dólar recua

O ouro está a negociar em alta ligeira, depois de esta quarta-feira ter encerrado no valor mais baixo em cinco semanas, pressionado pelos números das vendas a retalho acima do esperado nos Estados Unidos, que estão a levar o mercado a reavaliar o "timing" de cortes de juros pela Fed.

O metal precioso está, esta quinta-feira, a recuperar e sobe 0,24% para 2.010,98 dólares por onça.

No mercado cambial, também o dólar está a inverter os ganhos desta manhã em que chegou a tocar máximos de um mês.

A divisa norte-americana recua 0,02% para 0,9187 euros, enquanto o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" contra 10 divisas rivais - soma 0,12% para 103,321 pontos.

Os investidores devem continuar a centrar-se nos comentários dos responsáveis dos bancos centrais à procura de mais pistas sobre quando poderão acontecer os primeiros cortes de juros.

Juros aliviam na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão maioritariamente a aliviar esta quinta-feira.

Os investidores deverão estar atentos à participação de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, num painel em Davos, à procura de mais indicações de quando o BCE poderá iniciar o ciclo de corte das taxas de juro diretoras.

Os juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,5 pontos base para 3,125% e os da dívida espanhola cedem 0,4 pontos para 3,237%. A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, soma 0,1 pontos para 2,313%.

Os juros da dívida italiana decrescem 1,2 pontos para 3,881% e os da dívida francesa cedem 0,1 pontos para 2,812%.

Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica aliviam 1,5 pontos base para 3,965%.

Bolsas europeias recuperam com ganhos ligeiros. Richemont ganha mais de 8%
Bolsas europeias recuperam com ganhos ligeiros. Richemont ganha mais de 8%

Os principais índices europeus estão a negociar maioritariamente em alta, embora com ganhos ligeiros, depois de três dias de quedas em que foram pressionados por uma reavaliação do "timing" de possíveis cortes de juros pelo Banco Central Europeu.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, avança 0,09% para 468,15 pontos, com o setor da tecnologia a avançar mais de 1%, juntamente com o das viagens viagens, que ganha 3%.

As empresas de luxo são das que mais valorizam depois de a Richemont ter revelado as contas de 2023 e as vendas terem ultrapassado as expectativas dos analistas. A empresa, dona de marcas como a Cartier e a Montblanc, sobe 8,35%.

Entre os movimentos de mercado está também o grupo Watches of Switzerland que mergulha mais de 28% depois de ter cortado as suas perspetivas de receitas para 2023. A empresa justificou a redução com base numa performance de negociação "volátil".

Já a Bayer recua 0,41%, após ter revelado que pretende realizar um "corte significativo" da sua força de trabalho.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax avança 0,16%, o francês CAC-40 soma 0,23%, o italiano FTSEMIB ganha 0,15%, o britânico FTSE 100 está inalterado. Em Amesterdão, o AEX regista um acréscimo de 0,32%.

Em sentido contrário, na Península Ibérica, em Madrid o IBEX 35 perde 0,43% e em Lisboa o PSI recua 0,34%.

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três meses, a seis e a 12 meses face a quarta-feira e manteve-se abaixo de 4% nos três prazos.

Com as alterações de hoje, a Euribor a três meses, que avançou para 3,970%, ficou acima da taxa a seis meses (3,928%) e da taxa a 12 meses (3,660%).

A taxa Euribor a 12 meses, atualmente a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável e que esteve acima de 4% entre 16 de junho e 28 de novembro, subiu hoje para 3,660%, mais 0,064 pontos que na quarta-feira, depois de ter avançado em 29 de setembro para 4,228%, um novo máximo desde novembro de 2008.

Segundo dados do BdP referentes a novembro de 2023, a Euribor a 12 meses representava 37,4% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 36,1% e 23,9%, respetivamente

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que esteve acima de 4% entre 14 de setembro e 01 de dezembro, também subiu hoje, para 3,928%, mais 0,066 pontos que na sessão anterior e contra o máximo desde novembro de 2008, de 4,143%, registado em 18 de outubro.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses avançou hoje face à sessão anterior, ao ser fixada em 3,970%, mais 0,067 pontos e depois de ter subido em 19 de outubro para 4,002%, um novo máximo desde novembro de 2008.

A média da Euribor em dezembro desceu 0,037 pontos para 3,935% a três meses (contra 3,972% em novembro), 0,138 pontos para 3,927% a seis meses (contra 4,065%) e 0,343 pontos para 3,679% a 12 meses (contra 4,022%).

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o BCE ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 14 de dezembro, o BCE manteve as taxas de juro de referência pela segunda vez (consecutiva) desde 21 de julho de 2022.

A próxima reunião de política monetária do BCE, que será a primeira deste ano, realiza-se em 25 de janeiro.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

*Lusa

Tecnológicas empurram Wall Street para ganhos

As bolsas norte-americanas abriram mistas, com o desempenho das tecnológicas a darem ganhos de perto de 1% ao Nasdaq Composite. Isto numa altura em que os investidores avaliam os mais recentes dados económicos e as declarações de membros da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos à procura de pistas sobre o curso da política monetária. 

O S&P 500 soma 0,34% para 4.755,55 pontos, o industrial Dow Jones cede 0,28% para 37.161,4 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 0,97% para 15.000,2 pontos.

Entre as principais movimentações, a Apple sobe 2,32% para 186,93 dólares após ter visto o Bank of America subir a recomendação de "neutral" para "comprar". A Taiwan Semiconductor Manufacturing, fabricante de "chips", valoriza 8,06% para 111,25 dólares depois de a empresa ter divulgado perspetivas otimistas para este ano, à boleia da inteligência artificial.

O "outlook" da TSMC animou também outros grandes nomes do setor, com a Nvidia a somar 2,44% para 574,39, a Advanced Micro Devices a crescer 4,53% para 167,43 dólares e a Intel a subir 3,02% para 47,45 dólares.

Os índices norte-americanos arrancaram o dia com ganhos, apesar de novos dados mostrarem que o mercado laboral continua resiliente, abrindo porta à Fed para manter os juros elevados durante mais tempo. O número de novos pedidos de subsídio de desemprego caíram para os 187 mil na semana passada, tratando-se do número mais baixo em mais de um ano. 

As declarações de diferentes membros do banco central norte-americano colocaram um travão ao entusiasmo dos investidores quanto a um corte dos juros no primeiro trimestre deste ano. Esta quinta-feira, o presidente da Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse que precisa de mais dados que comprovem que a inflação caminha para a meta da autoridade monetária (2%) e afirmou que não espera uma descida dos juros antes do terceiro trimestre.  

"As coisas estão muito mais calmas hoje, mas isso não quer dizer que as condições se vão manter assim. Todos estão a começar a perceber que os grandes bancos centrais, como a Fed, o BCE e o Banco de Inglaterra, podem não descer os juros tanto ou tão cedo quanto o mercado esperava", afirmou Fawad Razaqzada, analista no Citi Index, em declarações à Bloomberg.

Dólar mais fraco dá força ao ouro
Dólar mais fraco dá força ao ouro

O ouro segue a valorizar esta quinta-feira, sustentado por um dólar mais fraco e com o conflito no Médio Oriente a levar alguns investidores a optarem pelo metal precioso - que é considerado um ativo-refúgio.

O mercado aguarda mais discursos de membros da Reserva Federal norte-americana, à procura de pistas sobre o futuro da política monetária, principalmente sobre quando o banco central poderá começar a cortar juros.

O metal amarelo sobe 0,355% para 2.013,35 dólares por onça.

Já o dólar está a negociar ligeiramente em alta e a recuperar de quedas registadas na manhã de hoje.

A moeda norte-americana soma 0,19% para 0,9206 euros, ao passo que o índice do dólar da Bloomberg, que mede a força da "nota verde" contra 10 divisas rivais avança 0,075 para 103,525 pontos.

"O índice do dólar teve uma queda razoável, por isso estamos a ver alguma consolidação nos preços do ouro2, comentou à Reuters o analista Navneet Damani da Motilal Oswal Financial Services.

Petróleo regressa aos ganhos com boas estimativas para a procura
Petróleo regressa aos ganhos com boas estimativas para a procura

Os preços do "ouro negro" recuperaram e estão a negociar em terreno positivo nos principais mercados internacionais, sustentados pelas robustas estimativas para a procura de crude este ano que foram apresentadas nos últimos dois dias pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e pela Agência Internacional de Energia (AIE).

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 0,90% para 73,21 dólares por barril.

 

Já em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a ganhar 0,56% para 78,32 dólares por barril.

 

Na sessão de hoje, o foco não esteve tanto no conflito no Médio Oriente e nos ataques no Mar Vermelho, mas sim nas estimativas da OPEP e da AIE para a procura.

 

Tanto a OPEP como a AIE preveem um crescimento relativamente forte da procura mundial por crude este ano.

Juros agravam-se na Europa com perspetiva de taxas diretoras altas até junho

As taxas de juro das dívidas soberanas na Zona Euro agravaram-se esta quinta-feira, dia em que foram publicados os relatos da última reunião do Banco Central Europeu (BCE). O documento mostra que existe pouco apoio no seio do Conselho de Governadores para iniciar o alívio das taxas diretoras antes de junho.

A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos agravou-se em 1,9 pontos base, para 3,148%, enquanto no país vizinho a subida cifrou-se em 2,3 pontos, para os 3,265%.

A rendibilidade das "bunds" alemãs, referência na Europa, avançou 3,3 pontos base, para os 2,346%, enquanto em França a "yield" subiu 3,1 pontos, para os 2,844%.

Em Itália, no dia em que foi noticiado que o governo estuda vender uma participação na Eni para abater dívida, a subida foi mais modesta: 0,9 pontos base, para os 3,918%.

Luxo, viagens e tecnológicas levam Europa ao verde

As principais bolsas europeias fecharam em alta esta quinta-feira, interrompendo uma série de três sessões de perdas. A liderar os ganhos estiveram os setores do luxo, das viagens e as tecnológicas.

O Stoxx600 ganhou 0,59%, para os 470,45 pontos, enquanto o alemão DAX-30 subiu 0,83% e o francês CAC-40 avançou 1,13%.

Em Itália, o FTSE Mib avançou 0,84%, ao passo que o espanhol Ibex-35 valorizou 0,13%.

Lisboa destoou e fechou inalterada, aliás com uma queda marginal.

Entre os movimentos do mercado, no luxo a Richemont disparou 10,39% e a Louis Vuitton (LVMH) ganhou 2,47%, destacando-se também, no setor das viagens, cotadas como a TUI, que subiu 3,87%. Nas tecnológicas, a Infineon escalou 4,81%.

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