pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Aldino Santos de Campos - Centro de Investigação do Instituto de Estudos Políticos - Universidade Católica Portuguesa
19:52

Quando a diplomacia da canhoneira ainda evitava guerras

A história ensina que a coerção militar raramente produz estabilidade duradoura. Pode impor soluções imediatas, mas frequentemente semeia ressentimentos que ressurgem mais tarde.

  • Partilhar artigo
  • ...

Ao longo da história, a política internacional tem oscilado entre momentos de cooperação e períodos em que o poder militar surge como instrumento de pressão diplomática. Entre estas práticas destacou-se aquilo que ficou conhecido como “a diplomacia da canhoneira”, que se resumia à utilização explícita ou implícita da força militar para compelir um Estado a aceitar determinadas condições políticas, económicas ou estratégicas. O conceito ganhou expressão sobretudo no século XIX, quando as grandes potências navais utilizavam a sua superioridade marítima para projetar poder em regiões distantes. Navios de guerra fundeados ao largo de portos estrangeiros constituíam, muitas vezes, um argumento mais persuasivo do que qualquer negociação formal. A mensagem implícita era clara: aceitar as condições impostas ou enfrentar as consequências.

Ver comentários
Ver mais
Publicidade
C•Studio