O evitável erro do sr. Pinto da Costa
Não foi o seu primeiro equívoco neste início de temporada. Afinal, para o lugar do sr. Mourinho tinha contratado o sr. Del Neri, que estava a iniciar um processo revolucionário face à táctica das duas últimas épocas. Algo que, com a partida de algumas unidades nucleares da equipa campeã da Europa, poderia revelar-se uma tragédia. Jogar com a defesa em linha, sem um jogador com a velocidade e sentido posicional do sr. Ricardo Carvalho, era como pensar que a linha Maginot poderia deter um ataque de tanques velozes. E o srs. Jorge Costa e Pedro Emanuel já não estão para correrias dessas.
O sr. Del Neri acabou por criar as condições para ser dispensado, mas mesmo com um treinador que pode seguir as orientações estratégicas das últimas duas temporadas, a do FC Porto começa mal. Chegaram muitos novos jogadores que há duas semanas se adaptaram a um sistema de trabalho que agora é alterado. Não só tacticamente mas também a nível de trabalho físico. É certo que o FC Porto tem uma organização que, normalmente, permite superar a generalidade dos contratempos, mas desta vez o sr. Pinto da Costa, talvez encadeado pelos milhões de euros que caíram na conta bancária do clube, distraiu-se um pouco.
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Num período crucial da época, erros destes podem comprometer a época de uma equipa que joga em diferentes frentes (a começar pela Liga dos Campeões). Como se tudo isso não bastasse, o sr. Victor Fernandez quer reduzir o plantel a 23 ou 24 jogadores, o que vai levar a que a escolha final ainda demore a algum tempo. Se juntarmos a isso a presença nas Olimpíadas de uma série de jogadores que deverão ter lugar assegurado no núcleo base do sr. Fernandez, a locomotiva portista arranca aos solavancos.
O que é quase uma novidade para as bandas das Antas.
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