Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 20 de junho de 2018 às 19:00

A arrogância de dizer que a bitcoin não tem futuro

As criptomoedas não estão a ter um bom ano. Depois das valorizações surpreendentes do ano passado, estas moedas virtuais têm sofrido quedas expressivas.

E, não bastassem as descidas, as criptomoedas continuam ainda a ser alvo de ciberataques, que colocam em risco a sustentabilidade de plataformas mais pequenas. Esta quarta-feira, a Bithumb, uma das principais plataformas na Coreia do Sul, foi alvo de um ataque que resultou numa perda de 27,2 milhões de euros.

Ao contrário de outros casos em que os investidores não conseguiram reaver o valor investido, a Bithumb garantiu que vai reembolsar os investidores. Mas isso não foi suficiente para impedir a correcção da bitcoin e de outras criptomoedas.

Apesar destas falhas de segurança na negociação e do desaire nas cotações em 2018, Lloyd Blankfein, CEO do Goldman Sachs, garante que as criptomoedas não são para si, mas daí até dizer que não têm futuro vai uma longa distância. Citado pela CNBC, o líder do gigante de Wall Street considera que é muito "arrogante" dizer que estes activos não têm futuro.

Uma posição mais conservadora do que a assumida por outros banqueiros, como o presidente do JPMorgan, que disse que a bitcoin é uma "fraude". Quem terá razão?

 

Jornalista

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