Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 02 de setembro de 2018 às 18:10

Investidores pedem separação do Reino Unido

Num ambiente dominado por riscos e decisões políticas imprevisíveis, os investidores parecem não estar dispostos a pagar para ver o resultado das negociações do Brexit.
As autoridades europeias continuam a negociar com o Reino Unido os termos do divórcio. Para já as negociações mantêm-se amigáveis, com ambas as partes a procurarem um entendimento, mas a própria primeira-ministra britânica, Theresa May, já disse que a ausência de um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia "não seria o fim do mundo".

Certo é que, para já, não há acordo. E este só poderá aparecer dentro de mais de um mês, com fontes próximas do processo a apontarem para meados de Novembro como a altura mais provável para o final das negociações. Mas se May não está preocupada, o mesmo não se pode dizer dos investidores que, perante as ameaças constantes que chegam dos EUA, não parecem querer ter de lidar com um factor de incerteza extra.

Assim, na última semana, os investidores retiraram 446 milhões de dólares dos fundos que investem em acções do Reino Unido, segundo dados da EPFR citados pelo Financial Times. Trata-se da 10.ª semana consecutiva de subscrições líquidas negativas nestes produtos de investimento.

Num ambiente dominado por riscos e decisões políticas imprevisíveis, os investidores parecem não estar dispostos a pagar para ver o resultado das negociações do Brexit.
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