Fernando  Sobral
Fernando Sobral 16 de maio de 2018 às 18:08

O futebol e a guerra

O ódio destilado pelos directores de "comunicação" dos clubes e pelos papagaios que quase todos os dias da semana se insultam na televisão em nome dos seus clubes haveria de conduzir a uma qualquer tragédia.

Jules Rimet, o criador do Campeonato do Mundo de Futebol, acreditava que esta competição era "um excelente meio para dissipar entre os países as antipatias e as incompreensões". O futebol era a paz. A acreditar no que se viu em Alcochete, em Portugal o futebol é a guerra. Ou antes, em Alcochete assistiu-se, até ver, à "blitzkrieg" do futebol nacional contra o mais improvável dos inimigos: ele próprio. 


Já se tinha visto que o pontapé na bola indígena tinha entrado numa fase de autofagia: o ódio destilado pelos directores de "comunicação" dos clubes e pelos papagaios que quase todos os dias da semana se insultam na televisão em nome dos seus clubes haveria de conduzir a uma qualquer tragédia. Tudo em nome de um tribalismo sem ética ou moral. E de um populismo radical que Bruno de Carvalho transformou num discurso aparentemente normal, porque todos o aceitavam. Porque fazia de "maluco" nas suas próprias palavras. Isto perante a passividade da FPF, da Liga de Clubes e do Estado. Foi assim que foi chocando o ovo da serpente: o ódio pelo ódio, a guerra gratuita, sem razão e sem causa. Não é uma questão de um clube, é de uma cultura futebolística que se semeou em Portugal. Os espinhos dessas flores arranham. E fazem sangrar.

 

Quando se tem um presidente de um clube, depois de uma barbárie que foi alimentada dia após dia por irresponsáveis, a dizer que "temos de nos habituar. Isto faz parte do dia-a-dia. O crime faz parte do dia-a-dia", o que se espera para actuar sem clemência? A começar pelos órgãos sociais que sustentam um presidente assim, e que por certo não se vêem ao espelho e não têm insónias.

A pirotecnia radical é simplista. Mas foi ela que, aparentemente, permitiu um "perdão bancário" de 90 milhões de euros. Deveria haver mais do que uma bola de futebol na cabeça de quem tem poder no futebol português. De deputados a dirigentes profissionais que dizem que esta é uma indústria e a deixam comportar-se como uma mercearia reles. Há quem queira matar o futebol em Portugal. Está a consegui-lo.

 

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Ciifrão Há 1 semana

Não houve uma tragédia, não se registaram mortes nem feridos graves. No entanto é verdade que há um grande exagero à volta do futebol, não sei o que seja preciso para mostra o grotesco da situação.

Sem dúvida que é Há 1 semana

útil ao PS e ao António Costa.
Já ninguém fala da corrupção dos políticos e a sua falta de ética e pudor.
Aliás, o Congresso do PS parece que nem existiu, com tanto arco-íris no festival da canção. Isto vem mesmo a calhar.
é engraçado é que sempre que algo está a arder aparece o Marta Soares.

Mr.Tuga Há 1 semana

Exacto.

Os IMBECIS e BRONCOS tugas que se masturbam com essa treta de "programas" de pacovios e adoram ver o trajecto do BUS dos pacovios chutadoiris dos centros estagio para os hoteis, etc adoram!

BRONCO E ANALFABETO TUGA sebento.

Sabias palavras Há 1 semana

Acrescento que os directores de comunicação só aparecem para comentar lances de falta, eventuais penaltyes, sempre na optica de manchar a arbitragem ou levantar suspeitas. Em momentos de problemas graves internos, que deveriam vir comunicar com os sócios, perdem o pio......

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