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Crédito às famílias volta a crescer no arranque do ano. Depósitos renovam máximos

A carteira total de crédito às famílias ascendia a 120,8 mil milhões de euros no final de janeiro de 2021, um máximo desde 2015. Os depósitos estão nos níveis mais altos de sempre.

Alexandre Azevedo
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2021 às 13:01
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O crédito a particulares voltou a crescer no arranque deste ano, mantendo-se nos níveis mais elevados desde 2015 e prolongando a tendência que foi sendo observada ao longo do ano passado. Numa altura em que a pandemia continua a travar o consumo, também as poupanças continuam a aumentar, com os depósitos das famílias a renovarem máximos históricos.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira, 25 de fevereiro, pelo Banco de Portugal. No final de janeiro de 2021, o montante total de crédito a particulares ascendia a 120.793 milhões de euros, valor que corresponde a uma subida de 1,6% face ao mesmo mês do ano passado e que representa o mais elevado desde junho de 2015.

A contribuir para esta evolução esteve apenas o crédito à habitação, já que os empréstimos destinados a financiar o consumo e outros fins registaram quebras. O "stock" total de crédito à habitação era de 95.278 milhões de euros no final de janeiro de 2020, uma subida anual de 2,5% e o valor mais elevado desde setembro de 2016.

Já a carteira de crédito ao consumo totalizava 19.009 milhões de euros em janeiro, uma queda de 0,5% face ao mesmo mês de 2020, enquanto o crédito para outros fins ascendia a 6.505 milhões de euros, montante que corresponde a uma quebra homóloga de 3,7%.

Também nos depósitos se manteve a tendência de crescimento já verificada no ano passado. No final de janeiro de 2021, os depósitos das famílias totalizavam 162.845 milhões de euros, um aumento de 7,7% em relação a janeiro do ano passado. Este é o valor mais elevado desde o início desta série estatística do Banco de Portugal, que recua até 1979.

Crédito às empresas cai ligeiramente

Ao contrário do verificado no financiamento às famílias, a carteira total de crédito às empresas caiu ligeiramente no início deste ano, em relação ao que era registado em dezembro de 2020. Mesmo assim, em termos anuais, continua a registar-se aumentos significativos.

Em janeiro de 2021, o "stock" total de crédito a empresas ascendia a 73.739 mil milhões de euros, montante que corresponde a uma queda de 0,3% face ao mês anterior e a uma subida de cerca de 10% em relação a janeiro do ano passado.

Para o crescimento anual da carteira de crédito a empresas, justifica o Banco de Portugal, contribuíram os empréstimos às micro e às grandes empresas, que aumentaram 14% e 5%, respetivamente.

Também os depósitos das empresas apresentaram uma queda face ao final do ano passado. Em janeiro, os depósitos das sociedades não financeiras totalizavam 51.736 milhões de euros, uma queda de 2,4% face a dezembro. Ainda assim, em relação a janeiro do ano passado, houve um aumento de 14,9%.
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