Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto08.09.2020

Petróleo afunda mais de 5% e apenas setor automóvel subiu na Europa

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

As bolsas mundiais viveram semanas frenéticas, com os investidores a venderem as suas ações face à incerteza em torno da covid-19.
Amanda Perobelli/Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 08 de Setembro de 2020 às 17:15
  • Assine já 1€/1 mês
  • 3
  • ...
08.09.2020

Ouro com ganhos modestos

Os preços dos metais preciosos seguiam em alta esta terça-feira, com exceção do cobre.

Os contratos a pronto (spot) do ouro em Londres avançavam uns ligeiros 0,28%, para 1.934,14 dólares por onça.

Já a prata ganhava 0,72%, para os 26,91 dólares por onça e a platina subia 0,45%, cotando nos 915,07 dólares por onça.

Em sentido contrário, o cobre, metal usado essencialmente para fins industriais, recuava 1,40%, para os três dólares por tonelada, pressionado pelos maus dados da indústria europeia, cuja retoma está a ser mais lenta do que o estimado.

08.09.2020

Libra recua com novas "nuvens" sobre acordo do Brexit

A moeda britânica cede terreno perante as principais divisas num dia em que o governo britânico admitiu rever unilateralmente partes do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e que isso viola o direito internacional.

A decisão de Boris Johnson levou mesmo à saída do secretário permanente do Departamento Legal do Governo, segundo avançou o Financial Times.

Os mercados vêem como mais provável um Brexit sem acordo e castigaram a divisa britânica.

A libra esterlina cedia para mínimos de quase um mês face à divisa norte-americana, caindo 0,89%, para os 1,3049 dólares. Antes, tocou os 1,3010 dólares.

O euro, por seu turno, avançava 0,73% para as 0,9041 libras. A moeda única europeia, contudo, perdia terreno novamente face à "nota verde". O euro cotava nos 1,1797 dólares, uma descida de 0,17%.

08.09.2020

Receios de Brexit sem acordo e queda das tecnológicas penalizam Europa

As bolsas europeias negociaram em baixa, pressionadas pelos receios de um ‘no deal’ no Brexit e pela queda das tecnológicas num dia em que se regista um novo sell-off neste setor do outro lado do Atlântico.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, encerrou a depreciar-se 1,15% para 363,75 pontos.

 

As principais praças da Europa Ocidental fecharam todas no vermelho, com o índice alemão Dax a descer 1,01%. As exportações alemãs aumentaram em julho, mas continuam em níveis anteriores à crise da covid-19.

 

Já o índice britânico FTSE foi o que menos deslizou, a desvalorizar 0,12% - penalizado pelos receios de que o Reino Unido saia da União Europeia sem um acordo comercial.  O facto de o índice ter uma correlação negativa com a libra fez com que cedesse menos, já que a sua moeda continua a perder com a possibilidade de ‘no deal’ entre UE e Reino Unido nos termos do cenário pós-Brexit.

 

Por seu lado, o parisiense CAC-30 cedeu 1,59%. A elétrica EDF afundou 7,97% para 8,13 euros, depois de reportar uma queda de 17,6% da sua produção nuclear em agosto devido aos efeitos da pandemia e a paragens nos reatores.

 

Em Madrid o Ibex recuou 1,78%, e em Amesterdão o AEX perdeu 1,16%. Já a bolsa de Atenas caiu 2,15%.

 

Os índices de setores defensivos, como imobiliário, alimentação e bebidas, estiveram entre os poucos que conseguiram realizar alguns ganhos no início da negociação de hoje. No fim do dia, apenas o setor automóvel conseguiu uma ligeira subida (0,38%).

 

As tecnologias estiveram entre os piores desempenhos, em dia de regresso de Wall Street à negociação – as bolsas norte-americanas estiveram encerradas ontem devido à celebração do Dia do Trabalhador – com novo sinal vermelho para este setor.

 

A pior performance foi para as cotadas da energia, numa sessão de forte queda dos preços do petróleo – a mais acentuada desde junho.

08.09.2020

Juros das obrigações descem com fuga ao risco

Os juros das obrigações soberanas inverteram para terreno negativo, com os investidores a refugiarem-se nos ativos de menor risco numa sessão de fortes quedas nas bolsas e nas cotações do petróleo.

 

A yield das obrigações do Tesouro a 10 anos descem 2 pontos base para 0,35%, anulando as subidas da manhã e dois dias de aumentos. O prémio de risco da dívida portuguesa até está a agravar-se ligeiramente, uma vez que a taxa de juro das bunds a 10 anos está a descer 3,4 pontos base para -0,497%.

 

08.09.2020

Petróleo afunda mais de 5% para mínimo de dois meses

As cotações do petróleo estão em forte queda esta terça-feira, com o Brent em Londres a transacionar abaixo dos 40 dólares pela primeira vez desde 25 de junho.

 

A matéria-prima negociada em Londres recua 5,78% para 39,58 dólares. Em Nova Iorque o WTI desvaloriza 8,47% para para 36,40 dólares, o que também corresponde ao valor mais baixo em dois meses. O Brent acumula uma descida de 40% em 2020.

 

A descida acentuada das cotações resulta da combinação de vários fatores, desde logo os sinais continuados de que a procura continua fraca devido à pandemia, bem como o fim do verão nos Estados Unidos, o que provoca uma descida do consumo.

 

O aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China, bem como o dia negativo nos mercados com as bolsas em forte queda, também justifica a desvalorização das cotações do petróleo, já que os investidores estão a sair dos ativos de maior risco.

 

O atual ambiente na procura "só tem tendência para piorar", diz John Kilduff, partner da Again Capital. O "rally pronunciado do dólar", bem como "o ‘sell off’ significativo no mercado acionista" também está a arrastar o petróleo", diz o analista, salientando que se está a assistir a um movimento de fuga ao risco por parte dos investidores.

 

Segundo a Bloomberg, apenas quatro em 10 refinarias asiáticas tenciona comprar mais petróleo saudita devido ao corte de preços, uma vez que o consumo persiste em níveis pré-covid.

 

08.09.2020

Sangria em Wall Street não estanca. Nasdaq perde 3% e Tesla afunda 19%

A bolsa de Nova Iorque abriu em queda, com o índice tecnológico de referência, o Nasdaq, a destacar-se pela negativa, numa altura em que a fé nos títulos deste setor tem esmorecido.

O Nasdaq iniciou a sessão desta terça-feira a recuar 3,12% para os 10.960,17 pontos. Os restantes índices de referência acompanharam no vermelho, com o generalista S&P500 a ceder 1,72% para os 3.367,88 pontos e o industrial Dow Jones cede 1,40% para os 27.738,11 pontos.

Na quinta-feira passada, o Nasdaq inaugurou um ciclo de três sessões consecutivas no vermelho, fechando com o pior registo desde junho. Já olhando ao acumular da semana, os cinco dias que terminaram na última sexta-feira foram os piores desde março.

Este travão a fundo surge quando os títulos das tecnológicas pareciam imparáveis, pelo menos a julgar pela recuperação a pique que se verificou desde que foram atingidos mínimos em tempo de pandemia.

A pesar no desempenho do índice tecnológico está por exemplo a Microsoft, que perde 3,61% para os 206,52 dólares, o Twitter, ao cair 3,49% para os 38,45 dólares e a Amazon, que desce 3,75% para os 3,170.99 dólares.

Já a Tesla, além de sofrer o arrasto do setor, desapontou recentemente os investidores por ter falhado a entrada no S&P500, por decisão do comité responsável, na última sexta-feira. As razões não fora reveladas mas os meios de comunicação avançam a hipótese de que estará a opção será justiçada pela qualidade dos lucros apresentados pela cotada. Esta terça-feira, a primeira sessão desde a decisão, a Tesla segue a perder 18,71% para os 340,04 dólares.

08.09.2020

Libra descarrila há cinco sessões

A moeda britânica está em queda há cinco sessões consecutivas e, esta terça-feira, o deslize é de 0,19% para os 1,3141 dólares. A libra já recuou, desta forma, ao nível mais baixo desde 11 de agosto.

"A libra teve um desempenho abaixo de todas as moedas de referência com o pesar do risco de não haver um novo acordo comercial entre a União Europeia e o Reino Unido", comentou um estratega dp Commonwealth Bank of Australia, em declarações à Bloomberg. "As negociações recomeçam esta semana e um progresso parece improvável", continua.

Já o euro segue com um braço de ferro renhido contra o dólar, no qual a nota verde está a sair vencedora por uma ligeira margem: a moeda única europeia cede 0,03% para os 1,1813 dólares.

08.09.2020

Petróleo em novo mínimo de junho

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a descer 0,36% para os 41,86 dólares, portanto mais levemente que o seu semelhante nova-iorquino, o West Texas Intermediate, cuja quebra é de 2,165 para os 38,91 dólares e que já esteve a perder 3,07% para os 38,55 dólares, um mínimo de junho.  

A pressionar as cotações estão os sinais de diminuição da procura, que decorrem, por um lado, de um corte de preços da parte da Arábia Saudita e, por outro, do aumento de tensões entre as duas maiores economias do mundo.

08.09.2020

Europa inverte com tecnologia do avesso

As principais praças europeias iniciaram a terça-feira no verde para depois inverterem a trajetória, com as ações das cotadas tecnológicas apontarem para o vermelho.

O Stoxx600 desce 0,44% para os 366,35 pontos, contando com a "companhia" das bolsas espanhola, alemã, francesa, holandesa, italiana e grega no terreno negativo. A pressionar o índice europeu, que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, está sobretudo o setor tecnológico, que é o único a recuar mais de 1% apresentando uma queda de 1,55%.

Este deslize na Europa acontece depois de o índice tecnológico de referência nos Estados Unidos, o Nasdaq, ter vivido dois dias de sell-off no final da semana passada, a pior semana desde aquela terminada a 20 de março.

Ainda a fazer tremer os investidores está o discurso que Trump fez esta segunda-feira, e que denuncia tensões reforçadas com a China. O presidente norte-americano anunciou que espera de banir dos contratos federais as empresas que tenham deslocado produção ou outras operações para território chinês.

Mais perto, na Alemanha, assusta a evolução do número de casos de covid-19, que está a aumentar ao ritmo mais acelerado desde abril.

08.09.2020

Ouro condicionado pelo dólar

O ouro volta hoje a ser condicionado pela direção do dólar, já que o metal precioso habitualmente varia em sentido oposto à moeda norte-americana. Numa sessão em que os investidores avaliam as palavras de Trump contra a China, o ouro desce 0,08% para 1.932,15 dólares, nesta que é já a segunda sessão em terreno negativo para uma das matérias-primas que mais brilha este ano.  

08.09.2020

Juros sobem pela terceira sessão

As yields das obrigações soberanas da Europa estão em alta pela terceira sessão, embora com agravamentos muito ligeiros. A taxa dos títulos portugueses a 10 anos sobe 0,3 pontos base para 0,375% e na dívida espanhola o agravamento é de 0,6 pontos base para 0,353%. O prémio de risco da dívida portuguesa segue estável já que a yield das bunds sobe 0,3 pontos base para -0,461%.

 

Também o mercado de dívida soberana os investidores estão em modo de espera pela reunião do BCE, sobretudo para avaliar que Christine Lagarde sinaliza que o banco central pode reforçar o seu programa de compra de ativos até ao final do ano.

08.09.2020

Euro estável após cinco sessões em queda

A moeda europeia está a oscilar entre terreno positivo e negativo, depois de cinco sessões em queda face à divisa norte-americana, numa altura em que os investidores aguardam com expectativa a reunião do BCE na quinta-feira, sobretudo para avaliar a postura do banco central face à forte subida do euro nos últimos meses.

O euro desce 0,02% para 1,1816 dólares e a libra continua a perder terreno devido à provável ausência de acordo entre o Reino Unido e a União Europeia para o pós-Brexit. O moeda britânica desce 0,2% para 1,314 dólares, na quinta sessão seguida em terreno negativo.    

08.09.2020

PSI-20 abre em alta

A bolsa nacional abriu novamente em alta, com o índice PSI-20 a valorizar 0,22% para os 4.318,10 pontos. A puxar pelo índice estiveram dez cotadas, que se posicionaram no verde, deixando apenas três no vermelho e cinco inalteradas.

O otimismo é generalizado: por cá e na Europa, a tendência é de subida, apesar de as tensões entre os Estados Unidos e a China estarem também num crescendo. Ontem,  Donald Trump considerou que o país que preside não sofrerá perdas monetárias caso se dissocie por completo da China, e anunciou a decisão de banir dos contratos federais as empresas que tenham deslocado produção ou outras operações para território chinês.

Em Lisboa, a EDP Renováveis e o BCP são os pesos pesados que mais ganham. A empresa de energias limpas sobe 0,43% para os 14,12 euros e o banco avança 0,42% para os 9,49 cêntimos.

Ainda no verde ficam outros representantes do setor da energia, com a REN a avançar 0,21% para os 2,41 euros, seguida da EDP, que sobe 0,19% para os 4,27 euros, depois de na última sessão ter disparado mais de 3% - o mesmo dia em que o Goldman Sachs  emitiu uma nota de "research" onde considera que a elétrica portuguesa está "atrativa" e por isso é uma "candidata a uma potencial aquisição". 

Logo no encalço posiciona-se a Galp, ao apreciar 0,18% para os 9,12 euros apesar das reforçadas quebras no mercado de petróleo. A matéria-prima "enterra-se" mais abaixo dos 40 dólares em Nova Iorque pressionada por um corte de preços da parte da Arábia Saudita, que sinaliza fragilidades do lado da procura. 

A contrariar o desempenho positivo do índice ficam só a Ibersol, Mota-Engil e CTT, que perdem, respetivamente, 1,88% para os 5,22 euros, 0,55% para os 1,46 euros e 0,20% para os 2,56 euros.

08.09.2020

Futuros dizem verde apesar do agudizar das tensões EUA-China

Os títulos acionistas estão a subir apesar de as tensões entre as duas maiores economias do mundo estarem a crescer e de a pressão vendedora se manter sobre as ações das tecnológicas.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que pretende refrear as relações com a China. O líder da Casa Branca indicou que vai proibir contratos federais com empresas que deslocalizem produção para a China ou que recorram ao "outsourcing" naquele país, depois de, há um mês, ter prometido créditos fiscais significativos para as empresas americanas que abandonassem operações na China e as recolocassem nos Estados Unidos. Adicionalmente, Trump defendeu que os EUA poderiam dissociar-se (proceder ao decoupling) por completo da China sem sofrer perdas monetárias.

Ainda que as palavras de Trump possam preocupar em termos económicos, as bolsas nos Estados Unidos continuam a apontar para cima na pré-abertura, tal como as europeias, depois de as asiáticas se terem movido no mesmo sentido.

Esta terça-feira marca o regresso de Wall Street depois de um fim de semana prolongado, por ocasião do Labor Day, comemorado esta segunda-feira nos Estados Unidos. "Os mercados vão estar vulneráveis a oscilações induzidas pelos cabeçalhos", avisa um analista da Oanda, citado pela Bloomberg.

Ver comentários
Saber mais PSI-20 mercados bolsa nacional investidores Euronext Lisboa Europa Wall Street cotações cotadas empresas
Outras Notícias