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Moody's vê malparado acima de 9% no final de 2022 devido ao fim das moratórias

A agência de notação financeira, que mantém uma perspetiva negativa para o setor bancário, prevê um aumento dos níveis de malparado e uma queda da rentabilidade nos próximos dois anos.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2021 às 10:45
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O nível de malparado em Portugal deverá aumentar nos próximos meses devido à pandemia, podendo atingir os 9%, segundo antecipa a Moody's. A agência de notação financeira avisa que o impacto será sentido sobretudo após o fim das moratórias de crédito, em setembro, e terá um impacto negativo nos fundamentais dos bancos e na sua rentabilidade, este ano e no próximo.

A Moody's acredita que o fim do regime de moratórias em setembro deste ano vai refletir-se num aumento do nível de malparado, que pode superar os 9% no final do próximo ano. "O aumento que antecipamos nos NPL apenas se vão tornar visíveis após esta data (setembro), a não ser que seja aprovada uma nota extensão por parte das autoridades. Esperamos que o nível de NPL (non performing loans) aumente para acima de 9% no final de 2022, o que compara com 5,5% para o sistema financeiro na Europa", antecipa Pepa Mori, analista para a banca da Moody's, num webinar realizado esta manhã.

Segundo dados publicados pelo Banco de Portugal no mês passado, Portugal atingiu um rácio de NPL de 5,5%, no final do terceiro trimestre de 2020.

Este aumento do incumprimento vai afetar negativamente a rentabilidade e levar os bancos nacionais a realizar mais provisões. "Os resultados vão ser pressionados por um aumento das provisões, devido à expectativa que os NPL aumentem não apenas em 2021, mas também em 2022", explica a analista, acrescentando que "a rentabilidade vai continuar em níveis muito baixos em 2021".


A Moody's mantém uma perspetiva negativa para os bancos europeus, num período que será marcado pelo aumento do crédito malparado, fraca rentabilidade e por um movimento de consolidação. 

A perspetiva para o setor financeiro do Velho Continente "é negativa em 2021, já que os bancos europeus vão enfrentar um ambiente desafiante no próximo ano devido a uma lenta recuperação económica, aumento do crédito malparado e fraca rentabilidade", adiantou a Moody’s num relatório divulgado no último mês de dezembro. 
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