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Ao minuto27.09.2022

Europa perto de mínimo de dois anos. Juros da dívida portuguesa em máximos de 2017

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta terça-feira.

Os emitentes europeus adotaram uma postura cautelosa face à volatilidade na primeira metade do ano.
Andy Rain/EPA
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27.09.2022

Europa perto de mínimos de dezembro de 2020

O Stoxx 600 encerrou a sessão em terreno negativo, estando perto de renovar mínimos de dezembro de 2020. Os "dip buyers", atraídos por ações com avaliações mais baratas, não foram suficientes para aliviar a pressão exercida pela crise energética e pelo medo de uma recessão.

O "benchmark" europeu Stoxx 600 terminou o dia a desvalorizar 0,13% para 388,24 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice, os do imobiliário e "utilities" comandaram as perdas.

O índice de referência está a ser pressionado numa altura em que se teme que o endurecimento agressivo da política monetária e a crise energética possam colocar a Europa numa recessão.

O "rally" do dólar também ajudou a pressionar a sessão, diminuindo ainda mais o apetite pelo risco.

A curto prazo, tanto o Goldman Sachs como a BlackRock estão pessimistas sobre o futuro das ações europeias. "Este mercado ainda não atingiu o fundo", alerta o banco de investimento numa nota de "research" citada pela Bloomberg.

Nas restantes praças europeias, o sentimento foi misto. Lisboa comandou os ganhos, ao valorizar 0,52%, seguida de Amesterdão (0,36%).

Por outro lado, Milão perdeu 1,16%, Londres derrapou 0,52% e Paris deslizou 0,27%. Frankfurt caiu 0,72% e Madrid desvalorizou 0,84%.

27.09.2022

Juros da dívida agravam-se na Zona Euro. Em Portugal estão em máximos de 2017

Os juros da dívida soberana na Zona Euro estão a agravar-se, com a "yield" de vários países a atingir máximos de vários anos. A impulsionar o agravamento dos juros está a perspetiva de que os bancos centrais vão continuar a subir as taxas de juro para travar a inflação. 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu - sobe 11,3 pontos base para 2,221%, estando em máximos de finais de 2011, enquanto os juros da dívida italiana crescem 17,9 pontos base para 4,716%, renovando máximos de 2013. 

O "spread" entre a dívida dos dois países é de 249,5 pontos, estando próximo dos 250 definidos como linha vermelha pelo Banco Central Europeu. Acima dessa diferença, o banco central poderá intervir para baixar a disparidade entre os juros da dívida dos dois países. 

Em França, os juros da dívida soberana agravam-se em 12,1 pontos base para 2,827%, enquanto no Reino Unido a "yield" da dívida britânica sobe 25,4 pontos base para 4,490%, estando em máximos desde 2008. Já a "yield" das obrigações do país a 30 anos estão acima dos 5% pela primeira vez em 20 anos.

Por cá, a "yield" da dívida nacional a dez anos aumenta 14,4 pontos base para 3,313% - em máximos de maio de 2017 - e os juros da dívida soberana espanhola avançam 13,9 pontos base para 3,417%.

27.09.2022

Petróleo recupera com corte de oferta da OPEP+ na mira

Os preços do crude seguem a ganhar terreno, impulsionados pelo facto de os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+) terem dito que estão atentos à situação do mercado.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 2,89% para 86,49 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 2,63% para 78,73 dólares por barril.

 

Os preços do "ouro negro" caíram para níveis de janeiro, à conta da subida dos juros diretores de muitos bancos centrais e com o receio de que este aperto da política monetária leve a uma recessão global.

 

Daí que comecem a ser cada vez mais as vozes que dizem que a OPEP+ se vai decidir por um corte significativo da oferta quando se reunir a 5 de outubro para delinear o nível de produção de novembro.

 

No início de setembro, o cartel e os seus aliados anunciaram um corte da produção em 100.000 barris por dia a partir de outubro, o que é um volume simbólico. Agora poderá vir a decidir uma redução maior.

27.09.2022

Euro negoceia na linha d'água face ao dólar. Libra recupera

O euro está a valorizar de forma muito marginal face ao dólar, depois de ontem ter caído para mínimos de 20 anos. A moeda única europeia sobe 0,02% para 0,9611 dólares, mantendo-se, ainda assim, a negociar abaixo da paridade com o dólar.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais – perde 0,10% para  114,002 pontos. O dólar segue a desvalorizar praticamente contra todas as rivais, tendo colocado fim a cinco dias consecutivos de ganhos.

Já a libra, que ontem atingiu mínimos de sempre perante o dólar, segue a recuperar, com um avanço de 1,4% para 1,0836 dólares. 

27.09.2022

Ouro segue a valorizar

O ouro segue a valorizar, estando a recuperar do valor mais baixo em dois anos. A impulsionar o metal amarelo está a ligeira desvalorização do dólar.

Apesar de o ouro ser tradicionalmente visto como um ativo-refúgio em períodos conturbados, os receios de uma recessão - provocados pelo aperto monetário dos bancos centrais - têm impulsionado sobretudo a nota verde.

O ouro avança 0,87% para 1.636,47 dólares por onça, ao passo que a platina cresce 1% para 860,32 dólares e o paládio sobe 3,36% para 2.112,86 dólares. A prata, por seu turno, avança 2,13%, para 18,74 dólares por onça.

Os mercados podem enfrentar alguma volatilidade esta semana devido à divulgação da inflação nos Estados Unidos e dos discursos por parte de representantes da Reserva Federal norte-americana. 

27.09.2022

Wall Street abre em terreno positivo. Nasdaq sobe mais de 2%

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão em terreno positivo, num dia em que a "yield" da dívida dos Estados Unidos a dez anos viu algum alívio, após o maior "sell-off" visto em décadas.

O índice de referência S&P 500 deu início à negociação com uma subida de 1,45% para 3.708,67 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cresce 1,19% para 29.610,05 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite avança 2,03% para 11.018,62 pontos. 

Os investidores estão cada vez mais preocupados com o risco de uma recessão, numa altura em que os bancos centrais se mostram dispostos a combater a elevada inflação mesmo que isso dê um golpe na economia mundial.

Esta terça-feira, o presidente da Reserva Federal de Chicago, Charles Evans, admitiu estar preocupado com o ritmo da subida das taxas de juro, o que, segundo Matt Maley, estratega-chefe na Miller Tabak, poderá ter sido o suficiente para dar algum alento às bolsas, apesar de não se tratar de uma mudança drástica do discurso. 





27.09.2022

Europa ganha com retorno dos compradores de pechinchas

As principais praças europeias estão esta segunda-feira a negociar em terreno positivo, depois de quatro dias de perdas, numa sessão marcada pelo regresso dos compradores de pechinchas, investidores que compram ações quando estão mais baratas, para depois as venderem mais caras.

O índice de referência para a região, Stoxx 600, soma 0,77% para 391,75 pontos e recupera assim do valor mais baixo desde dezembro de 2020, com todos os setores em terreno positivo.

A registar os maiores ganhos está o setor automóvel, seguido pelo setor mineiro, petróleo e gás e tecnologia.

Analistas do Goldman Sachs e da BlackRock, consultados pela Bloomberg, estão ainda mais pessimistas e avisam que os mercados ainda não incorporaram uma recessão no preço das ações.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, em Amesterdão, o AEX sobe 1,47%, o francês CAC-40 valoriza 1,22%, o alemão Dax soma 0,98%, o italiano FTSEMIB ganha 0,87%, o espanhol IBEX 35 pulou 0,75% e em Lisboa, o PSI avança 0,88%.

27.09.2022

Juros mistos na Zona Euro. Reino Unido alivia 18 pontos, ainda acima dos 4%

Os juros estão a negociar de forma mista Zona Euro, numa altura em que os investidores continuam a reagir à vitória dos Fratelli d'Italia nas legislativas, que deverá governar com maioria absoluta quer na Câmara dos Deputados quer no Senado.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – recua 0,8 pontos base para 2,1%, estando desde sexta-feira acima da fasquia dos 2%, como não era visto desde 2014.

 

Em Itália, os juros das obrigações italianas somam 5,1 pontos base para 4,587%, pulando para um máximo de 2013.
 

Na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos acresce 1,9 pontos base para 3,188%. Já os juros das obrigações espanholas sobem 2,1 pontos base para 3,299%.

 

À beira da Zona Euro, no Reino Unido, depois da "yield" da dívida britânica a dez anos ter agravado de forma expressiva nos últimos dois dias de negociação e ter atingido máximos de 2013, os juros das obrigações estão a aliviar 18,2 pontos base para 4,055%.

Tal como tinha sido avançado pela Sky News, o Banco de Inglaterra acabou mesmo por se pronunciar esta segunda-feira. O banco central liderado por Andew Bailey assegurou que não hesitará mexer nas taxas de juro se tal for necessário.

27.09.2022

Dólar interrompe ganhos após cinco dias

Após cinco dias de ganhos consecutivos, o dólar está esta terça-feira a inverter a valorização verificada nos últimos dias.

O euro ganha assim 0,59% para 0,9666 dólares. Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais – perde 0,31% para 113.754 pontos.

A libra que bateu ontem mínimos de sempre face ao dólar está hoje a recuperar e sobe 0,57% para 1.0817 dólares.

27.09.2022

Ouro recupera de mínimos de dois anos e ganha 1%

O ouro está a recuperar de mínimos de dois anos a e registar ganhos, numa altura em que o dólar deixou de valorizar, depois de ter registado um novo máximo.

O ouro ganha 1% para 1.638,32, mas segue em "bear market, a cotar 20% abaixo do pico verificado em 2020, quando bateu um recorde.

"O foco está na força do dólar e isso vai continuar a pesar no metal precioso", explica Gnanasekar Thiagarajan, analista do Commtrendz Risk Management Services, à Bloomberg.

Por isso, o sentimento deverá permanecer negativo, com "mais subidas das taxas de juro para abrandar a inflação que vão penalizar o estatuto de refúgio do ouro", explica ainda.

27.09.2022

Petróleo sobe com pausa nos ganhos do dólar. Gás valoriza

O petróleo está a recuperar do valor mais baixo desde janeiro, numa altura em que o dólar começa a deixar de registar os ganhos dos últimos cinco dias.

O West Texas Intermediate – negociado em Nova Iorque – soma 2,09% para 78,31 dólares por barril, mas está ainda assim a caminho da primeira queda trimestral em dois anos, à medida que se adensam preocupações com uma diminuição da procura.

O Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – valoriza 2% para 85,74 dólares por barril.

Devido à perda de valor desta matéria-prima, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados tem estado "estranhamente sossegada", aponta o analista Warren Patterson do ING, à Bloomberg.

"Há a possibilidade muito real de vermos a OPEP+ realizar um novo corte na produção de crude" na próxima reunião do grupo a 5 de outubro. Uma redução na produção desta matéria-prima já tinha sido anunciada em setembro, mas os analistas consideraram apenas que foi um corte simbólico, dada a sua dimensão de apenas 100 mil barris. 

Desta vez, se um novo corte for anunciado, indica Patterson, teria de ser bastante maior "para ter um impacto significativo no mercado", explica.

No mercado do gás, os futuros estão a valorizar, depois de quatro dias em queda, numa altura em que foram tornadas públicas duas fugas de gás no Nord Stream, uma infraestrutura que serve gás russo à Alemanha, mas que se encontra encerrado.

Apesar de o gasoduto não estar em funcionamento, dada a volatilidade do mercado, este é um fator que está a contribuir para a incerteza na negociação da matéria-prima.

No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão (TTF) – que serve de referência para o mercado europeu – sobe 3,3% para 179 euros por megawatt-hora.

27.09.2022

Europa de olhos no verde. Ásia mista, com Japão a sorrir

As principais praças europeias estão esta terça-feira a apontar para um início de sessão em terreno positivo, colocando assim em pausa as perdas dos últimos dias.

Na última semana os índices da região foram fortemente prejudicados pela subida das taxas de juro e consequente agravamento económico.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,69%, com o "benchmark" do Velho Continente, Stoxx 600, em "bear market" desde sexta-feira.

Na Ásia, a negociação foi mista, ao contrário de segunda-feira, em que foram registados mínimos de abril de 2020. No entanto, as principais praças da região continuam a ser fortemente afetadas pela subida das taxas de juro e consequentes ganhos do dólar.

O setor da tecnologia foi um dos grandes penalizados com o índice tecnológico chinês, Hang Seng Tech a tombar 1,8%.

No Japão, a sessão foi feita no verde, numa altura em que o iene esteve a valorizar e deu assim melhores perspetivas para o setor das exportações.

Pela Ásia, na Coreia do Sul, o Kospi desceu 0,9%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1% e o Shangai Composite avançou 0,3%. No Japão, o Topix subiu 0,7% e o Nikkei ganhou 0,6%.

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